Relato sincero sobre os produtos digitais adquiridos: Golden Book, Golden Secrets e Golden Ads

Não resolvido
Mesquita - RJ
13/07/2025 às 23:13
ID: 221983967
Adquiri, há cerca de dois anos, três produtos digitais amplamente divulgados por uma influenciadora e produtora de conteúdo do nicho digital. São eles: Golden Book, Golden Secrets e Golden Ads. Abaixo, relato minha experiência, amparada pelos meus direitos como consumidora.
Golden Book: Trata-se de um e-book com conteúdo raso e genérico. As informações disponibilizadas podiam ser encontradas facilmente na internet, de forma gratuita, o que gerou frustração quanto à proposta de valor anunciada. Não encontrei diferenciais nem aprofundamento técnico.
Golden Secrets: Curso vendido com o discurso de ser a solução completa para crescimento orgânico no digital. Contudo, as aulas são curtas, o conteúdo é superficial e, em alguns momentos, foram apresentadas estratégias que me causaram desconforto ético. Por não concordar com algumas práticas sugeridas, optei por não aplicá-las.
Golden Ads: Curso de tráfego pago desenvolvido em parceria com o dono de uma empresa que atua na área de produtos físicos. Segui fielmente as instruções do curso, inclusive as campanhas de tráfego pago ensinadas. Investi mais de R$400,00 em anúncios e não obtive nenhum retorno. As aulas apresentavam baixo aprofundamento técnico. Além disso, alguns dos modelos de páginas de venda disponibilizados aos alunos, à época, utilizavam estruturas gráficas que, supostamente, se assemelhavam a portais jornalísticos, com imagens de pessoas apresentadas como profissionais da saúde, mas sem qualquer, aparente, referência verificável ou fonte técnica acessível que comprovasse as alegações atribuídas aos produtos. Isso me gerou insegurança quanto à confiabilidade dos materiais e motivou minha decisão de abandonar o curso.
Deixo claro: este não é um ataque pessoal a qualquer pessoa envolvida, mas sim uma manifestação legítima a respeito dos produtos digitais adquiridos. Conforme assegurado pelo art. 6, inciso III do Código de Defesa do Consumidor, tenho direito à informação clara, à crítica fundamentada e à liberdade de avaliação sobre os serviços contratados.
Também exerço, aqui, o direito constitucional à liberdade de expressão, previsto no art. 5, incisos IV e IX da Constituição Federal, garantindo a possibilidade de compartilhar experiências pessoais, desde que respeitosas, como é o caso deste relato.
Informo aos leitores dessa reclamação que: No dia 23/06/2025, recebi uma notificação extrajudicial enviada por uma representante legal ligada aos produtos citados. A mensagem exigia, sob ameaça de ação judicial, que eu removesse minha reclamação anterior desta plataforma.
Apenas por cautela e orientação jurídica, optei por retirar temporariamente o relato anterior e reformular este novo, que está extremamente cuidadoso, reestruturado com cautela mesmo que eu opta por não expor, por ora, todos os detalhes dos conteúdos que eu presenciei, em 2023, nos cursos, ainda que minha experiência permita fazê-lo, caso necessário e dentro dos limites da legalidade sem abrir mão da verdade vivida, mesmo que falado de forma leve.
Importante observar que o envio de notificações com tom intimidador para tentar coibir relatos públicos legítimos pode configurar abuso de direito, conforme dispõe o art. 187 do Código Civil, além de violar o princípio da boa-fé nas relações de consumo (art. 4 do CDC). Não sou a única a relatar esse tipo de tentativa de silenciamento, o que indica um padrão preocupante de gestão de reputação via coação jurídica.
Portanto, reafirmo que este relato é pessoal, fundamentado, respeitoso e legítimo. Se a preocupação da empresa ou de seus representantes for com sua imagem, recomendo que concentrem esforços em melhorar a entrega dos cursos e garantir que as estratégias ensinadas estejam alinhadas com princípios éticos e legais ao invés de tentar inibir consumidores insatisfeitos, pois essa postura tende a gerar o efeito contrário ao desejado: ampliar a insatisfação pública e chamar atenção de órgãos competentes.
Atenciosamente,
Consumidora consciente, legitimada e devidamente assistida.
Compartilhe
Consideração final do consumidor
13/02/2026 às 02:00
Tentaram me coagir a apagar meu relato e pararam de responder quando viram que não sou leiga e muito menos desempregada juridicamente.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0