Experiência Frustrante no Salar de Uyuni: Falta de Informação, Atrasos e Problemas Operacionais Graves

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Salvador - BA

24/04/2026 às 10:20

ID: 246843373

Experiência extremamente frustrante no Salar de Uyuni falta de informação e falhas graves

No dia 10/04/2026, viajei com minha esposa e minha mãe, de 72 anos, para passar seis dias no Chile (Deserto do Atacama) e quatro dias na Bolívia (Salar de Uyuni). Todos os passeios foram previamente contratados e pagos junto à agência FUI GOSTEI TRIPS, sendo que todo o contato e as tratativas ocorreram via WhatsApp.

No Atacama correu tudo bem, entretanto, a experiência no Salar de Uyuni foi marcada por DIVERSOS E GRAVES PROBLEMAS. O motorista designado para o nosso grupo era bastante jovem (24 anos, segundo ele), aparentava pouca experiência, falava pouco, em tom baixo, e não dominava o português, o que dificultou a comunicação ao longo de toda a viagem.

Antes da contratação, manifestei preocupação com relação à viagem com minha mãe, devido à sua idade, ainda que ela seja ativa e não possua comorbidades ou limitações de locomoção. A agente da empresa me assegurou, que o esforço físico seria mínimo inclusive menor do que no Atacama e que não haveria maiores problemas, mencionando inclusive que já havia levado sua própria mãe, de idade semelhante, em situação parecida.

No que diz respeito aos efeitos da altitude, não tivemos problemas, pois tomamos todas as precauções recomendadas. Contudo, a agência deixou de informar aspectos fundamentais da viagem, como o elevado nível de desgaste físico e cansaço causado pelo longo trajeto em veículos 4x4, praticamente sem conforto, e, principalmente, pelas péssimas condições das vias, não asfaltadas, cheias de pedras, cascalho e buracos. Isso resultava em intensos barulhos e solavancos, gerando grande desconforto, especialmente para os passageiros que viajavam nos assentos traseiros.

Além disso, não fomos informados de que os veículos transportariam seis passageiros, além do motorista/guia. Essa configuração tornava o espaço extremamente reduzido, sobretudo para pessoas de maior estatura, como eu (1,85 m) e minha esposa (1,75 m). Só tomamos conhecimento dessa condição no momento do embarque. Ficamos eu e minha esposa nessa posição, onde sequer havia espaço adequado para os pés ou mesmo para sentar corretamente, tivemos que ficar de lado porquê de frente não cabia nossas pernas.

No 1, o transporto que nos pegou no hotel no Atacama atrasou em torno de 1:30h. O dia foi de longos deslocamentos com algumas pequenas paradas para contemplação de alguns pontos turísticos, até ai tudo bem, o problema foi o deslocamento até o 1 hotel na Bolívia durou mais de 3h em uma estrada de terra, totalmente esburacada, cheia de pedras e cascalho, apertados, sem o mínimo espaço necessário, sacolejando e fazendo um barulho terrível. Quando finalmente chegamos ao hotel o cansaço foi extremo para todos, estávamos com dores no corpo e dor de cabeça, especialmente minha mãe. Ela chegou a relatar que estava prestes a desmaiar e que não suportaria mais tempo naquelas condições. Ao chegar, não conseguiu nem se alimentar, tomou medicação e foi dormir.

No 2 dia, durante o deslocamento para a Ilha dos Cactos, o veículo em que estávamos atolou. O motorista não conseguiu resolver a situação, e, mesmo com a ajuda de outros passageiros e guias, o carro permaneceu preso, ficamos lá por mais de 1 hora tentando empurrar o carro sem sucesso.

Diante disso, fomos obrigados a nos redistribuir em dois veículos restantes, resultando em 10 pessoas por carro. A situação, que já era desconfortável ficou extremamente INSEGURA, já que excedia a capacidade do veículo e não era nem possível colocar o cinto de segurança. Além disso, tivemos que deixar nossas bagagens no veículo atolado, pois não havia espaço para transportá-las.

Como consequência do atraso, chegamos à Ilha dos Cactos faltando poucos minutos para o pôr do sol, o que nos obrigou a escolher entre visitar o local ou aproveitar o momento para fotos sendo este um dos principais objetivos da viagem. Conseguimos registrar apenas algumas imagens, o nos frustrou bastante.

Ao retornar ao hotel, a situação se agravou, pois permanecíamos sem nossas bagagens, impossibilitando a troca de roupas ou higiene adequada. A comunicação com os guias era precária, e, em alguns momentos, eles se mostraram ríspidos. Fomos informados de que as bagagens chegariam em cerca de duas horas, mas isso não ocorreu. Mesmo após horas de espera, acabamos dormindo por volta das 23:30h, sem nossas malas, sem tomar banho e sem trocar de roupa.

No terceiro dia, fomos informados de que sairíamos às 4h30 para ver o nascer do sol. Após acordarmos às 3h e ainda sem as bagagens, voltamos a dormir e despertamos novamente às 4h15, quando finalmente fomos informados de que elas haviam chegado sem qualquer aviso prévio. Tivemos poucos minutos para nos preparar, em um ambiente de grande estresse, porque tinham dormido muito pouco e todos já estavam prontos esperando.

