Insatisfação com procedimento de implante capilar e falta de acompanhamento pós-operatório na Grupo Capilar Brasil

Em réplica
Santa Maria - RS
16/06/2026 às 10:37
ID: 251517293
Boa noite!
Estou fazendo esta denúncia após tentar diversas vezes contato com o médico responsável pelo meu implante capilar na clínica Grupo Capilar Brasil. Entrei em contato inúmeras vezes com a clínica por telefone e WhatsApp, muitas vezes sem qualquer retorno. Em algumas ocasiões, após muita insistência, respondiam apenas dizendo que era normal, que eu deveria tomar a medicação prescrita e que a situação iria melhorar.
No dia *****, realizei um procedimento de implante capilar na unidade de Florianópolis da clínica Grupo Capilar Brasil. O médico responsável pela minha cirurgia era o *****.
Ao chegar à clínica, o médico conversou comigo e fez a marcação da área do implante em minha cabeça. Após isso, fui levado para uma sala onde rasparam meu cabelo e me administraram três comprimidos, sem que me informassem quais medicamentos eram aqueles.
Fiquei em decúbito ventral para o início do procedimento e acabei adormecendo. Cerca de 50 minutos depois, acordei com uma dor horrível nas costas. Nesse momento, percebi que uma das instrumentadoras estava apoiando o cotovelo sobre minhas costas. Solicitei que chamassem o cirurgião, pois constatei que ele não estava na sala, mas inicialmente elas não quiseram chamá-lo. Somente após muita insistência e após eu relatar a dor, o médico foi chamado. Quando entrou na sala, estava vestido de terno e apenas orientou que me administrassem um medicamento para dor.
Minha cirurgia durou aproximadamente 12 horas, sob anestesia local, sem acompanhamento anestésico e, ao meu ver, sem acompanhamento cirúrgico contínuo. Durante o procedimento, observei que quem realizava as atividades eram uma enfermeira e técnicas de enfermagem. A única vez que vi o cirurgião durante a cirurgia foi quando reclamei da dor e ele entrou na sala.
Também observei que, aparentemente, os profissionais não estavam utilizando aventais estéreis e luvas estéreis, utilizando apenas luvas de procedimento. Ao meio-dia, houve uma pausa para o almoço, e fui levado para uma sala onde havia outras quatro pessoas que também estavam realizando procedimentos naquele dia.
Ao final da tarde, após o término do procedimento, o ***** reuniu a mim e mais três pacientes e passou as orientações de forma coletiva. Achei toda a situação muito estranha, principalmente porque trabalho na área hospitalar, em centro cirúrgico, e fiquei bastante preocupado com a possibilidade de adquirir alguma infecção ou ocorrer algum problema mais grave devido à falta de cuidados que observei durante o procedimento.
Felizmente, não houve nenhuma complicação grave imediata. Fui para casa e segui todas as orientações recebidas. Entretanto, ao longo do tempo, percebi falhas na área onde foi realizado o implante. Passei então a entrar em contato com a clínica, ligando e enviando mensagens. Em algumas ocasiões respondiam que era normal e que eu precisava apenas continuar tomando as medicações corretamente.
Questionei a ausência de retorno médico após a cirurgia e fui informado de que não existiam consultas de acompanhamento, pois as atendentes eram responsáveis por receber as demandas dos pacientes, repassá-las aos médicos e posteriormente responder aos pacientes.
Em determinado momento, recebi uma receita com medicações, inclusive substituindo um medicamento que havia sido prescrito anteriormente pelo médico *****.
Após inúmeras tentativas de obter respostas, muitas vezes aguardando semanas por um retorno, a única explicação que recebi foi que a queda dos cabelos continuaria ocorrendo e que eu precisaria realizar um novo procedimento. Entretanto, destaquei que não fazia sequer quatro anos desde o procedimento inicial e que os fios que estavam caindo eram justamente os fios implantados, e não os cabelos originais.
Em nenhum momento tive uma consulta de retorno com o médico responsável pela cirurgia. Não houve acompanhamento médico, avaliação pós-operatória ou qualquer consulta após o procedimento. Isso me preocupa ainda mais porque, na minha percepção, quem realizou grande parte do procedimento não foi o médico, mas sim a equipe de enfermagem. Caso algo tenha sido realizado de forma inadequada, como seria possível ao médico avaliar ou corrigir a situação sem nunca ter me reavaliado?
Além disso, ao término da cirurgia, o médico sequer conversou comigo individualmente, limitando-se a fornecer orientações coletivas para todos os pacientes presentes.
Recentemente, entrei novamente em contato com a atendente responsável e fui informado de que deveria realizar um novo procedimento. Ou seja, estão sugerindo uma nova cirurgia sem avaliação médica prévia, sem consulta e sem investigação adequada das causas do problema. Tenho a impressão de que a única solução apresentada é a realização de um novo procedimento, gerando novos custos para mim em menos de quatro anos.
Diante de tudo isso, não tenho mais confiança em realizar qualquer novo procedimento com essa clínica. Pretendo buscar atendimento em outro local, onde exista acompanhamento médico efetivo, avaliação adequada dos pacientes e observância rigorosa dos protocolos de segurança e biossegurança.
