Condomínio reclama de falhas graves na prestação de serviços de funcionários pela empresa 3C, incluindo falta de cobertura, despreparo e abandono de posto.

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São Paulo - SP
10/07/2026 às 21:41
ID: 253629113
Venho, em nome do Condomínio Plano Plano José Bonifácio Hasegawa, registrar uma reclamação sobre os serviços prestados pela empresa 3C, responsável pelo fornecimento de funcionários para atuação em nosso condomínio.
Infelizmente, a experiência foi extremamente negativa. Durante todo o período em que a empresa prestou serviços, enfrentamos problemas constantes que demonstram falta de organização, planejamento, comprometimento e preparo para atender um condomínio residencial.
O problema mais recorrente era a falta de cobertura dos postos. Sempre que um funcionário apresentava atestado médico, faltava ao trabalho ou ocorria qualquer imprevisto, a empresa simplesmente não conseguia disponibilizar um substituto. Da mesma forma, em diversas ocasiões, o funcionário responsável por assumir o turno demorava para chegar, deixando o posto descoberto. Em um condomínio, esse tipo de falha é inadmissível, pois coloca em risco a segurança e o bom funcionamento de toda a operação.
Como consequência da falta de suporte da empresa, era a própria síndica quem precisava interromper todas as suas atividades para assumir a portaria ou resolver problemas que deveriam ser de responsabilidade exclusiva da 3C. Em vez de administrar o condomínio, acompanhar manutenções, atender moradores e executar suas inúmeras atribuições, ela era constantemente obrigada a suprir a deficiência da empresa para que o condomínio não ficasse desamparado.
Outro problema frequente era o envio de funcionários completamente despreparados para exercer a função. Em diversas oportunidades, os colaboradores chegavam sem o treinamento necessário, sem conhecimento dos procedimentos básicos e sem condições de desempenhar suas atividades de forma adequada. Novamente, cabia à síndica treiná-los, orientá-los e acompanhar o serviço, desempenhando uma função que deveria ser realizada pela própria empresa antes de disponibilizar qualquer profissional ao condomínio.
O episódio mais grave ocorreu quando uma funcionária abandonou o posto durante a madrugada, deixando o condomínio completamente desassistido. A situação evidencia uma grave falha na prestação dos serviços, uma vez que, durante esse período, moradores ficaram sem o suporte que deveria ser garantido pela empresa. Em caso de qualquer emergência, entrada ou saída de moradores, visitantes ou prestadores de serviço, não haveria nenhum profissional no local para realizar o atendimento. Trata-se de uma falha extremamente grave, que coloca em risco a segurança e demonstra total falta de controle e fiscalização por parte da empresa sobre seus colaboradores.
Outro ponto que merece destaque é que, em diversas ocasiões, os próprios colaboradores da empresa relataram atrasos em seus pagamentos. Segundo eles, essa situação acabava desmotivando a equipe e refletindo diretamente no comprometimento com o trabalho. Embora essa informação tenha sido relatada pelos próprios funcionários, trata-se de um cenário preocupante, pois ajuda a explicar a alta rotatividade, a falta de profissionais para cobrir ausências e a instabilidade constante na prestação dos serviços.
Infelizmente, esse não foi um caso isolado, mas apenas mais um entre diversos problemas enfrentados ao longo da prestação dos serviços. A impressão transmitida é de que a empresa não possui estrutura suficiente para cumprir os compromissos assumidos, não mantém uma equipe de reserva para cobrir ausências, não oferece treinamento adequado aos seus funcionários e transfere, na prática, suas responsabilidades para a administração do condomínio.
Esperamos que a empresa reveja urgentemente sua forma de atuação, pois um condomínio não pode depender da boa vontade da síndica para suprir falhas constantes da prestadora de serviços. Segurança, organização e responsabilidade não são diferenciais: são obrigações básicas de qualquer empresa que presta serviços em um ambiente residencial. Infelizmente, nossa experiência foi marcada por transtornos, insegurança, sobrecarga da administração e sucessivas falhas operacionais que jamais deveriam ocorrer.