Mesa quebrada por prestadores de serviço não qualificado . Ainda querem me dar 2 mil e encerrar o caso qdo a mesa está avaliada e paga no seguro por 50 mil

Respondida
Rio de Janeiro - RJ
01/07/2026 às 22:05
ID: 252862829
Tudo começou no dia 28 de maio, quando contratei a Granero em Belo Horizonte. Durante a contratação, a Sra. Claudilene chegou a me dizer: Marta, você contratou a melhor empresa de mudanças. Não terá dor de cabeça!. Infelizmente, a realidade foi completamente diferente.
Cumpri todas as exigências estabelecidas pela empresa, inclusive a contratação do seguro dos bens transportados. Entre eles, declarei uma mesa de alto padrão, também utilizada como mesa de jantar, no valor de R$ 50.000,00, adquirida em uma renomada loja de Curitiba.
No dia 2 de junho, iniciou-se a embalagem da mudança. Foi nesse momento que ficou evidente o despreparo da equipe responsável. Um dos prestadores de serviço começou a embalar minha mesa, retirando primeiro o tampo de vidro. Em seguida, pediu ajuda ao meu marido para transportá-lo o que, por si só, já demonstra falta de profissionalismo, pois contratamos uma empresa justamente para executar esse tipo de serviço.
Quando meu marido se aproximou para ajudar, o vidro já havia sido retirado e, como os pés da mesa são apenas encaixados por suportes de borracha, um deles caiu violentamente no chão, danificando a peça. O prejuízo só não foi maior porque havia um tapete espesso amortecendo o impacto.
No mesmo instante, comuniquei o ocorrido à Sra. Claudilene, que me tranquilizou dizendo que tudo seria resolvido. Infelizmente, isso nunca aconteceu.
A mudança, de forma geral, foi realizada de maneira extremamente inadequada. Ao chegar ao Rio de Janeiro, encontrei caixas amassadas, rasgadas e com diversos danos. O inventário também foi preenchido de forma incorreta, dificultando completamente a identificação dos volumes. As etiquetas estavam ilegíveis, o documento do seguro veio em branco, as notas fiscais sequer continham meus dados ou endereço. Absolutamente nada estava correto.
Inclusive, os próprios colaboradores da Granero no Rio de Janeiro ficaram surpresos com a situação e me disseram que, se realizassem um serviço daquela forma, seriam demitidos.
Diante da falta de iniciativa da empresa, fui eu quem precisou solicitar providências para o conserto da mesa. No dia 8 de junho, iniciou-se uma verdadeira peregrinação para tentar resolver o problema da mesa e também do cesto de roupas que foi quebrado. Nem sequer mencionei as taças quebradas e os demais itens amassados ou danificados, pois meu único objetivo era resolver a situação da mesa.
No dia 12 de junho, o Sr. Diego, do SAC da Granero em Canoas (RS), informou que a empresa pretendia me indenizar em apenas R$ 250,00 pelo dano causado à mesa. Foi nesse momento que esclareci que conheço os meus direitos como consumidora, garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990).
Somente no dia 16 de junho, após eu insistir novamente em contato, fui informada de que a empresa estava procurando um profissional qualificado para realizar o reparo. No dia 19 de junho, mais uma vez precisei procurar o Sr. Diego, pois a empresa nunca toma a iniciativa de entrar em contato comigo.
Ele informou que um profissional iria até minha residência no dia 23 de junho, porém ninguém apareceu. Novamente fui obrigada a cobrar uma posição e ouvi que estava muito difícil encontrar um profissional especializado. Em seguida, a Granero ofereceu uma indenização de R$ 2.100,00, alegando que eu havia declarado a mesa nesse valor.
Isso não é verdade.
Expliquei que possuo mais de uma mesa de jantar e que realmente existe outra mesa segurada nesse valor. Porém, a mesa danificada foi declarada em R$ 50.000,00, justamente por ser um móvel de alto padrão. Ela não custa R$ 2.000,00 e jamais poderá ser substituída por esse valor.
Agora, a última resposta do Sr. Diego foi:
Iremos resolver esta situação da forma correta. Vou fazer contato com outro profissional para realizar o conserto, pois seguiremos desta forma. Colocarei seu caso como prioridade para finalizarmos o mais rápido possível.
Minha pergunta é simples:
Até quando a Granero pretende adiar a solução desse problema? Até quando terei que esperar pelo conserto da minha mesa? Será realmente necessário buscar a Justiça para que meus direitos sejam respeitados?
O atendimento da Granero é extremamente decepcionante. O pós-venda é inexistente. O cliente precisa implorar por respostas e cobrar retorno o tempo todo.
Também encaminhei um e-mail ao Sr. Fernando Augusto, que respondeu apenas:
Estou copiando o time de nossa franquia de Belo Horizonte para que possam avaliar a situação e lhe dar o atendimento necessário.
Desde então, continuo aguardando. Nenhuma solução concreta foi apresentada.
Paguei caro pela mudança. Paguei caro pelo seguro justamente para ter tranquilidade em caso de qualquer imprevisto. No entanto, quando precisei da empresa, encontrei apenas demora, descaso, informações contraditórias e total falta de compromisso com o cliente.
Lamentavelmente, se a Granero continuar ignorando o problema, não restará alternativa senão buscar as medidas judiciais cabíveis para garantir o ressarcimento integral dos prejuízos sofridos.
É uma situação lamentável e incompatível com a imagem de excelência que a empresa divulga.
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Resposta da empresa
07/07/2026 às 16:00
Prezada Marta, boa tarde!
Assim que recebemos, encaminhamos a reclamação ao nosso franqueado de Belo Horizonte, e nos informaram que conseguiram agendar com novo restaurador para avaliar a mesa.
Permanecemos à disposição.
Atenciosamente,
Equipe da Qualidade - Granero Transportes