Ao sair, descobrimos que o veículo original ainda estava atolado, o que nos obrigou novamente a viajar em condições superlotadas. Após discussões, fui separado de minha esposa e minha mãe, indo em outro carro. Durante o trajeto, esse veículo apresentou problemas mecânicos e parou, quebrado, no meio do percurso. Permaneci por mais de 3 horas isolado no meio do deserto de sal, sem comunicação, no frio, com fome e sem saber quando sairíamos dali.

Como consequência direta, perdi o nascer do sol no Uyuni espelhado principal atração do passeio e um dos momentos mais aguardados por nós. Posteriormente, fui levado ao local, mas sem a experiência completa do amanhecer. Minha esposa e minha mãe tiveram que repetir o passeio, o que gerou perda de outras atividades do roteiro.

Além disso, não houve clareza sobre o cumprimento integral da programação contratada, já que dependíamos exclusivamente das informações fornecidas pelos guias.

Após o almoço, fomos levados à agência para trâmites de retorno ao Chile, onde aguardamos cerca de 2 horas para troca de veículo e guia. Também fomos informados de que o hotel originalmente previsto estava lotado, sendo necessário um deslocamento adicional de aproximadamente 2:30h até uma nova hospedagem, assim mais 4:30h perdidas.

No último dia, devido à maior distância do novo hotel, fomos obrigados a antecipar a saída para as 3h30, o que implicou acordar às 2h30. Essa mudança agravou ainda mais o desgaste físico e emocional, especialmente considerando todo o histórico de transtornos.

Outro ponto grave foi a evidente falta de preparo operacional para lidar com. No caso do atolamento, não havia qualquer equipamento básico, como pranchas de tração, cordas ou cintas, nem conhecimento técnico para resolver a situação. Já na quebra do veículo, o motorista não possuía ferramentas, não apresentou capacidade de diagnóstico e não forneceu informações claras.

Além disso, ficou evidente a ausência de um plano de contingência: não havia veículo de apoio, estrutura para resposta rápida, nem meios de comunicação adequados para uma região tão isolada.

Ratifico, não se trata de imprevistos normais, mas sim de falha na gestão de risco e no preparo da operação, o que compromete a qualidade do serviço e a segurança dos passageiros.

Ontem entrei em contato via Whatsapp com a agência, relatei todo o ocorrido exatamente como estou fazendo aqui (até com mais detalhes). Eles apenas tentaram jogar tudo que passei como característica do passeio e apenas pediram desculpas.

Compreendo que o passeio ocorre em região remota e que existem variáveis operacionais. Contudo, isso não afasta a responsabilidade da agência quanto à prestação adequada do serviço, nem substitui o dever de informação clara e completa antes da contratação.

Diante disso, reforço que houve falha na prestação do serviço, com prejuízo relevante à experiência contratada.

Gostaria, portanto, de um posicionamento objetivo quanto à proposta de compensação pelos danos sofridos, evitando a necessidade de adoção de outras medidas administrativas e judiciais.

Fico no aguardo de breve retorno.

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Resposta da empresa

24/04/2026 às 10:44

Oi Adalberto.

Agradecemos por compartilhar seu feedback. Lamentamos sinceramente saber que sua experiência não correspondeu ao que planejamos e ao padrão de qualidade que buscamos oferecer a todos os nossos clientes.

Queremos entender melhor o ocorrido para resolver essa situação da melhor forma possível. Em breve, nossa equipe entrará em contato diretamente com você para tratar do seu caso e buscar uma solução rápida e satisfatória.

Obrigada pela compreensão e pela oportunidade de melhorar nossos serviços.

Réplica do consumidor

06/05/2026 às 14:27

Apesar das diversas tentativas de conciliação extrajudicial, a empresa não apresentou uma solução compatível com a gravidade dos fatos relatados. Ressalto que o descaso foi além do prejuízo material e do lazer perdido, envolvendo o risco à integridade física e saúde devido a falhas logísticas e mecânicas da agência e veículos utilizados. Diante da proposta insuficiente da empresa e do silêncio após o prazo final acordado buscarei a reparação cabível por meio das vias judiciais.

Consideração final do consumidor

13/05/2026 às 09:44

Encerro esta reclamação sem qualquer solução ou sequer um contato resolutivo por parte da agência FUI GOSTEI TRIPS. Conforme relatado detalhadamente, a expedição ao Salar de Uyuni em abril de 2026 foi marcada por uma sucessão de falhas graves: omissão de informações sobre o conforto dos veículos, superlotação insegura (10 pessoas em um carro de 6 lugares), pane mecânica sem suporte, falta de equipamentos de resgate e erros logísticos de hospedagem.
Apresentei todos os fatos via WhatsApp e através desta plataforma, mas a empresa limitou-se a tratar situações de risco e descaso operacional como 'características do passeio', ignorando sua responsabilidade civil e o dever de informação previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Diante do silêncio e da falta de uma proposta de compensação pelos danos sofridos e pelo descumprimento do roteiro, encerro esta queixa como NÃO RESOLVIDA.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

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Nota do atendimento

2