Seguro funeral Itaú: Falta de suporte, cobranças indevidas e pressão emocional durante o luto

Não resolvido
Rio de Janeiro - RJ
12/03/2026 às 13:56
ID: 243088279
No dia 03 de março, meu pai veio a óbito.
Durante anos ele pagou aproximadamente R$ 90 por mês por um seguro funeral do Itaú, justamente para que, em um momento tão delicado, a família tivesse suporte administrativo e não precisasse lidar com burocracias e cobranças.
Ao acionar o seguro, o Itaú indicou a Funerária Maracanã para realizar os procedimentos.
Inicialmente um funcionário foi ao hospital retirar o corpo e preencher alguns documentos. Até então imaginávamos que o serviço seguiria normalmente.
No dia seguinte fui até o cemitério de Irajá resolver questões relacionadas ao jazigo da família. Passei praticamente toda a manhã resolvendo isso sem qualquer suporte da funerária, inclusive enfrentando informações desencontradas.
Posteriormente fui até a Funerária Maracanã, onde permaneci por um período considerável para entregar roupas e documentos necessários para emissão da certidão de óbito.
Mesmo estando presencialmente na funerária, em nenhum momento fui informado sobre qualquer custo adicional ou sobre o que efetivamente estava ou não coberto pelo seguro.
Inclusive, naquele momento, ao perguntar sobre alguns detalhes do velório, um funcionário informou que duas coroas de flores estavam incluídas, o que reforçou a impressão de que os serviços estavam sendo conduzidos dentro da cobertura do seguro.
Saí da funerária acreditando que tudo estava resolvido.
O problema começou quando, seguindo orientação de um funcionário da própria funerária, enviei uma mensagem de WhatsApp solicitando apenas a alteração da frase nas coroas de flores.
Foi a partir desse momento que começaram as ligações tratando de valores adicionais, algo que jamais havia sido mencionado anteriormente, mesmo após minha presença física na funerária.
Diante disso, o próprio Itaú entrou em contato comigo para saber como estava sendo o atendimento.
Relatei toda a situação: cobranças inesperadas, ausência de transparência e ligações insistentes.
Naquele momento, a atendente do Itaú se mostrou surpresa e consternada com o ocorrido, afirmando que aquilo realmente parecia um absurdo e que a situação seria verificada e resolvida.
Inclusive pedi expressamente que não continuassem me ligando, pois eu já havia feito tudo o que era necessário: estive pessoalmente na funerária, entreguei documentos e resolvi diversas questões administrativas.
É importante destacar que desde o dia 03 até aproximadamente 17h do dia 04 estive completamente disponível, inclusive presencialmente na funerária, e em nenhum momento foi apresentada qualquer explicação clara sobre valores excedentes ou serviços adicionais.
Mesmo assim, a situação iria piorar.
No dia do velório, enquanto eu me arrumava para sair de casa, recebi uma ligação informando que não estavam conseguindo registrar a certidão de óbito, pois, segundo disseram naquele momento, como minha mãe era viva ela deveria ser a responsável pela declaração e não eu.
Essa informação foi dada faltando cerca de uma hora e meia para o velório.
Para evitar mais transtornos, tive que interromper o que estava fazendo, ligar o computador, imprimir um documento enviado pelo cartório, preencher, assinar, digitalizar e reenviar, tudo isso às pressas enquanto me preparava para sair para o velório do meu próprio pai.
Foi então que, ao ligar para minha irmã para relatar mais esse problema e a completa ausência de suporte, descobri algo ainda mais grave.
Minha irmã não estava indo para o velório.
Ela estava na própria funerária, porque a Funerária Maracanã havia ligado para minha mãe viúva e completamente abalada cerca de duas horas antes do início do velório, informando que existiam valores adicionais de aproximadamente R$ 4.500 e que haviam interrompido a preparação do corpo, chegando a afirmar que o corpo poderia começar a ficar fedendo caso o pagamento não fosse realizado.
Diante dessa situação absolutamente absurda e desesperadora, minha irmã precisou ir às pressas até a funerária faltando menos de duas horas para o início do velório.
Ainda acreditando que o Itaú não tivesse ciência dessa conduta, entrei novamente em contato com o banco solicitando que resolvessem a situação, já que no dia anterior haviam afirmado que aquilo era absurdo e que verificariam o caso.
