Funcionária da Gocil discrimina criança autista no Hospital Portinari

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São Paulo - SP

03/06/2026 às 22:25

ID: 250495725

Relato de Discriminação e Violação de Direitos (Lei do Autista)Local: Hospital PortinariData e Horário: *****, às *****Envolvidos: Funcionária ***** (Posto de trabalho do 2 andar, empresa prestadora Gocil)Vítima: Criança de 7 anos, com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA)No dia *****, às *****, compareci ao Hospital Portinari acompanhada de minha mãe, meu filho e meu neto de 7 anos (diagnosticado com TEA) para visitar minha filha e meu neto recém-nascido. Na recepção do térreo, fui informada de que o menor não poderia entrar no quarto. Esclareci que estávamos cientes e que faríamos um revezamento no hall do elevador para que ele não ficasse sozinho.Ao subirmos para o segundo andar, nos deparamos com a funcionária *****, da empresa de segurança Gocil. Ela se encontrava em postura inadequada no posto de trabalho (quase deitada na cadeira e mexendo no celular). De forma ríspida, ela abordou o grupo dizendo: "Ele não entra". Reiterei que já sabíamos e que faríamos o revezamento. Diante da situação, meu neto começou a chorar baixinho, pois queria ver a mãe e o irmão recém-nascido. Conversei com ele calmamente para explicar que logo eles estariam em casa, enquanto a funcionária permanecia indiferente, focada no celular.O acompanhante e pai do recém-nascido veio ao encontro da segurança e, em tom de súplica, pediu por favor para que o menino pudesse ver a mãe, nem que fosse da porta. A funcionária *****, de forma alta, agressiva e ignorante, gritou: "Vou deixar 5 minutos, se passar eu vou lá e tiro". Logo em seguida, dirigindo-se em tom alto à enfermeira do plantão, proferiu a seguinte frase discriminatória: "Vou deixar o menino deficiente entrar para ver a mãe".Imediatamente chamei a atenção da funcionária, reforçando que ninguém, muito menos uma criança com deficiência, pode ser tratada de forma tão pejorativa e humilhante. Ao entrar no quarto, constatei que minha filha recém-operada de uma cesariana ouviu toda a humilhação do leito, o que lhe causou um pico de pressão alta, colocando sua saúde pós-parto em risco. A funcionária demonstrou total deboche com a situação, minimizando o ocorrido ao dizer: "Nossa, gente, só porque errei uma palavra".A conduta da funcionária configura discriminação flagrante contra a pessoa com deficiência, violando o Artigo 88 da Lei Federal n 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) e a Lei Berenice Piana (Lei n 12.764/2012), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e equipara o autista à pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. O uso do termo de forma depreciativa e o escárnio público configuram violência psicológica e humilhação à criança, que agora se encontra em estado de agitação e perguntando repetidamente o significado da palavra "deficiente".Não acionei a viatura policial no momento exato apenas para preservar o bem-estar do meu neto, que já estava em crise de agitação devido ao estresse provocado. Contudo, informo que irei buscar e exercer todos os meus direitos legais e judiciais. O hospital possui câmeras de monitoramento que registraram a conduta da funcionária e há a equipe de enfermagem de plantão que testemunhou o ocorrido e servirá como prova incontestável dos fatos. Exijo providências imediatas e punitivas da direção do Hospital Portinari e da empresa Gocil.

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Resposta da empresa

07/07/2026 às 12:21

A Gocil agradece pelo seu relato e lamenta profundamente a situação descrita.

Recebemos sua manifestação com a seriedade que o tema exige e, tão logo tomamos conhecimento dos fatos, iniciamos a apuração interna em conjunto com a equipe responsável pela operação no Hospital Portinari.

A Gocil repudia qualquer conduta que possa ser interpretada como desrespeitosa, discriminatória ou incompatível com os valores da empresa, especialmente em situações que envolvam crianças e pessoas com deficiência. Nossos colaboradores são orientados a atuar com respeito, ética e acolhimento em todos os atendimentos.

Informamos que as medidas cabíveis estão sendo conduzidas internamente, conforme nossos procedimentos, para a completa apuração dos fatos e adoção das providências pertinentes.

Lamentamos os transtornos relatados e reforçamos nosso compromisso com a qualidade do atendimento, o respeito às pessoas e a melhoria contínua de nossos processos.

Permanecemos à disposição por nossos canais oficiais caso deseje compartilhar informações adicionais que possam contribuir com a conclusão da apuração.

Réplica da empresa

07/07/2026 às 12:22

A Gocil agradece pelo seu relato e lamenta profundamente a situação descrita.

Recebemos sua manifestação com a seriedade que o tema exige e, tão logo tomamos conhecimento dos fatos, iniciamos a apuração interna em conjunto com a equipe responsável pela operação no Hospital Portinari.

A Gocil repudia qualquer conduta que possa ser interpretada como desrespeitosa, discriminatória ou incompatível com os valores da empresa, especialmente em situações que envolvam crianças e pessoas com deficiência. Nossos colaboradores são orientados a atuar com respeito, ética e acolhimento em todos os atendimentos.

Informamos que as medidas cabíveis estão sendo conduzidas internamente, conforme nossos procedimentos, para a completa apuração dos fatos e adoção das providências pertinentes.

Lamentamos os transtornos relatados e reforçamos nosso compromisso com a qualidade do atendimento, o respeito às pessoas e a melhoria contínua de nossos processos.

Permanecemos à disposição por nossos canais oficiais caso deseje compartilhar informações adicionais que possam contribuir com a conclusão da apuração.

Réplica do consumidor

11/07/2026 às 08:23

Gostaria de um retorno, pois estou com um procedimento em andamento no Ministério Público sobre essa ocorrência. Isso não pode ficar impune, pois passamos por um grande constrangimento. Além disso, a empresa Gocil não possui nenhum canal de atendimento ao cidadão.