Vale das Ostras - O passeio que virou pesadelo

Não respondida
Itu - SP
17/02/2023 às 19:19
ID: 159566671
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Ver todas ReclamaçõesNos dias 11 e 12 de Fevereiro a agência Bravus Trip realizou um roteiro de viagem com destino ao Vale das Ostras com diversas intercorrências negativas que resultaram no não cumprimento do contrato e a negativa da devolução de valores pagos.
Falhas de comunicação antes mesmo do embarque, com avisos essenciais apenas 1h antes da saída e alteração de rota meia hora antes. Trajeto em área de risco que poderia ter sido reagendado pela agência e, não sendo, gerou problemas que foram o motivo da viagem ter apenas 7,7% do seu roteiro cumprido.
Micro-ônibus com pneus impróprios para estradas não-pavimentadas, motorista inexperiente no trajeto, trechos com desfiladeiros em estradas escorregadias em função das chuvas e atolamento do ônibus por duas vezes consecutivas imediatas, gerando paradas de duas a três horas em cada uma das vezes. Passageiros em situações de insegurança e desconforto, bem como exposição ao sol, sem banheiros disponíveis, sem água (que até existia, mas não para a quantidade de tempo que ficamos parados, tão menos para quantidade de pessoas a bordo), sem alimentação e sem comunicação transparente e constante sobre a situação ou as providências em andamento, bem como sem Plano B. Diante do ocorrido, por vezes os próprios passageiros assumiram o papel de buscar uma alternativa e, no segundo atolamento, solucionaram a questão no braço, literalmente.
Durante o primeiro atolamento, os guias ofereceram a possibilidade aos participantes de ir até o mirante e acompanharam os que optaram por fazê-lo, deixando o restante do grupo completamente sozinho. Estando em dois guias, entendemos que um deles deveria ter permanecido com o grupo que não subiu a trilha, garantindo ao menos acompanhamento, assistência e segurança aos mesmos. Cabe ressaltar ainda que a legislação diz que o grupo deve ser conduzido por um guia de turismo dentro do ônibus e, chegando ao destino, deve contratar um guia de turismo local. O agente de viagem não pode fazer a função de guia de turismo sem o curso adequado para tal. A equipe da Bravus Trip que conduziu a viagem era formada por um monitor/proprietário e outro proprietário da agência, nenhum deles tendo registro como Guia de Turismo.
Ainda sobre a citada trilha para o Mirante do Cruzeiro, os guias informaram ser um trajeto com 25 minutos de ida e 25 minutos de volta em percurso tranquilo de ser feito. O trajeto levou, entre ida e volta, duas horas e meia em um percurso de risco e escorregadio em função das chuvas dos últimos dias, bem diferente do informado. A trilha não era tranquila, o que também deveria ter sido informado no momento da venda, uma vez que o grupo tinha participantes de nível iniciante que não tinham preparação física para o trajeto.
Não tendo solicitado um micro-ônibus para troca na primeira e segunda parada, a agência descumpriu a cláusula 12a do contrato e resultou em nova parada (terceira) no trecho da Serra de Juquiá-Tapiraí, com a estrada já escura, em faixa de mão dupla, fora da área de escape e em horário de pico, colocando novamente o grupo em situação de risco. Foi necessário aguardarmos novamente por mais de duas horas até a chegada de um micro-ônibus substituto para nosso retorno. Mais uma vez sem banheiro, água e agora também com privação do descanso necessário para os que trabalhariam cedo no dia seguinte.
Buscamos com a agência uma alternativa de reembolso ou devolução, visto que não tivemos a entrega do que foi contratado. A agência, no entanto, não se mostrou disposta a negociar e pediu que aguardássemos um retorno por whatsapp na segunda-feira, dia 13 de Fevereiro, retorno este que não chegou no referido grupo montado para a viagem, mas apenas aos participantes que cobraram individualmente uma posição. Ainda no dia 16 de Fevereiro alguns participantes cobraram retorno e permaneceram sem resposta.
O retorno apresentado pela agência foi uma proposta de crédito de 50% do valor pago para uma viagem ao mesmo destino em Maio/23 ou crédito de 40% do valor pago para qualquer outro destino realizado pela agência. Para a maior parte dos participantes, no entanto, diante de todo o ocorrido, é impensável fazer uma nova viagem com a Bravus Trip, pois não existe qualquer sensação de segurança ou confiança para tal. Alguns participantes inclusive já tinham enfrentado problemas com veículo quebrado em retorno de outra viagem realizada pela mesma agência pra Arraial do Cabo, sendo uma reincidência com desdobramentos muito piores na viagem relatada aqui.
É importante esclarecer que entendemos o fato que imprevistos podem acontecer e que isso foge ao controle da agência, mas é responsabilidade da mesma lidar com os imprevistos e gerenciá-los da melhor maneira. O que evidentemente não aconteceu.
A cláusula 9 do contrato prevê que a contratada não se obriga a devolver valores em casos de más condições climáticas ou cancelamento de atrações já programadas anteriormente devido a tais condições que possam gerar riscos aos seus integrantes, ou ainda em caso de desistência do cliente por atrasos ocasionados por trânsito, entre outros. O que ocorreu, no entanto, não foram problemas relacionados a condições climáticas ou trânsito, mas sim às tomadas de decisão da agência responsável ao longo das situações, apenas com o intuito de não gerar custos a mesma.
Seguimos tentando negociar com a agência sem qualquer retorno ou mínima consideração. O que deveria ser um dia de lazer e relaxamento se tornou um pesadelo completo e, ao que parece, sem fim.
Em função de toda a situação gerada com as más decisões tomadas pela agência e pelos danos fisiológicos e psicológicos causados aos participantes, não aceitamos a possibilidade de crédito como reembolso ao ocorrido. Nossa solicitação é a devolução integral do valor pago para os participantes interessados, que somam 19 até o presente momento.