Prática Abusiva

Não respondida
Governador Valadares - MG
15/01/2026 às 13:44
ID: 237782193
Ao agendar um exame de endoscopia para meu pai, fui informada de que o valor seria R$ 250,00 mediante pagamento exclusivamente em dinheiro e sem emissão de nota fiscal.
No dia do atendimento, além do valor previamente informado, foi cobrada a realização de biópsia, serviço não informado no momento do agendamento e que, novamente, somente poderia ser pago em dinheiro em espécie.
O problema central não foi a necessidade do procedimento adicional, mas a ausência de informação clara, prévia e adequada de que haveria nova cobrança e, sobretudo, de que também seria exigido pagamento exclusivamente em dinheiro, o que é absolutamente incompatível com a realidade atual, em que meios eletrônicos como PIX são amplamente utilizados e incentivados, inclusive por políticas públicas de combate à sonegação fiscal.
No momento do atendimento, faltavam apenas R$ 25,00 para completar o valor total do exame mais a biópsia. Ainda assim, a clínica recusou-se de forma inflexível a aceitar qualquer meio eletrônico de pagamento, inclusive PIX, exigindo que um paciente idoso, com deficiência e dificuldades de locomoção, se deslocasse até uma agência bancária para sacar esse valor irrisório e retornasse à clínica, tudo isso exclusivamente para evitar o uso de meios de pagamento rastreáveis e a emissão de nota fiscal.
Ao tentar resolver a situação por telefone, a clínica não apresentou qualquer alternativa razoável, limitando-se a afirmar que, caso o cliente não concordasse, deveria retirar o material e procurar outro laboratório para realizar o procedimento de forma particular.
É absolutamente inaceitável que um estabelecimento de saúde imponha pagamento exclusivamente em dinheiro, sem qualquer flexibilidade, causando transtornos desnecessários e expondo o paciente a situação constrangedora e desumana.