FSL Farma se recusa a fornecer laudo/COA dos insumos anunciados como padronizados

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Florianópolis - SC

13/08/2026 às 08:10

ID: 256345805


Entrei em contato com a FSL Farma porque estava interessado em comprar alguns de seus produtos, especificamente **Ashwagandha 530 mg padronizada em 3% de withanolídeos** e **Pinus pinaster 150 mg padronizado em 95% de proantocianidinas**.

Antes da compra, solicitei algo bastante simples e objetivo: o **Certificado de Análise (COA), laudo técnico ou documentação da matéria-prima** que comprovasse essas padronizações anunciadas no próprio site.

A resposta da FSL foi que eles possuem a documentação técnica e os certificados de análise, porém **não podem compartilhá-los**, alegando que os documentos possuem informações confidenciais relacionadas aos fornecedores e aos processos internos.

Essa justificativa não me parece adequada. Mesmo que exista alguma informação comercial que a empresa não queira divulgar, seria perfeitamente possível fornecer:

* laudo com os dados comerciais ocultados;
* identificação ou código do lote;
* teor efetivamente encontrado na análise;
* método analítico utilizado;
* confirmação da aprovação microbiológica;
* confirmação de metais pesados;
* ou ao menos alguma documentação técnica verificável que sustente a padronização anunciada.

Em um contato anterior, inclusive, fui informado de que poderiam me passar o contato do fornecedor do insumo. Depois disso, o contato não foi fornecido.

Como consumidor e profissional com conhecimento técnico na área, considero isso uma **falta importante de transparência**. Quando um produto é vendido justamente destacando uma padronização específica como 3% de withanolídeos ou 95% de proantocianidinas é razoável querer saber qual documentação sustenta essa alegação.

Não estou afirmando que os produtos não contenham aquilo que é anunciado. O problema é justamente o contrário: **a empresa afirma possuir os documentos que comprovariam isso, mas não permite que o consumidor tenha acesso a nenhuma evidência verificável**.

Para o consumidor leigo, expressões como padronizado, insumo certificado e controle de qualidade podem transmitir uma grande sensação de segurança. Mas, quando se solicita a documentação correspondente, a resposta acaba sendo apenas institucional.

Diante disso, optei por não realizar a compra.

Gostaria que a FSL esclarecesse publicamente:

1. Por que não fornece ao consumidor ao menos uma versão parcialmente anonimizada do COA?
2. Qual método analítico comprova os 3% de withanolídeos da Ashwagandha comercializada?
3. Qual método analítico comprova os 95% de proantocianidinas do Pinus pinaster?
4. A empresa pode informar o teor efetivamente encontrado nos lotes atualmente utilizados?
5. Pode fornecer algum documento verificável que confirme essas especificações sem revelar informações comerciais consideradas confidenciais?

Acredito que maior transparência nesse ponto seria importante principalmente para uma empresa que utiliza a padronização dos ativos como diferencial comercial.

