Insistência Abusiva da Empresa Após Recusa de Distrato e Análise Jurídica

Em réplica
Rio de Janeiro - RJ
20/04/2026 às 13:56
ID: 246508541
Título: Insistência abusiva, tentativa de coação e impacto psicológico ao consumidor
Reclamação:
Registro aqui minha profunda insatisfação com a conduta da empresa, que continua enviando e-mails quase diariamente tentando me forçar a assinar um distrato comercial unilateral, mesmo após minha recusa expressa.
Já informei de forma clara que não concordo com os termos e não assinarei o distrato, e ainda assim a empresa insiste de maneira reiterada, ignorando completamente minha posição.
Ressalto que o caso já se encontra em análise jurídica, o que torna essa insistência ainda mais inadequada.
Essa prática ultrapassa o razoável e configura pressão indevida ao consumidor, com caráter potencialmente coercitivo, em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor, violando princípios como a boa-fé objetiva e o equilíbrio contratual.
Além disso, o envio contínuo de comunicações, mesmo após negativa formal, levanta questionamentos quanto ao cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O ponto mais grave é o impacto psicológico dessa conduta.
Tenho ficado emocionalmente abalado, e cada novo e-mail recebido, insistindo em algo que já foi recusado, tem me causado desgaste, ansiedade e desconforto, agravando ainda mais a situação.
Fica evidente um padrão preocupante: após receber valores, a empresa passa a impor condições unilaterais e, diante da recusa, adota uma postura insistente que beira a tentativa de coação indireta.
Diante disso, EXIJO:
A cessação imediata dos e-mails insistentes;
O respeito à minha decisão já comunicada;
Que qualquer comunicação futura observe os limites legais.
Caso essa conduta persista, adotarei as medidas cabíveis nas esferas administrativa e judicial.
Deixo aqui também um alerta público para que outros consumidores tenham cautela diante desse tipo de postura.
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Resposta da empresa
15/06/2026 às 16:01
Prezado Sr. Ary,
A Gioppo & Conti registra que esta manifestação integra uma série de publicações referentes ao mesmo relacionamento contratual, já amplamente tratado e documentado entre as partes.
Ao contrário da narrativa apresentada, o caso foi objeto de inúmeros atendimentos, reuniões, esclarecimentos, relatórios e comunicações formais ao longo de toda a prestação dos serviços, sempre com disponibilidade, transparência e acompanhamento contínuo.
As alegações reproduzidas nesta plataforma não refletem a integralidade dos fatos, tampouco o histórico completo da relação contratual existente entre as partes, motivo pelo qual a empresa não considera adequado debater publicamente questões que dependem da análise conjunta de documentos, registros e comunicações já existentes.
Diante da impossibilidade de manutenção da relação de confiança necessária para a continuidade dos serviços, a Gioppo & Conti promoveu o encerramento da relação contratual e adotou as providências cabíveis para formalização da situação.
Todas as questões apresentadas pelo reclamante já foram devidamente respondidas pelos canais competentes da empresa. A repetição sucessiva de manifestações públicas sobre matéria já tratada não altera os fatos efetivamente documentados nem a posição institucional da empresa.
A Gioppo & Conti continuará adotando todas as medidas necessárias para a proteção de seus direitos, de sua reputação institucional e para a correta preservação da verdade dos fatos amplamente documentados ao longo desta relação contratual.
Por essa razão, a empresa considera que todas as informações pertinentes já foram devidamente prestadas neste canal, razão pela qual não dará continuidade a discussões públicas repetitivas sobre matéria cuja condução passará a ocorrer pelos meios legal e institucionalmente adequados.
Atenciosamente,
Gioppo & Conti
Réplica do consumidor
15/06/2026 às 17:25
A resposta apresentada pela empresa não esclarece os pontos centrais desta reclamação.
De forma objetiva, solicito que a Gioppo & Conti apresente publicamente evidências concretas que demonstrem:
Quais resultados efetivos foram entregues durante a execução do contrato;
Quais documentos foram efetivamente localizados, emitidos ou concluídos em decorrência dos valores pagos;
Quais atividades justificariam a retenção dos valores pretendida pela empresa após o encerramento unilateral do contrato;
Onde está o distrato com devolução integral dos valores que foi mencionado durante as tratativas;
Qual valor foi efetivamente devolvido até o presente momento e em que data ocorreu essa devolução;
Quais notas fiscais foram emitidas em relação aos pagamentos realizados.
A resposta da empresa limita-se a afirmações genéricas sobre reuniões, comunicações e relatórios, sem apresentar evidências objetivas dos fatos alegados.
Dessa forma, mantenho integralmente os fatos relatados e aguardo que a empresa apresente documentos concretos que permitam aos consumidores e às partes interessadas compreenderem efetivamente o que foi realizado, o que foi entregue e quais valores foram devolvidos.