Reembolso Negado e Atendimento Drespeitoso

Não resolvido
Porto Alegre - RS
06/07/2025 às 11:22
ID: 221387439
Comprei um e-book chamado Guia Prático da Rotina do Sono, da produtora *****, e após a compra percebi que o material não atendia à minha necessidade, pois exige que o bebê tenha autonomia de sono, algo que a própria autora deixa claro ser fundamental para que o método funcione. No meu caso, isso inviabiliza completamente a aplicação prática do conteúdo.
Por isso, solicitei o reembolso dentro do prazo legal de 7 dias, previsto no Art. 49 do Código de Defesa do Consumidor, que assegura o direito de arrependimento para qualquer compra feita fora de estabelecimento físico, inclusive de produtos digitais.
No entanto, para minha surpresa e total decepção, recebi respostas ríspidas e desrespeitosas da produtora. Ela alegou que não fará reembolso por se tratar de produto digital, e encerrou dizendo:
"Fique à vontade para buscar seus direitos. Sem mais."
Depois ainda afirmou, de forma evasiva, que "consultou juristas" e que está "tranquila com a decisão".
Essa postura demonstra má-fé, apostando no valor baixo (R$ 29,90) para que o consumidor não leve a situação adiante. É inaceitável que uma empresa tente se esconder atrás de políticas internas ou justificativas subjetivas para descumprir a legislação brasileira.
O direito de arrependimento é garantido por lei. Nenhuma política interna pode anulá-lo.
Negar esse direito é prática abusiva, passível de sanção.
Não é pelo valor, é pelo princípio, pelo respeito e pela legalidade.
Espero que esta reclamação sirva como alerta para que outras mães não passem pela mesma situação.
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Resposta da empresa
23/07/2025 às 12:05
Caríssima Isabelle,
Informamos que o Art. 49 do Código de Defesa do Consumidor não especifica e detalha para quais produtos e situações essa normativa se aplica, abrindo margem para discussões e interpretações face ao caso concreto.
Quando um cliente adquiri o produto GUIA DE ROTINAS, recebe imediatamente o acesso a plataforma de download via e-mail.
O material está disponível no formato PDF e, ao baixa-lo, em qualquer dispositivo, torna-o acesso INDEFINIDO e por tempo INDETERMINADO, podendo compartilha-lo e copia-lo sem que haja controle, conferindo a este produto uma característica distinta dos demais vendidos na internet, pois, o comerciante/empresa após efetuar o reembolso, consegue devolução do produto, oportunizando vende-lo para outro cliente.
O produto GUIA de ROTINAS se trata de um material prático e objetivo e atende clientes que não conhecem conceitos básicos sobre educação do sono e estão com dificuldades no sub-tópico ROTINA da metodologia completa da produtora, por isso o preço acessível.
A produtora está no mercado há mais de 3 anos, efetuando reembolsos diários de seus produtos em tempo recorde de mercado (em até 5 dias corridos).
Em momento algum houve desrespeito com a reclamante, visto que se acredita que foi [Editado pelo Reclame Aqui], deve procurar os direitos que lhe cabe na justiça.
No entanto, acusa-la de má-fé é um desrespeito objetivo, pois entendimento e posição sobre a questão, menos tem a ver com induzir o cliente a medidas judiciais e sim com o bom senso e a busca de equilibrar os direitos e deveres nesse caso em especifico.
Há jurisprudências favoráveis para empresas que optaram por essa tratativa e seguimos tranquilos na mesma direção.
Atenciosamente,
Assessoria Jurídica - Giselle Soares LTDA.
Réplica do consumidor
23/07/2025 às 23:55
Agradeço o retorno da empresa, mas ele apenas reforça o desrespeito ao consumidor e a tentativa de justificar o injustificável.
Começo esclarecendo que a limitação do conteúdo (voltado apenas para bebês com autonomia de sono) só é informada após consultar o material. Essa é uma informação essencial, que deveria estar claramente destacada antes da aquisição, pois impacta diretamente na utilidade do material. No meu caso, o conteúdo simplesmente não se aplica à fase de desenvolvimento da minha filha, e isso configura omissão de informação relevante, em desacordo com o Art. 6, inciso III do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
O argumento de que o material pode ser copiado ou compartilhado não isenta a empresa de cumprir a legislação. Presumir má conduta da minha parte é desrespeitoso e inaceitável. Não compartilhei o material, nem manifestei intenção de fazê-lo. Partir da suposição de que o consumidor agirá de forma indevida é uma inversão inaceitável da boa-fé contratual.