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Resposta da empresa

13/08/2026 às 08:54

Olá, Saulo! Tudo bem?
Agradecemos pelo seu contato e por expor suas dúvidas com tanta riqueza de detalhes técnicos. Valorizamos o interesse de consumidores instruídos como você e fazemos questão de esclarecer cada ponto levantado, demonstrando nossa total conformidade legal e sanitária.Em primeiro lugar, gostaríamos de esclarecer a dinâmica de nossos canais de comunicação: os setores de Atendimento ao Cliente (SAC) e Pós-Vendas não possuem acesso direto à base de dados de fornecedores, laudos analíticos ou registros de controle de qualidade primários. Esses documentos pertencem ao acervo técnico exclusivo do nosso Setor de Garantia da Qualidade e Assuntos Regulatórios. Por se tratar de uma estrutura analítica e técnica, qualquer solicitação desse nível demanda um protocolo de análise interna, o que exige prazos operacionais específicos para levantamento e resposta.Não há, sob hipótese alguma, omissão deliberada de informações por parte da FSL Farma. Atuamos em estrito cumprimento às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em especial à RDC n 67/2007 (que dispõe sobre as Boas Práticas de Manipulação em Farmácias) e às regulamentações vigentes para insumos farmacêuticos.Para responder pontualmente às suas colocações e fundamentar nossa postura legal e técnica:Acesso à Documentação Técnica e Anonimização: A FSL Farma garante que todas as matérias-primas adquiridas (incluindo o Extrato Seco de Ashwagandha 3% e o Extrato Seco de Pinus pinaster 95%) passam por rigoroso controle de qualidade, sendo acompanhadas do Laudo de Análise do fabricante/fornecedor qualificado e submetidas a testes de controle físico-químico e microbiológico internos. A disponibilização de cópias do Certificado de Análise (COA) exige a prévia tarja/anonimização de dados protegidos por segredo industrial e comercial (como dados do importador, fabricante e metodologias proprietárias), procedimento este realizado exclusivamente pela Garantia da Qualidade, mediante solicitação formalizada com prazo de atendimento. Contatos de Fornecedores: A divulgação da [Editado pelo Reclame Aqui] de suprimentos (fornecedores e distribuidores diretos) envolve relações comerciais estratégicas cobertas por sigilo. A responsabilidade sanitária e legal perante o consumidor final pela qualidade, teor e pureza da fórmula é exclusivamente da FSL Farma. O atendimento comercial errou ao acenar com a possibilidade de repasse de contatos de terceiros, razão pela qual o procedimento foi prontamente corrigido.Métodos Analíticos e Teores Encontrados: Informamos que a comprovação do teor para a Ashwagandha (3% de withanolídeos) utiliza a metodologia de HPLC/CLAE (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência) ou Espectrofotometria, sendo que a análise do estoque atual atesta o teor de 3,51% de Withanolídeos. Já o Pinus pinaster (95% de proantocianidinas) é atestado por Espectrofotometria UV-Vis ou ensaios farmacopeicos oficiais, apresentando o teor exato de 100,0% de Proantocianidinas na matéria-prima atualmente em uso. Ambas foram totalmente aprovadas nos ensaios de metais pesados e análises microbiológicas. Evidência Verificável do Lote: A documentação referente ao lote específico de qualquer fórmula manipulada é disponibilizada e vinculada ao Rótulo e à Ficha de Manipulação do Produto Adquirido, com a devida identificação do lote da matéria-prima utilizada, teores encontrados e laudo liberatório emitido pelo Farmacêutico Responsável.Compreendemos a sua opção em não finalizar a compra no primeiro momento, contudo, refutamos a ideia de que atuamos apenas com 'termos institucionais'. Respeitamos prazos e processos internos justamente para garantir o rigor técnico que a legislação exige.Para a sua total tranquilidade e transparência, informamos que os Certificados de Análise (COA) devidamente anonimizados e com a atestação técnica dos teores foram enviados diretamente para o seu WhatsApp.Permanecemos à disposição!

Atenciosamente,Equipe de Garantia da Qualidade e Atendimento FSL FARMA

Consideração final do consumidor

13/08/2026 às 13:56

Após a publicação da reclamação, a FSL Farma entrou em contato, encaminhou a solicitação ao setor de Garantia da Qualidade e enviou os Certificados de Análise (COA) anonimizados dos dois insumos que eu havia solicitado.

Recebi a documentação referente à:

* Ashwagandha 3%, com teor analisado de 3,51% de withanolídeos;
* Pinus pinaster 95%, com teor informado de 100% de proantocianidinas.

Os laudos também apresentam informações de lote, controle microbiológico, metais pesados e demais parâmetros técnicos.

A empresa explicou que o SAC e o atendimento comercial não possuem acesso direto à documentação técnica dos fornecedores e que esse tipo de solicitação precisa ser encaminhado à Garantia da Qualidade, além de esclarecer que houve erro no atendimento anterior ao mencionar a possibilidade de fornecer contato do fornecedor.

Considero, portanto, que **a reclamação foi resolvida e a documentação solicitada foi finalmente fornecida**.

Minha única ressalva permanece em relação ao processo de atendimento: acredito que esse procedimento poderia ter sido explicado desde o primeiro contato e a solicitação encaminhada diretamente ao setor responsável, evitando a impressão inicial de falta de transparência e também a necessidade de uma reclamação pública.

De qualquer forma, após o envio dos laudos e os esclarecimentos apresentados, considero a resposta satisfatória e o problema resolvido.

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Sim

Nota do atendimento

10