Dificuldade de negociação de dívida e tratamento desigual para rematrícula

Não respondida
Salvador - BA
10/08/2026 às 14:40
ID: 256071493
FUNDAÇÃO VISCONDE DE CAIRU: NOVAMENTE TENHO MINHA VIDA ACADÊMICA PREJUDICADA POR PROBLEMAS DE COBRANÇA E, MESMO TENTANDO PAGAR, NÃO ME OFERECEM NEGOCIAÇÃO
Sou aluna da Fundação Visconde de Cairu e venho registrar esta reclamação porque, mais uma vez, estou enfrentando problemas com a instituição para conseguir regularizar minha situação acadêmica e financeira.
E o mais grave: não é a primeira vez que isso acontece.
No início deste ano, passei por uma situação semelhante envolvendo a Fundação Visconde de Cairu e a Cobrafix, empresa responsável pela cobrança. Houve uma verdadeira transferência de responsabilidade entre as duas empresas, com uma atribuindo a situação à outra, enquanto eu ficava sem conseguir regularizar minha matrícula e exercer normalmente meu direito de estudar.
Diante da falta de solução administrativa, fui obrigada a ajuizar uma ação judicial para conseguir estudar. O processo teve sentença, com determinação para que minha situação acadêmica fosse regularizada, além das demais consequências decorrentes da conduta das rés.
Mesmo depois de todo esse transtorno e de uma decisão judicial, a situação está se repetindo novamente.
ESTOU TENTANDO NEGOCIAR DESDE 15/07
Atualmente, existem valores anteriores que reconheço que ficaram pendentes. Não estou negando a existência da dívida e não estou me recusando a pagar.
Muito pelo contrário.
Desde 15/07, venho tentando negociar esses valores justamente para conseguir regularizar minha situação financeira e realizar minha rematrícula.
O que estou encontrando, entretanto, é uma enorme dificuldade para conseguir uma negociação razoável.
A Cobrafix informa que não há desconto disponível para mim e apresenta uma cobrança de aproximadamente R$ 7.847,50, dividida em 5 parcelas de R$ 1.569,50.
Quando questionei sobre a possibilidade de negociação, fui informada de que o pagamento seria à vista ou no cartão de crédito. Ou seja, não me foi apresentada uma condição efetiva de parcelamento da dívida pela instituição; simplesmente me informaram o valor integral e disseram que eu deveria verificar diretamente no meu cartão em quantas parcelas seria possível realizar o pagamento.
O QUE TORNA A SITUAÇÃO AINDA MAIS ABSURDA É O TRATAMENTO DIFERENTE DADO À MINHA MÃE
Minha mãe possuía valor pendente semelhante ao meu.
No caso dela, entretanto, a instituição retirou os juros e multas e concedeu uma condição muito mais favorável, de modo que ela conseguiu regularizar a situação pagando pouco mais de R$ 2.000,00.
No meu caso, apesar de eu estar tentando negociar desde 15/07, dizem que não tenho direito ao mesmo desconto e apresentam uma cobrança de aproximadamente R$ 7.847,50.
Quando questionei a Cobrafix sobre o motivo dessa diferença, a justificativa apresentada foi de que os contratos são diferentes.
O problema é que eu conferi os contratos. O meu contrato e o contrato da minha mãe são iguais.
Portanto, gostaria que a Fundação Visconde de Cairu explicasse publicamente:
Qual é exatamente a cláusula contratual que permite conceder desconto, retirar juros e multas para uma contratante e negar o mesmo tratamento à outra, quando os contratos são iguais?
Porque, até agora, essa explicação não foi apresentada.
E HÁ UMA CONTRADIÇÃO AINDA MAIOR NAS INFORMAÇÕES DA COBRAFIX
Nos prints da conversa, o próprio representante da Cobrafix afirma:
Ana, não temos acesso ao seu contrato, mas já encaminhamos a solicitação para a universidade.
Depois, a empresa informa que eu não teria direito ao desconto porque estaria inadimplente.
Então fica uma pergunta bastante simples:
Como a empresa pode justificar a diferença de tratamento com base em supostas diferenças contratuais se o próprio representante da Cobrafix afirma que não possui acesso ao meu contrato?
