A PIOR VIAGEM DA MINHA VIDA

Não respondida
Macaé - RJ
08/08/2019 às 15:10
ID: 94047387
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Ver todas ReclamaçõesMinha filha fez a viagem pra Porto Seguro no dia 15/07/******* e retornou no dia 20/07/*******, sendo diagnosticada com Influenza A em 21/07/*******, quando a levei ao hospital.
Mas a história da pior viagem da minha vida começou às 21h36 do dia 15/07/*******, quando recebi um e-mail da Forma Turismo lamentando o falecimento de uma passageira do grupo anterior na madrugada do dia 12 pro dia 13 de Julho, vítima de Influenza A, e informando que não havia surto em Porto Seguro. Imediatamente comecei a buscar informações sobre o caso e encontrei uma matéria no Jornal Bahia Meio-Dia, da Globo, do dia 15/07/******* às 12:39 ( https://******* ), antes do horário de embarque da minha filha. Se eu tivesse sido informada sobre isso, provavelmente não teria permitido que ela embarcasse, mas só tive acesso a esta informação quando ela já estava em Porto Seguro.
Fiquei assustada com a notícia e mandei um e-mail para a Forma Turismo pedindo informações. Perguntei se o hotel onde minha filha estava hospedada era o mesmo onde havia se hospedado o grupo que se contaminou, por achar o vírus poderia permanecer na superfície, além de saber que diariamente chegam novos adolescentes no mesmo hotel, e pensei que esses adolescentes acabariam tendo contato com pessoas que poderiam estar infectadas e continuar transmitindo a doença para os demais grupos. Gostaria de ter recebido informações que me deixassem segura para que minha filha seguisse viagem, mas eles se recusaram a me passar essa informação, respondendo o e-mail de forma que não foi suficiente para a minha compreensão dos fatos. Pouco depois descobri, através da minha filha, que era sim o mesmo hotel.
Após isso, mandei um e-mail pedindo mais informações, perguntando sobre as medidas de assepsia que haviam sido tomadas, mas não tive resposta. Tive que mandar mais 3 e-mails pedindo informação até que me respondessem, fazendo-o de forma que ainda foi insuficiente para a minha plena compreensão, me levando a ter que consultar médicos e demais profissionais da área para compreender o assunto, e me levando a questionar certos procedimentos adotados.
No dia 17/07/******* minha filha apresentou sintomas compatíveis com os de gripe, e pedi que ela fosse à enfermaria, mas que não tomasse nenhuma medicação que pudesse mascarar os sintomas. Ela foi medicada por uma profissional de enfermagem (não sei informar se Enfermeira ou Técnica de Enfermagem), que fez Dipirona, que poderia mascarar dor e febre. Solicitei que ela fosse vista por um médico e que fizesse exames, mas ela teve que aguardar durante horas para que pudesse fazer os exames e foi usado o meu plano de Saúde, embora no contrato exista a previsão de um seguro para despesas médicas até R$ 10.*******,00. O hemograma feito naquele momento não apresentou alterações significativas, e por isso não foi feito teste específico para Influenza A.
Apesar do teste para Influenza A não ter sido feito, pelo fato do médico me informar que não havia riscos caso o hemograma não apresentasse alterações, me mantive mais calma até o sábado de manhã. Nesse dia uma mãe do grupo que estava na viagem junto com minha filha disse no grupo de pais do whatsapp que ela decidiu que sua filha iria retornar mais cedo de viagem por estar com sintomas semelhantes ao da minha filha há dias. Também informou que, ao levá-la no hospital da cidade onde moramos, foi feito o teste rápido para Influenza A, e deu positivo. Nesse momento outra mãe se manifestou dizendo que estava a caminho de Porto Seguro para acompanhar os cuidados com seu filho, pois o ele também apresentava sintomas compatíveis há alguns dias. A maioria dos pais, então, solicitou o retorno imediato dos adolescentes, porém não tivemos sucesso na solicitação. Por esse motivo, eu emiti uma passagem de volta para minha filha e, assim que chegamos à cidade onde moramos, fomos ao hospital, onde se confirmou a minha suspeita: minha filha havia se infectado com Influenza A.
Os demais adolescentes que retornaram no vôo fretado retornaram sem máscaras no vôo e demais meios de transporte coletivo. A médica infectologista que atendeu minha filha após a confirmação do diagnóstico me perguntou se eles haviam usado máscara no retorno e questionou o motivo deles não usarem, porém eu não soube informar o motivo.
Após todo esse ocorrido, eu e alguns pais recebemos uma notificação extrajudicial exigindo que tirássemos certos conteúdos referentes às contaminações de grupos de whatsapp de pais ou redes sociais, e que terminava com a seguinte frase: " (...) servindo a presente como formalização para os e efeitos do artigo ******* e seguintes do Código Civil, sendo certo que a manutenção dos atos praticados, implicará em medidas judiciais cabíveis ao caso, cíveis e/ou criminais."
Muitos pais passaram a ter medo de expor os fatos ocorridos após receberem essa notificação, mas como aqui neste conteúdo que publico apenas estou narrando os fatos ocorridos, me sinto no direito como consumidora de expressar meu descontentamento com a condução do caso e falta de comunicação. Estamos falando sobre adolescentes, penso que o cuidado em passar todas as informações com detalhes deveria ter partido da Forma, e não que eu tivesse que mandar 3 e-mails solicitando esclarecimento, vindo a receber informações sobre minhas dúvidas de forma muito restrita e apenas no quarto dia de viagem.
Graças a Deus, ela se recuperou da Influenza A, porém vai levar um tempo até que a gente se recupere de todo esse pesadelo. Gostaria que a Forma tivesse me fornecido informações mais consistentes e de forma mais rápida, bem como tivesse me dado a oportunidade de escolher se minha filha embarcaria na viagem após o evento trágico do falecimento da adolescente do grupo anterior.