Impedimento de reparos e cobrança indevida de vistoria de saída

Reclamação não respondida

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São José dos Campos - SP

07/08/2026 às 01:39

ID: 255839531

Cliente há anos do Grupo Kaza: fomos impedidos de realizar os reparos e agora querem nos cobrar cerca de R$ 27 mil

Reclamação

Somos clientes do Grupo Kaza há anos e sempre mantivemos uma relação de confiança com a imobiliária. Já realizamos outros negócios por intermédio da empresa e sempre cumprimos rigorosamente nossas obrigações, mantendo nossos pagamentos em dia e procurando resolver de forma correta qualquer questão relacionada aos imóveis.

Justamente por esse histórico, estamos extremamente decepcionados com a maneira como está sendo conduzido o encerramento desta locação.

Desocupamos o imóvel por volta do dia 20 de junho e entregamos as chaves à administração. A partir daí, fomos nós que passamos a cobrar o agendamento da vistoria de saída, pois queríamos finalizar corretamente o contrato.

Inclusive, quando precisamos retornar ao condomínio para tratar da vistoria e das pendências, nosso acesso por biometria já havia sido retirado, sendo necessário solicitar autorização para entrar no imóvel.

Apesar de nossa insistência, a vistoria de saída somente foi realizada em 13/07/2026. O próprio laudo registra que as quatro chaves estavam na administração. CTT7898 - Vistoria de Saida 2.pdf

Após recebermos o resultado da vistoria, em nenhum momento nos recusamos a reparar aquilo que efetivamente fosse de nossa responsabilidade.

Pelo contrário.

Em 17/07/2026, apresentamos formalmente uma impugnação ao laudo de saída. Nela, deixamos registrado que providenciaríamos os reparos simples efetivamente relacionados ao nosso uso, incluindo questões de sifão, fechadura, tela mosquiteira, ajustes específicos de pintura, limpeza geral e piscina. Impugnacao vistoria de saida imovel Urbanova.pdf

O que fizemos foi contestar itens que entendíamos indevidos ou que necessitavam de melhor apuração, especialmente problemas relacionados a infiltrações, vazamentos, umidade, estufamento de móveis e rodapés, defeitos preexistentes e cobranças que entendíamos desproporcionais.

O próprio imóvel, inclusive, já apresentava diversos problemas registrados na vistoria de entrada, portanto não poderia ser tratado como se tivesse sido recebido por nós em condições absolutamente perfeitas. Essa questão também foi formalmente levantada na impugnação. Impugnacao vistoria de saida imovel Urbanova.pdf

Também havia serviços que já tinham sido realizados por nós.

A higienização de sofá, por exemplo, já havia sido feita. A pintura do imóvel também havia sido contratada e paga por nós. Caso algum ponto da pintura não estivesse satisfatório, nossa intenção era simplesmente acionar o profissional responsável para retornar e corrigir o serviço.

Isso não é uma alegação feita agora. Nossa impugnação já deixava expressamente registrado que providenciaríamos os ajustes nos pontos de pintura que tivessem sido inadequadamente executados pelo profissional contratado por nós, sem que isso significasse concordância com uma nova pintura integral do imóvel. Impugnacao vistoria de saida imovel Urbanova.pdf

Da mesma maneira, quanto a sofás, poltronas, cadeiras e cortinas, nunca nos recusamos a solucionar problemas efetivamente decorrentes do uso. O que contestamos foi a possibilidade de substituição integral de bens quando existiam alternativas como higienização, costura, restauração ou reparo. Impugnacao vistoria de saida imovel Urbanova.pdf

Posteriormente, começaram a surgir orçamentos extremamente elevados, culminando em uma cobrança de aproximadamente R$ 27 mil.

Novamente, nossa reação não foi dizer: não vamos fazer nada.

Nossa reação foi pedir acesso ao imóvel para que pudéssemos executar aquilo que efetivamente fosse necessário, inclusive porque alguns serviços já haviam sido pagos por nós e poderiam ser corrigidos pelos próprios profissionais contratados.

Para nossa surpresa, fomos informados de que o proprietário estava irredutível e não permitiria que as chaves fossem disponibilizadas novamente para realizarmos os reparos.

Posteriormente, tomamos conhecimento de que o próprio proprietário tomou a iniciativa de realizar os serviços por conta própria e agora pretende simplesmente nos transferir os custos daquilo que decidiu contratar.

É justamente aqui que não conseguimos compreender a condução dada ao caso.

Antes disso acontecer, já havíamos solicitado formalmente prazo razoável para realizar os reparos que reconhecíamos como nossa responsabilidade. Impugnacao vistoria de saida imovel Urbanova.pdf

Também havíamos solicitado que nenhuma cobrança fosse realizada antes da conclusão da análise das divergências e da concessão de oportunidade para reparo. Impugnacao vistoria de saida imovel Urbanova.pdf

Então perguntamos:

Como podemos ser impedidos de acessar o imóvel para realizar os reparos e, posteriormente, sermos obrigados a pagar aproximadamente R$ 27 mil por serviços que o proprietário decidiu contratar e executar unilateralmente?

Queremos deixar algo absolutamente claro:

Não estamos dizendo que não temos responsabilidade sobre nada.

Nunca foi essa nossa postura.

Estamos dispostos a assumir e pagar aquilo que for efetivamente de nossa responsabilidade.

O que não consideramos razoável é contestarmos determinados itens e valores, solicitarmos oportunidade para corrigir aquilo que nos competia, sermos impedidos de fazê-lo e, depois, recebermos uma conta referente a serviços realizados por decisão unilateral do proprietário.

E é exatamente por isso que esperamos uma atuação do Grupo Kaza.

Somos clientes da imobiliária há anos. Sempre confiamos no trabalho da empresa e sempre cumprimos nossas obrigações.

Também somos clientes do Grupo Kaza e esperávamos, diante de uma divergência entre proprietário e locatário, uma intermediação equilibrada que preservasse os direitos e deveres de ambos os lados.

Não buscamos qualquer privilégio em razão do nosso histórico com a empresa. Buscamos apenas o mesmo equilíbrio, transparência e boa-fé que sempre pautaram nossa relação com o Grupo Kaza.

Não queremos transformar esta reclamação em uma disputa pública de documentos ou em uma discussão jurídica. Nosso objetivo neste momento é encontrar uma solução administrativa, proporcional e amigável.

Todos esses acontecimentos fizeram parte do processo de encerramento da locação e foram objeto de tratativas entre as partes. Caso uma solução amigável não seja possível, naturalmente cada parte poderá apresentar, no momento e na via adequados, os elementos que entender pertinentes.

O que queremos é muito simples:

pagar aquilo que efetivamente for nossa responsabilidade, em valores justos e devidamente individualizados, sem sermos obrigados a assumir integralmente despesas decorrentes de serviços que não tivemos oportunidade de executar ou corrigir por nossos próprios meios.

Esperamos que o Grupo Kaza reveja a condução deste encerramento contratual, analise com equilíbrio as contestações apresentadas e intervenha para que possamos chegar a uma solução justa para ambas as partes.

Depois de tantos anos como clientes, é isso que esperamos da empresa: equilíbrio na intermediação e uma oportunidade real de resolver a situação de maneira amigável.

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