Em outro momento, também foi informado que o sistema simplesmente não liberava o desconto e que a Cobrafix estaria apenas repassando o valor que constava no sistema.
Ou seja, fico sendo encaminhada de um lado para o outro, enquanto Cairu e Cobrafix não apresentam uma solução concreta.
ESTOU TENTANDO PAGAR. COMO POSSO PAGAR SE NÃO ME OFERECEM UMA NEGOCIAÇÃO VIÁVEL?
Esse é o ponto que parece que a instituição não quer compreender.
Eu sei que existem valores pendentes.
Eu não estou pedindo que a faculdade simplesmente apague uma dívida.
Estou pedindo uma forma razoável de regularizá-la.
Não faz sentido dizer que eu não tenho direito a uma negociação porque estou inadimplente quando a própria finalidade da negociação é justamente permitir que o consumidor regularize a inadimplência.
A situação se torna ainda mais contraditória porque, enquanto minha mãe conseguiu negociar e quitar uma pendência por pouco mais de R$ 2.000,00, comigo estão sendo exigidos quase R$ 8.000,00, sem que me seja apresentada uma justificativa contratual concreta para essa diferença.
E TUDO ISSO ACONTECE NOVAMENTE ÀS VÉSPERAS DAS MINHAS PROVAS
Não estou tratando de uma questão que pode simplesmente ficar indefinidamente aguardando.
Já estou prestes a entrar em semana de provas.
Mais uma vez, uma questão administrativa e financeira está colocando em risco minha tranquilidade e minha vida acadêmica.
Eu já precisei entrar na Justiça anteriormente para conseguir estudar por causa de problemas envolvendo a mesma instituição.
Agora, novamente, estou tentando resolver a situação administrativamente desde 15/07, antes que o problema volte a gerar prejuízos acadêmicos.
É extremamente desgastante ter que passar novamente por isso.
O QUE EU SOLICITO
Diante de tudo isso, solicito à Fundação Visconde de Cairu, juntamente com a Cobrafix:
Uma negociação efetiva e viável dos valores pendentes, considerando que estou tentando regularizar a situação desde 15/07;
A revisão dos juros, multas e demais encargos cobrados, especialmente diante do tratamento concedido à minha mãe;
A apresentação de uma justificativa objetiva e documental para a diferença de tratamento entre minha situação e a dela;
Que seja indicada a cláusula específica dos contratos que justificaria a alegação de que os contratos são diferentes, considerando que comparei os documentos e eles são iguais;
A revisão do valor atualmente apresentado, de aproximadamente R$ 7.847,50, diante da condição concedida à minha mãe, que conseguiu regularizar sua situação pagando pouco mais de R$ 2.000,00;
A regularização imediata da minha situação acadêmica, garantindo que essa discussão financeira não resulte em prejuízo às minhas atividades, aulas ou avaliações;
Que a Fundação Visconde de Cairu e a Cobrafix apresentem uma solução conjunta, sem continuar transferindo a responsabilidade de uma para a outra.
POR FIM, DEIXO CLARO:
EU QUERO PAGAR.
Estou tentando negociar desde 15/07.
Não estou me recusando a cumprir minhas obrigações financeiras. O que não considero aceitável é ser colocada diante de uma cobrança de quase R$ 8 mil, sem uma negociação efetiva, enquanto minha mãe, com contrato igual e situação de débito semelhante, recebeu uma condição completamente diferente e conseguiu quitar sua pendência por pouco mais de R$ 2 mil.
E, quando questiono o motivo, recebo como resposta que os contratos são diferentes, enquanto a própria Cobrafix admite que sequer possui acesso ao meu contrato.
Depois de já ter precisado recorrer à Justiça anteriormente para conseguir estudar, considero inadmissível estar novamente enfrentando o mesmo tipo de problema.
Não quero mais respostas genéricas. Quero uma solução.
Minha semana de provas está se aproximando e não vou aceitar que uma situação que venho tentando resolver há quase um mês seja utilizada para me causar qualquer prejuízo acadêmico.
Aguardo uma solução URGENTE, transparente e compatível com o tratamento que a própria instituição já concedeu a outra contratante em situação equivalente.