Falha grave de segurança e omissão da Forma Turismo em viagem com menores

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São Paulo - SP
09/07/2025 às 19:04
ID: 221694041
Falha grave de segurança e omissão da Forma Turismo em viagem com menores
Durante uma viagem organizada pela Forma Turismo para Porto Seguro (BA), com hospedagem no Hotel Sarana, final do mês de Junho, minha filha, menor de idade, e outras adolescentes foram seguidas por alguns rapazes dentro do hotel e, posteriormente, abordadas de forma inadequada e constrangedora na porta do quarto em que estavam hospedadas.
Os garotos estavam hospedados em quarto no mesmo andar e a atitude insistente e invasiva deles gerou medo, insegurança e abalo emocional nas meninas.
Após procurarem os monitores e relatarem o caso, alguns responsáveis foram contactados para conhecimento dos fatos e a Forma ficou de retornar no mesmo dia para comunicar as providências tomadas. Nesse mesmo mesmo dia, uma das mães notificou oficialmente a empresa e o hotel por e-mail, relatando a situação e cobrando providências. A Forma Turismo respondeu em 02/07/2025, reconhecendo o envio de apenas UM dos meninos de volta para casa. Os demais permaneceram na viagem e inclusive retornaram no mesmo voo das vítimas, o que demonstra omissão parcial e falha grave na proteção das adolescentes.
A empresa, por meio de seus representantes Vinícius e Fernanda, ainda teve a postura (inadequada para a situação) de perguntar aos responsáveis se desejávamos registrar um boletim de ocorrência, informando que acompanhariam as meninas até a Delegacia do Turista como se o peso do registro formal de um episódio traumático devesse recair sobre as próprias vítimas. Essa atitude revela falta de acolhimento, preparo e responsabilidade.
Importante destacar que integro um grupo de mães de pelo menos cinco adolescentes que relataram episódios semelhantes na mesma noite, o que demonstra falhas graves de supervisão e segurança por parte da Forma Turismo.
Quero deixar registrado:
- O caso como um episódio de importunação e coação a menores de idade em hospedagem durante viagem supervisionada;
- A conduta omissa da empresa e a exposição emocional e física das adolescentes;
- Que o caso seja encaminhado às autoridades competentes, incluindo as Promotorias de Defesa da Criança e do Adolescente e do Consumidor, para investigação e responsabilização.
A omissão diante de um episódio tão grave é inadmissível. Esperamos que a empresa adote medidas concretas e públicas para garantir a segurança real dos menores em viagens futuras e que assuma sua responsabilidade diante deste caso.