Foi então que, faltando pouco mais de uma hora para o velório, por volta de 11h da manhã, a atendente do Itaú resolveu apresentar, naquele momento, uma suposta relação de despesas e valores excedentes.
Ou seja, somente naquele momento, às vésperas do velório, foi feita uma tentativa de justificar cobranças que nunca haviam sido previamente apresentadas ou discutidas com a família.
Entre essas cobranças estava, por exemplo, aproximadamente R$ 2.000 referentes a uma viseira de acrílico de cerca de 20 centímetros no caixão, algo que jamais havia sido previamente explicado ou autorizado.
Diante de toda essa situação, minha irmã acabou resolvendo parte da questão diretamente na funerária para evitar que o velório fosse ainda mais prejudicado.
Mesmo assim, todas as despesas do funeral foram integralmente pagas pela nossa família.
Inclusive a capela do velório foi paga diretamente por nós no próprio cemitério, sem qualquer cobertura do seguro.
Ou seja:
o seguro funerário pago durante anos não cobriu nenhuma despesa do funeral;
a funerária indicada pelo Itaú não prestou suporte administrativo adequado;
a família teve que resolver praticamente tudo sozinha;
e ainda enfrentou cobranças e pressão emocional em pleno momento de luto.
Ressalto que o atendimento mencionado possui protocolo registrado junto ao Itaú, realizado às 10h35 pela atendente *****, sob número *****, no qual ficou claro que o banco tinha ciência da dinâmica que estava ocorrendo.
Posteriormente, no dia 10 de março, recebi uma ligação da ouvidoria do Itaú perguntando como havia sido o atendimento.
Relatei novamente todo o ocorrido.
Na ocasião foi solicitado o envio de documentos, mas deixei claro que no momento em que o auxílio foi solicitado, o Itaú não prestou qualquer suporte efetivo, limitando-se posteriormente a justificar que haviam realizado ligações.
O objetivo desta reclamação não é buscar solução administrativa, pois o dano já ocorreu e não há como revertê-lo.
O objetivo é registrar publicamente o ocorrido, alertar outras pessoas e demonstrar como um serviço que deveria oferecer suporte em um momento de luto acabou se transformando em uma sequência de cobranças inesperadas, ausência de assistência e enorme desgaste emocional para toda a família.
Compartilhe
Resposta da empresa
02/04/2026 às 09:23
Sr. Raphael,
Recebemos sua manifestação com a seriedade que o caso exige e lamentamos, sinceramente, que a experiência vivenciada por sua família tenha sido marcada por desconforto em um momento tão delicado.
Sabemos que situações envolvendo despedida e providências funerárias exigem não apenas atendimento operacional, mas também clareza, sensibilidade e comunicação cuidadosa. Por isso, ainda que existam particularidades técnicas e operacionais no atendimento realizado, compreendemos que a sua percepção sobre a forma como as informações foram transmitidas merece respeito e atenção.
Após apuração interna, verificamos que, no curso do atendimento, houve apresentação de composições de custos relacionadas ao serviço funerário e às definições de sepultamento, inclusive com posterior readequação do atendimento, de modo que permanecesse apenas o valor referente à capela como despesa externa remanescente. Também foi identificado que houve necessidade de tratativas complementares em razão de exigência cartorária para conclusão do registro do óbito.
Ainda assim, reconhecemos que, em atendimentos dessa natureza, não basta que a informação exista: é fundamental que ela seja prestada de forma clara, tempestiva e compatível com a sensibilidade do momento vivido pela família.
Nos solidarizamos com sua perda e reiteramos que não é propósito da empresa ampliar o sofrimento de famílias enlutadas, mas sim prestar assistência com respeito e dignidade. Lamentamos que essa não tenha sido a percepção registrada por você.
Consideração final do consumidor
10/08/2026 às 08:25
O tempo de resposta é apenas um indicativo da má qualidade da empresa. Uma empresa que tem como cerne atenuar um momento tão delicado de dor e luto conseguiu agravar ainda mais o sofrimento. A resposta mais parece um adolescente que apenas reconhece o erro como se fosse a coisa mais natural do mundo. Algo do tipo: " errei, mandei mal". Infelizmente, para empresas com esse descaso ao cliente apenas o Judiciário poderá resolver!
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0