Constrangimento, assédio moral e ..

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
12/08/2025 às 13:10
ID: 224339281
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesSou guia de turismo credenciada pelo Cadastur e trabalho diariamente levando turistas ao Cristo Redentor, utilizando o serviço de transporte das vans oficiais do Corcovado, com embarque no Centro de Visitantes Paineiras Corcovado, localizado dentro do Parque Nacional da Tijuca, área sem sinal de internet.
No dia 30/07/2025, às 07h, levei quatro turistas, sendo três idosos e um adulto (filho de um casal de idosos), para a visita ao Cristo Redentor.
O acesso prioritário para esse tipo de público normalmente permite que eu leve o veículo até a porta do Centro de Visitantes, evitando que caminhem cerca de 500 metros em subida. Assim foi feito na ida, e a visita foi finalizada às 08h29.
Após a visita, caminhei mais de 1 km até o estacionamento, busquei o carro e, ao tentar acessar novamente a porta do Centro de Visitantes para buscar os turistas (que já me aguardavam no local), fui impedida pelos seguranças, que informaram que a prioridade, a partir daquele momento, seria apenas para cadeirantes.
Expliquei que os turistas já haviam sido deixados ali antes e que, sem comunicação por falta de internet, eles não entenderiam minha demora. Além disso, argumentei sobre a logística inviável de estacionar longe, subir caminhando, levar os turistas até a área de acesso, descer novamente, buscar o carro e pagar novo estacionamento.
Durante minha conversa com os seguranças (quatro presentes no momento), um cambista que atua no local de forma ilegal começou a gritar comigo e a me ofender com comentários gordofóbicos e depreciativos, afirmando que eu estava atrapalhando o trabalho dos seguranças e que deveria descer com o carro e subir andando já que estou enorme de [Editado pelo Reclame Aqui] e preciso caminhar.
Ele ainda fez gestos e sinais com as mãos e boca, imitando excesso de peso e carne sobrando, sob risos e chacotas dos seguranças presentes, que nada fizeram para cessar as agressões.
O constrangimento foi extremo. Senti-me humilhada, abalada psicologicamente e fisicamente sem condições de seguir trabalhando naquele dia. Precisei pedir ajuda a um amigo para buscar meus turistas e, em seguida, cancelei outro trabalho agendado, tendo prejuízo financeiro e emocional.
Solicito que o ICMBio, o Grupo Paineiras Corcovado, o Grupo Cataratas e a empresa terceirizada responsável pela segurança e controle de acesso se manifestem e adotem providências:
Investigação e punição dos envolvidos;
Fim da conivência com a atuação de cambistas no local;
Treinamento e orientação das equipes de segurança e controle de acesso para que tratem guias e turistas com respeito e dentro das regras já estabelecidas;
Garantia de segurança e dignidade para todos os profissionais de turismo que trabalham no local.
Reforço que este tipo de situação fere o Código de Defesa do Consumidor, normas de conduta de atendimento ao público e a legislação que combate o preconceito e assédio moral.
Aguardo resposta e providências.