Garantia negada: como a concessionária BMW tentou culpar o combustível para fugir de um defeito crônico já existente no carro.

Respondida
São Paulo - SP
09/03/2026 às 17:41
ID: 242767365
Tudo começou em agosto de 2025, quando compramos um BMW X1 2023/2023 X-LINE na concessionária Grand Brasil, confiando no que se espera de uma marca premium como a BMW. O veículo tinha cerca de 20.400 km, e pagamos inclusive aproximadamente R$ 10 mil acima da média da Webmotors, justamente para ter a segurança de adquirir o carro diretamente de uma concessionária autorizada, com todas as garantias e respaldo da marca.
No dia 05 de janeiro de 2026, com 21.279 km, levamos o veículo à concessionária Grand Brasil, pois a luz da injeção eletrônica havia acendido no painel. Como a concessionária presta atendimento à BMW, confiamos que o problema seria analisado e resolvido adequadamente.
No dia 06 de janeiro de 2026, entramos em contato com a consultora Renata para saber qual era o diagnóstico. Ela nos informou por telefone que havia sido passado um scanner no veículo, que o sistema do carro havia sido totalmente formatado e que nenhum problema havia sido identificado. Ou seja, segundo a concessionária, o carro estava em perfeitas condições.
Assim, no dia 07 de janeiro de 2026, fomos buscar o veículo, que tecnicamente estava pronto e sem qualquer defeito.
Entretanto, menos de um mês depois, no dia 02 de fevereiro de 2026, o mesmo problema voltou a acontecer: novamente a luz da injeção eletrônica acendeu. Diante disso, agendamos pelo aplicativo da BMW e levamos o carro novamente à concessionária no dia 05 de fevereiro de 2026.
Após alguns dias de análise, no dia 11 de fevereiro de 2026, recebemos uma resposta completamente inesperada. A consultora Renata afirmou que o problema teria sido causado por combustível pobre, que supostamente teria danificado a bomba de combustível. Segundo ela, esse seria o motivo pelo qual a Grand Brasil e a BMW não se responsabilizariam pelo reparo dentro da garantia.
Ou seja, mesmo com o veículo dentro da garantia, tentaram transferir a responsabilidade para o consumidor.
A situação se torna ainda mais absurda quando consideramos alguns fatos:
- Compramos o carro mais caro do que a média do mercado, justamente para ter a segurança da concessionária e a garantia estendida.
- O veículo apresentou problema com menos de 800 km rodados desde a compra.
- Alegaram que as peças da bomba estavam enferrujadas por mau uso e combustível inadequado.
Como se não bastasse, a justificativa apresentada foi ainda mais frágil: disseram que, com o aumento do etanol na fórmula do combustível brasileiro, muitos carros da BMW passariam a apresentar esse tipo de problema, sugerindo que isso seria um problema recorrente a partir de agora e que todos os carros da BMW estariam sujeitos a essa nova realidade crônica.
Essa afirmação é completamente inverídica.
Possuímos outro veículo BMW, abastecido há anos no mesmo posto Ipiranga, um posto conhecido e movimentado no bairro, sem jamais apresentar qualquer problema semelhante.
Para completar o absurdo, nos apresentaram um tubo de ensaio com uma suposta amostra do combustível, alegando que seria gasolina pobre. No entanto, não houve qualquer análise físico-química realizada por órgão competente, nem laudo técnico oficial que comprovasse a má qualidade do combustível.
Em outras palavras, uma acusação grave sem qualquer prova técnica válida.
Estão me cobrando absurdos R$ 16.000,00 referente à troca da bomba de combustível e acessórios necessários, além do tempo perdido de trabalho e transtornos por ficar sem o veículo.
Estamos falando de um carro premium, comprado acima da tabela, em concessionária autorizada, que apresentou um problema grave logo após a compra e cuja responsabilidade foi simplesmente transferida ao consumidor sem qualquer comprovação técnica adequada. mesmo dentro do prazo da garantia
Diante de tudo isso, fica uma suspeita inevitável: é muito provável que o veículo já tenha sido vendido com esse problema, e que agora estejamos sendo obrigados a arcar com um defeito que não causamos.
O que deveria ser uma experiência de confiança com uma marca de prestígio acabou se tornando uma situação de prejuízo, frustração e total falta de suporte ao consumidor.
Se não for resolvido extrajudicialmente toda essa problemática, ajuizarei uma ação judicial buscando meus direitos.
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Resposta da empresa
13/05/2026 às 11:33
Prezado Senhor Fabiano Romano Mazzoni,
Lamentamos pelos transtornos relatados e informamos que o caso foi tratado por meio de contato direto e individualizado, ocasião em que as partes chegaram a um acordo, o qual foi integralmente cumprido pela Grand Brasil em 08/05/2026.
A solução foi construída de maneira consensual, com o objetivo de preservar o bom relacionamento e encerrar definitivamente a situação relatada, motivo pelo qual consideramos a demanda devidamente solucionada.
Reforçamos nosso compromisso com a transparência, o respeito aos consumidores e a busca contínua pela excelência em nossos serviços e atendimento.
Atenciosamente,
Ana Lucia
Departamento de SAC Grand Brasil