O contrato que você assina não vale nada

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Florianópolis - SC

06/11/2018 às 18:44

ID: 39793185

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Fechei um contrato com a Gramma onde eles assumiam diversas responsabilidades, entre elas:

- Reajustar o valor de impressão da proposta quando o livro ficasse pronto.

Na proposta eles colocam o número de páginas para cima, dizem que assim que funciona. Me falaram que o livro teria ******* páginas e assinei contrato assim. Meu livro acabou com ******* eles se recusaram a diminuir o preço conforme o contrato. Fui obrigada a pagar pelas ******* páginas.

- Distribuir o livro para a rede de Livrarias parceiras.

Maior mentira! Na hora da distribuição eles dizem que não são obrigados a FORÇAR a livraria a receber meus livros. Tiveram a cara de pau de querer enviar todas as cópias que eu comprei para mim, sem distribuição alguma!

Só fechei o contrato com a Gramma por causa da bela lista que eles vendem que vão distribuir os livros. Saraiva, Cultura, Kindle. Meu livro não está disponível EM NENHUMA. E no caso do Kindle, no contrato tá dizendo que a distribuição por E-book é uma cortesia. Quando cobrei me falaram que iam me passar um ORÇAMENTO, pois é uma empresa por fora que disponibiliza!

Agora nem para fazer o lançamento do livro eu posso fazer, porque eles cortaram relações com duas empresas que estavam na lista - CULTURA E SARAIVA - simplesmente as maiores do Brasil e as que mais atraem os bobos a fecharem contrato com eles!

Agora eles se negam a fazer qualquer negociação, falaram que não podem fazer nada e mais uma vez não estão agindo conforme o contrato.

Para resumir, eles são uma empresa de impressão de livros que nem isso fazem bem. No contrato também falam de uma revisão, que até cumpriram, MAL E PORCAMENTE. O livro saiu com vários erros de digitação. A desculpa é que eu deveria ter notado quando recebi o manuscrito. Ou seja, paguei para um serviço de revisão que EU TENHO QUE FAZER caso eu queira que fique bom. Para terem noção, até a última versão da Capa que me passaram tinha problema! ERRARAM O NOME DO LIVRO e por pouco não foi para a gráfica com erro esdrúxulo.

Também fui obrigada a retirar as fotos que estavam no meu livro porque a diagramação ficou tão patética ao ponto de eu preferir não ter figuras do que ter e ficar horrível.

Enviei a capa basicamente pronta. Tratei cada foto, posicionei. Houve uma pequena mudança apenas na fonte do título do livro e no posicionamento do mesmo. O design foi quase todo meu, mas nem sequer fui citada nos créditos.

Tentei resolver DIVERSAS vezes os problemas com a Gramma. DIVERSAS. Tentei reduzir a quantidade de livros - já que a distribuição não existia e ela foi o ponto principal de eu ter fechado com eles. Tentei negociar de outras formas.

A última coisa foique eles negociassem com a Saraiva para que eu conseguisse fazer o lançamento do meu livro - já que eles só negociam com a editora. Eles se negaram EM TODAS as tentativas de negociação da minha parte. Não cederam, não me ajudaram em nada! E o mais importante não cumpriram o contrato inúmeras vezes.

PASSE LONGE DESSA CASA DE IMPRESSÃO.

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Resposta da empresa

07/11/2018 às 12:58

A reclamante recebeu desde os primeiros contatos farto material em que nosso modelo editorial foi apresentado em detalhes, inclusive, sobre os temas elencados em suas queixas. Além disso, trocamos dezenas de e-mails reiterando o já dito em nossa proposta comercial, arquivo de dúvidas frequentes (FAQ) e contrato de prestação de serviços editoriais. Portanto, não seria produtivo reproduzir a refutação de cada um dos pontos aqui abordados (alguns de maneira totalmente fantasiosa) de forma deselegante e pouco racional, fruto de sua frustração em não ter seus desejos atendidos.

Temos longa experiência no ramo e atuamos com as mais conceituadas instituições de ensino superior e programas de pós-graduação em todo o Brasil. Fato facilmente verificável em nossas parcerias divulgadas através de nossos canais de comunicação e ausência de reclamações em espaços - mais que necessários em tempos em que diversas empresas predatórias se auto intitulam editoras - como os do ReclameAQUI.

Apesar de toda disponibilidade e cordialidade demonstradas para resolução do problema, a reclamante, movida por sua insatisfação e desconhecimento (ou insistência em ter razão a qualquer custo) dos meandros do mercado editorial, iniciou uma ação contra nós através do PROCON de sua cidade. Diante disso, reservamo-nos o direito de respondê-la através dos meios jurídicos cabíveis, esperando que desse modo venhamos a, finalmente, chegar a um entendimento.

Seguimos à disposição para quaisquer esclarecimentos, sempre de forma educada, ponderada e solícita.