Também me causou grande preocupação o fato de permanecer aproximadamente 12 horas em procedimento, recebendo anestesia local na cabeça, sem a presença constante de um médico na sala e sem acompanhamento anestésico. Fiquei imaginando o que poderia acontecer caso eu apresentasse alguma reação adversa à anestesia ou qualquer intercorrência médica durante o procedimento.
Por todos esses motivos, sinto-me abandonado no acompanhamento pós-operatório e profundamente insatisfeito com a assistência prestada após a cirurgia.
Vou atrás do reembolso do valor pago e procurar profissionais com éticas para realizar o procedimento
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Resposta da empresa
23/07/2026 às 09:29
Olá, Everton.
Lamentamos que essa tenha sido a sua percepção sobre a experiência vivenciada.
Inicialmente, é importante esclarecer que, em nenhum momento, houve ausência de retorno por parte da nossa equipe. Todos os seus contatos foram respondidos e acompanhados dentro do fluxo de atendimento adotado pela clínica. Sempre que houve necessidade, suas demandas foram encaminhadas ao corpo médico para análise, conforme nossos protocolos assistenciais.
Sobre a medicação administrada antes do procedimento, trata-se de uma conduta rotineira e previamente alinhada com todos os pacientes ainda na fase pré-operatória. Esses medicamentos têm como finalidade proporcionar maior conforto, reduzir a ansiedade e tornar a etapa inicial da cirurgia mais tranquila, algo comum em procedimentos desse porte.
Também não corresponde aos nossos registros a informação de que o procedimento tenha durado aproximadamente 12 horas. Conforme o prontuário, sua cirurgia teve duração inferior a 10 horas. Esse cuidado é importante, inclusive, para preservar a viabilidade dos enxertos, já que o tempo de permanência dos folículos fora do organismo é rigorosamente controlado por nossa equipe.
Em relação à alegação de que profissionais estariam apoiados sobre suas costas durante a extração, essa afirmação não condiz com a técnica empregada no procedimento. Pela própria posição do paciente e da equipe durante a fase de extração, não existe necessidade nem compatibilidade técnica para que isso ocorra.
Quanto ao reforço anestésico, alguns pacientes apresentam maior sensibilidade durante determinados momentos da cirurgia. Nesses casos, o médico realiza nova aplicação de anestésico local sempre que necessário, permitindo que o procedimento continue de forma confortável e segura.
Sobre a equipe assistencial, todo o procedimento é realizado dentro das atribuições legais de cada profissional, sob coordenação médica e seguindo rigorosamente as normas vigentes.
Da mesma forma, as alegações relacionadas à higiene e à biossegurança não refletem a realidade da nossa estrutura. Nosso centro cirúrgico segue protocolos rigorosos de limpeza, controle de infecção e segurança assistencial, sendo constantemente fiscalizado pelos órgãos competentes, como a Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Medicina. Esses padrões são observados diariamente em todos os procedimentos realizados.
As orientações de alta também seguem protocolo institucional. Independentemente do grau de calvície tratado, todos os pacientes recebem informações detalhadas sobre os cuidados pós-operatórios e sobre os canais de contato para acompanhamento durante todo o período de recuperação.
Em relação ao resultado obtido, consta em seu prontuário a extração e implantação de 4.248 folículos, totalizando 7.077 fios, números que demonstram um procedimento expressivo e compatível com a capacidade da sua área doadora.
Por fim, também é importante esclarecer que os folículos transplantados não sofrem mais a ação do hormônio DHT. Portanto, a afirmação de que os fios transplantados caíram não encontra respaldo técnico. O que pode ocorrer ao longo dos anos é a progressão natural da calvície sobre os cabelos nativos que não foram transplantados, situação que costuma ser explicada aos pacientes antes mesmo da realização da cirurgia.
Reafirmamos nosso compromisso com a ética, a segurança e a qualidade da assistência prestada, permanecendo à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas relacionadas ao procedimento realizado.
Réplica do consumidor
23/07/2026 às 09:53
Conforme já era esperado por parte dessa empresa, eu já imaginava que, em vez de tentar resolver os problemas causados e o abandono do tratamento, eles iriam se isentar de todos os fatos ocorridos.
Reafirmo que quem realiza o transplante capilar na Clínica Capilar Brasil são técnicos de enfermagem. Não há acompanhamento de um médico anestesista durante o procedimento. Existe apenas um médico responsável por várias salas cirúrgicas, e ele sequer apareceu na minha sala durante a cirurgia. O médico só foi chamado quando eu solicitei a interrupção do procedimento devido à intensa dor na lombar, causada porque a instrumentadora estava apoiando os cotovelos sobre minhas costas. Somente nesse momento o cirurgião compareceu e prescreveu um medicamento para aliviar a dor causada pela própria conduta da profissional.
A clínica sequer conta com um médico anestesista presente, tampouco dispõe de um carrinho de anestesia na sala. Fica a pergunta: se eu tivesse apresentado uma reação grave às medicações e necessitasse de suporte avançado de vida, como eles procederiam?
Também reafirmo que não recebi todo o suporte que a clínica alega ter prestado. Portanto, seguirei buscando meus direitos como consumidor diante de uma empresa que, na minha percepção, agiu de forma irresponsável e apresentou informações que não correspondem aos fatos que vivenciei.
Além disso, conforme avaliações públicas no Google, outros pacientes também relatam problemas semelhantes aos que enfrentei.