Sobre a menção da empresa de que eu a acusei de má-fé: em nenhum momento fiz qualquer acusação jurídica. Usei o termo no sentido comum, como expressão legítima de indignação de uma consumidora ao ter um direito legal negado. A resposta defensiva e fria que recebi inicialmente da empresa, procure seus direitos, é o que beira a má-fé contratual, pois confia no desgaste emocional e no valor baixo da compra para que o cliente desista.
A empresa afirma ainda que possui jurisprudência favorável, mas não apresentou nenhuma decisão concreta, número de processo, instância ou tribunal. Apenas lança esse argumento de forma genérica, o que enfraquece ainda mais sua defesa.
Por precaução, consultei meu advogado, que confirmou o que já está consolidado:
O Art. 49 do CDC garante o direito de arrependimento em até 7 dias corridos, inclusive para produtos digitais, desde que não personalizados;
O STJ já consolidou o entendimento de que esse direito também se aplica a conteúdos digitais, exceto se houver renúncia expressa e clara do consumidor, o que não ocorreu neste caso;
O TJDFT e o TJPR já decidiram favoravelmente a consumidores que solicitaram reembolso de produtos digitais, mesmo com acesso imediato, como nos casos de passagens aéreas e materiais pedagógicos.
Ou seja: a recusa da empresa não se sustenta nem na lei, nem na jurisprudência atual.
Reafirmo: nenhuma política interna ou justificativa subjetiva se sobrepõe à legislação brasileira.
Estou exercendo um direito garantido por lei, dentro do prazo.
A recusa da empresa é arbitrária, desnecessária e desrespeitosa.
Não se trata do baixo valor pago pelo produto. Se trata de princípio, respeito, legalidade e responsabilidade com o consumidor.
Réplica da empresa
04/08/2025 às 15:20
Boa tarde.
Reforçamos e reiteramos o que ja foi exposto em nossa reposta passada e acreditamos que esse canal não é apropriado para embates e discussões jurídicas.
Atenciosamente,
Assessoria Jurídica | Giselle Soares
Réplica do consumidor
05/08/2025 às 15:04
Me surpreende a tentativa da empresa de encerrar a conversa dizendo que este canal "não é apropriado para embates jurídicos", depois de ela mesma ter usado esse espaço para citar leis e supostas jurisprudências sem apresentar nenhuma comprovação.
A verdade é simples: quando o cliente responde com argumentos sólidos e conhece seus direitos, a empresa recua, tenta desqualificar o canal e encerrar o diálogo, como se exercer um direito fosse inconveniente.
O que está acontecendo aqui não é um embate, é simplesmente uma consumidora exercendo um direito garantido por lei, com respeito, clareza e dentro do prazo estabelecido.
Tentei dialogar com transparência, mas em troca recebi respostas evasivas, frias e cheias de desconfiança. Tudo isso por ter pedido algo simples: o reembolso de um produto digital que só descobri não atender meu caso após a leitura, já que algo tão básico quanto a exigência de "autonomia do sono" da criança não é informado antes da compra.
Lamento a postura da empresa, que prefere desviar o foco a assumir responsabilidade, como se fosse demais um cliente pedir que a lei seja cumprida.
Sigo firme, com tranquilidade e consciência dos meus direitos. Manterei minha reclamação ativa, para que outras pessoas saibam com o que estão lidando.
Consideração final do consumidor
05/08/2025 às 15:09
Minha experiência foi muito frustrante. Comprei um produto digital, pedi reembolso dentro do prazo, e fui ignorada com respostas prontas que não resolvem nada. A empresa se recusa a cumprir o Código de Defesa do Consumidor e ainda me tratou de forma fria e desrespeitosa quando questionei.
Não se trata de valor, mas de respeito e do que é certo. Sinto que fui tratada com total descaso por pedir algo que é meu direito. Não recomendo a empresa.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0
Consideração final da empresa
05/08/2025 às 15:22
Boa tarde.
Só apresentaremos jurisprudencias, decisões, argumentos técnicos e o que for pertinente a esse caso em especifico, dentro da via judicial.
Se você se sentiu prejudicada fique a vontade para procurar os direitos que lhe cabem.
Atenciosamente,
Assessoria Juridica | Giselle Soares