Perdi o prazo do IR após identificar inconsistências na declaração gerada pelo aplicativo Grana Capital

Respondida
Curitiba - PR
30/05/2026 às 01:20
ID: 250093993
No dia 29/05/2026, último dia para entrega da Declaração de Imposto de Renda, contratei e paguei pelo serviço da Grana Capital justamente porque a empresa divulga uma proposta de praticidade e automação para investidores da Bolsa de Valores.
Uma das propagandas que me influenciaram diretamente a contratar o serviço afirmava que era mais rápido fazer a declaração de Imposto de Renda da Bolsa do que preparar um miojo. Confiando nessa promessa de rapidez e confiabilidade, adquiri o serviço esperando receber uma declaração pronta e correta para transmissão à Receita Federal.
No entanto, ao revisar os dados gerados pela plataforma, encontrei informações que me causaram grande preocupação.
Diversos rendimentos relacionados a ativos da minha carteira, como TAEE11, BBSE3, EGIE3 e WEGE3, foram lançados na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", com o tipo "99 Outros", tendo como fonte pagadora a B3 S.A. - Brasil, Bolsa, Balcão, acompanhados da descrição "REEMBOLSO DE PROVENTO/EVENTO REFERENTE AO ATIVO".
Diante dessa informação, resolvi conferir a documentação oficial disponibilizada pela minha instituição financeira, o BTG Pactual. Ao analisar os informes de rendimentos e demais documentos fornecidos pelo banco, constatei que a fonte pagadora indicada para esses proventos era as próprias empresas emissoras dos ativos, e não a B3.
Essa divergência entre os documentos oficiais do BTG Pactual e os dados gerados pela plataforma reforçou minha convicção de que havia um equívoco na declaração produzida pelo sistema. Afinal, se os documentos oficiais apontam uma fonte pagadora e a plataforma informa outra, existe uma inconsistência objetiva que precisa ser explicada e corrigida.
Diante dessa situação, não me senti seguro para transmitir a declaração à Receita Federal. Meu receio era enviar informações incorretas, ficar sujeito à malha fina, autuações ou outras penalidades decorrentes de dados errados gerados por um serviço que foi contratado justamente para evitar esse tipo de problema.
Como consequência direta dessa insegurança causada pelas inconsistências encontradas, acabei perdendo o prazo de entrega da declaração.
Portanto, minha experiência foi exatamente o oposto do que foi prometido. A propaganda afirma que fazer a declaração é mais rápido do que preparar um miojo. O que não foi informado é que a rapidez perde completamente o valor quando o resultado apresentado contém inconsistências que impedem o usuário de confiar nas informações geradas. Não adianta ser rápido se o resultado não transmite segurança para ser enviado à Receita Federal.
Diante dos fatos, solicito:
- Uma explicação formal sobre o motivo de os rendimentos terem sido lançados com a B3 como fonte pagadora, em desacordo com os documentos oficiais fornecidos pelo BTG Pactual.
- A correção integral da minha declaração de Imposto de Renda, com revisão dos lançamentos incorretos e adequação às informações constantes nos informes oficiais.
- O ressarcimento dos prejuízos causados, incluindo o valor da multa por atraso na entrega da declaração, uma vez que a perda do prazo ocorreu após a identificação das inconsistências geradas pela própria plataforma que contratei para realizar esse serviço.
- Uma posição oficial da empresa sobre quais mecanismos de validação são utilizados para garantir a exatidão das informações tributárias apresentadas aos clientes.
Espero uma solução rápida, objetiva e compatível com a confiança depositada no serviço no momento da contratação.
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Resposta da empresa
12/06/2026 às 16:06
Olá, Rafael! Tudo bem?
Analisamos detalhadamente os pontos levantados em sua manifestação e identificamos que os lançamentos apontados não se tratavam de erros na declaração gerada pela plataforma.
Os valores informados na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", código "99 Outros", com a descrição "REEMBOLSO DE PROVENTO/EVENTO REFERENTE AO ATIVO", estavam relacionados a operações de aluguel de ativos realizadas em sua própria carteira.
Quando ações ou cotas são emprestadas, o tomador passa a ser o titular dos ativos durante o período do aluguel. Caso ocorra o pagamento de dividendos ou JCP nesse intervalo, o provento é recebido inicialmente pelo tomador e posteriormente recomposto ao investidor através do sistema de empréstimo da B3. É justamente essa recomposição financeira que aparece registrada como "Reembolso de Provento/Eventos", tendo a B3 como fonte pagadora.
Por esse motivo, a comparação realizada entre esses lançamentos e os proventos tradicionais constantes nos informes da instituição financeira levou a uma conclusão incorreta de que existia divergência nos dados. Na realidade, tratam-se de eventos distintos, com naturezas tributárias distintas e formas de declaração distintas.
Durante nossa análise identificamos operações de aluguel envolvendo ativos mencionados em sua reclamação, como EGIE3, TAEE11, BBSE3 e WEGE3, o que explica a existência desses registros na declaração.
Também verificamos que, antes do encerramento do prazo da Receita Federal, seus contatos com nossa equipe estavam relacionados a dificuldades na contratação do serviço. Não localizamos solicitações de revisão da declaração, questionamentos sobre esses lançamentos específicos ou pedidos de validação técnica da carteira antes da abertura desta reclamação.
A declaração permaneceu disponível em sua conta durante todo o período, assim como nossa equipe de suporte esteve disponível para esclarecer eventuais dúvidas sobre os dados apresentados.
Em relação aos processos de validação, trabalhamos com integração às informações disponibilizadas pela própria B3 e contamos com uma equipe especializada que acompanha constantemente as normas da Receita Federal, eventos corporativos e movimentações do mercado financeiro para garantir que os relatórios estejam alinhados às exigências tributárias vigentes.
Permanecemos à disposição para analisar qualquer outro ponto específico que ainda gere dúvida.
Atenciosamente,
Equipe Grana.