Cobrança de troca de discos de freio após revisão de 20.000km em Renault Kwid

Em réplica
São Gonçalo - RJ
20/07/2026 às 19:47
ID: 254396369
Fiz a revisão de 20.000 do meu Renault Kwid e na ocasião, não fui informado que deveria trocar as pastilhas, pois bem, agora fiz a revisão de 30.000 e para minha surpresa apareceu no orçamento, a troca dos discos de freio danificados pelo desgaste das referidas pastilhas, se a revisão tivesse sido bem feita isso não teria acontecido, eu autorizei a troca das peças, pois preciso do carro, mas solicito ser ressarcido do valor cobrado pelos discos, pois os danos no mesmo só aconteceu por causa das pastilhas com desgastes e que não foram relacionadas no orçamento de 20.000 o que evitaria esse prejuízo.
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Resposta da empresa
22/07/2026 às 08:35
Prezado Sr. Jorge, boa tarde.
Recebemos sua manifestação e agradecemos pela oportunidade de analisar o ocorrido e buscar esclarecer os fatos relacionados à sua última passagem em nossa concessionária.
Após análise do histórico de manutenção do veículo, verificamos que, durante a segunda revisão, as pastilhas de freio não apresentavam desgaste que justificasse a elaboração de um orçamento para substituição. A recomendação de troca naquela ocasião seria tecnicamente inadequada e poderia, inclusive, gerar insatisfação por indicar a substituição de um componente que ainda se encontrava dentro das condições normais de uso.
Já na terceira revisão, foi constatado que as pastilhas de freio apresentavam desgaste compatível com a necessidade de substituição. Dessa forma, o consultor de serviços procedeu corretamente ao apresentar o orçamento, conforme informado ao senhor por meio do aplicativo de mensagens.
Esclarecemos que as pastilhas de freio são componentes de desgaste natural, cuja vida útil está diretamente relacionada às condições de utilização do veículo. Fatores como trânsito intenso, percursos com muitos aclives e declives, congestionamentos, frenagens frequentes e o estilo de condução podem ocasionar variações significativas na durabilidade desses componentes.
Também identificamos que o veículo vem sendo submetido a condições de uso consideradas severas. Nessas situações, o plano de manutenção deve ser observado de acordo com essa condição de utilização, podendo haver necessidade de substituição de componentes de desgaste em intervalos inferiores à média prevista.
Ainda assim, considerando a importância do senhor como nosso cliente e buscando proporcionar a melhor experiência possível, compartilhamos os seus apontamentos com o Serviço de Relacionamento da montadora, a título de registro de sua manifestação. Para esse acompanhamento, foi gerado o protocolo n *****. A equipe da fabricante poderá entrar em contato diretamente com o senhor para ouvi-lo e registrar sua percepção sobre o produto.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. Caso prefira, o senhor também poderá entrar em contato diretamente com a montadora por meio do telefone 0800 055 5615 ou pelo e-mail [email protected].
Reiteramos nosso compromisso com a transparência, a qualidade dos serviços prestados e a satisfação de nossos clientes. Agradecemos pela confiança depositada em nossa equipe e permanecemos à disposição para atendê-lo sempre que necessário.
Atenciosamente,
Grupo Dinisa
Réplica do consumidor
23/07/2026 às 11:25
Se as pastilhas de freio estavam em condições de rodar, porque danificou os discos?
Réplica da empresa
27/07/2026 às 13:34
Prezado Sr. Jorge, boa tarde.
Agradecemos novamente pelo seu retorno e pela oportunidade de esclarecer pontualmente essa dúvida técnica.
Para responder diretamente ao seu questionamento, é importante considerar o intervalo de rodagem percorrido entre as duas revisões. Na revisão de 20.000 km, as pastilhas de freio ainda apresentavam espessura de massa de atrito suficiente para rodar com total segurança, motivo pelo qual a substituição não era recomendada naquele momento.
No entanto, ao longo dos 10.000 km rodados entre a segunda e a terceira revisão, período em que o veículo é submetido a frenagens diárias, trânsito e às condições de uso severo citadas, o material de atrito da pastilha seguiu seu processo natural de consumo.
Quando a pastilha atinge o limite de desgaste, a ausência dessa camada protetora faz com que o contato do sistema passe a incidir diretamente sobre a superfície do disco de freio, gerando as marcas e o desgaste constatados.
Portanto, o evento nos discos não decorreu de uma omissão na revisão de 20.000 km, mas sim da evolução natural do desgaste do componente ao longo da utilização do veículo nos 10.000 km seguintes. Foi justamente na inspeção rigorosa da revisão de 30.000 km que nossa equipe identificou que o conjunto havia atingido o limite de uso e apresentou o orçamento necessário para manter a segurança do seu automóvel.
Reiteramos que seu apontamento segue registrado junto ao Serviço de Relacionamento da montadora sob o Protocolo n *****.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.
Atenciosamente,
Grupo Dinisa
Réplica do consumidor
27/07/2026 às 13:57
Não tem qualquer sentido a revisão constatar que as pastilhas estavam em condições de rodar e elas no intervalo de 20.000 para 30.000 danificaren os discos se a revisão é realizada a cada 10.000 outra coisa, em resposta anterior foi colocado para mim, que a troca das pastilhas não foram orçadas porque isso poderia me chatear, alegação absurda, outra coisa, segundo consta na primeira resposta, a alegação que meu veículo roda em condições severas, o que é motivo suficiente para relacionar as pastilhas no orçamento, embora pudessem estar ainda em condições de rodar o que iria transferir para mim a responsabilidade de autorizar ou não a troca das mesmas.