Gran dificulta o cancelamento da assinatura, ignora solicitações e fornece informações contraditórias

Reclamação não respondida

Não respondida

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Rio de Janeiro - RJ

31/07/2026 às 15:39

ID: 255328305

No dia 21/07/2026, solicitei o cancelamento da minha assinatura pelo WhatsApp. Não existe opção de cancelamento direto na plataforma: o consumidor é obrigado a passar por um atendimento via IA e, depois, por uma troca de e-mails para conseguir exercer um direito básico.

No dia 22/07, a empresa perguntou o motivo do cancelamento por e-mail.

No dia 23/07, respondi informando o motivo de não manter a assinatura e solicitei que o cancelamento fosse realizado o mais breve possível.

Mesmo assim, no dia 28/07, outro atendente fez exatamente a mesma pergunta, ignorando completamente minha resposta anterior. Respondi novamente e questionei se seria necessário recorrer ao Reclame Aqui para conseguir cancelar minha assinatura.

No dia 29/07, ao invés de processarem meu pedido, tentaram me convencer a permanecer assinante, informando que minha fidelidade terminaria em 01/11/2026 e oferecendo apenas a desativação da renovação automática. Respondi, pela terceira vez, que queria cancelar.

No dia seguinte, recebi outro e-mail informando uma informação completamente diferente: dessa vez, disseram que minha fidelidade terminaria apenas em 10/03/2027. Ou seja, nem mesmo a própria empresa consegue informar corretamente a data do contrato. Como uma informação tão importante muda de um dia para o outro?

Minha solicitação de cancelamento foi clara desde o primeiro contato. Ainda assim, o Gran ignorou reiteradamente meu pedido, insistiu em perguntas já respondidas, fez sucessivas tentativas de retenção e ainda apresentou informações contraditórias sobre a vigência da assinatura.

Independentemente da existência de cláusula de fidelidade ou eventual multa contratual, o consumidor tem o direito de solicitar o cancelamento a qualquer momento. Cabe à empresa informar as consequências contratuais e efetivar o cancelamento, e não criar obstáculos para dificultar esse procedimento.

Essa conduta viola princípios do Código de Defesa do Consumidor, especialmente o direito à informação clara e adequada (art. 6, III), a boa-fé nas relações de consumo e a vedação de práticas abusivas que coloquem o consumidor em desvantagem excessiva (arts. 39 e 51, IV).

O que deveria ser um procedimento simples se transformou em uma sequência de respostas automáticas, perguntas repetidas, informações contraditórias e evidente demora para processar um pedido feito desde 21/07.

Solicito que o cancelamento seja finalmente processado, sem novas tentativas de protelação. Caso contrário, levarei o caso ao Procon e aos demais órgãos competentes, pois considero inadmissível que uma empresa dificulte dessa forma o exercício do direito de cancelamento.

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