Negação de garantia para peça solta no primeiro dia de uso do Omoda 5

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Matupá - MT

13/08/2026 às 14:43

ID: 256287233

OMODA NEGA GARANTIA DE PEÇA QUE SE SOLTOU COM MENOS DE 24 HORAS DE USO INSATISFAÇÃO COM O PÓS-VENDA

Adquiri um OMODA 5 HEV Luxury zero quilômetro, retirado da concessionária do Grupo Líder, em Curitiba/PR, no dia 22/07/2026, por volta das 15h. O veículo é chassi *****.

Ainda no mesmo dia, durante a primeira viagem com o veículo, no trajeto entre Curitiba e Maringá/PR, já no período noturno, estava chovendo e passei normalmente por uma pequena quantidade de água acumulada na pista. Não houve colisão, batida, impacto em buraco, obstáculo, enchente, alagamento ou qualquer outra situação anormal.

Mesmo assim, a proteção plástica localizada na parte inferior do veículo se soltou apenas com a força da água, rompendo os pontos de fixação e passando a arrastar no asfalto. Portanto, o problema ocorreu com menos de 24 horas de uso do veículo.

No dia 23/07/2026, levei o carro à concessionária Omoda de Maringá/PR. Como eu estava em viagem, foi feita uma adaptação provisória na proteção para que eu pudesse continuar o trajeto com segurança. Desde aquele momento deixei claro que não havia ocorrido qualquer colisão ou uso inadequado: a peça simplesmente se desprendeu após o contato normal com a água da chuva.

Também entrei em contato com a concessionária do Grupo Líder, em Curitiba, onde comprei o veículo, solicitando auxílio. Desde a negociação era de conhecimento deles que resido em Matupá/MT, no norte de Mato Grosso, e que a concessionária autorizada mais próxima da minha residência fica em Cuiabá/MT, a aproximadamente 700 km de distância. Mesmo diante de um problema ocorrido praticamente na saída da concessionária, senti pouca disposição do vendedor/concessionária em prestar um pós-venda compatível com a situação.

Para cumprir o procedimento solicitado pela marca, posteriormente percorri essa distância e levei o veículo à Omoda Jaecco Canoppus em Cuiabá-MT, onde ele deu entrada em 29/07/2026, com apenas 2.196 km. A própria ordem de atendimento registra expressamente a reclamação de que o protetor da parte de baixo do veículo se soltou e identifica a peça como protetor do chassi traseiro, código 609006008AA, com valor informado de R$ 1.161,81, além do serviço.
A concessionária encaminhou o caso para análise da garantia. Para minha surpresa, posteriormente recebi a informação de que a montadora reprovou a garantia, sob a justificativa de que o defeito teria sido causado por agente externo.

Não concordo com essa conclusão.

É evidente que água da chuva é um agente externo, mas um veículo destinado ao uso normal em vias públicas precisa ser projetado para trafegar na chuva e passar por pequenas poças de água sem que partes de sua proteção inferior sejam arrancadas. Não estamos falando de enchente, alagamento, colisão ou impacto contra qualquer objeto. Foi apenas a força normal da água levantada durante o deslocamento do veículo em uma estrada molhada.

Se uma pequena quantidade de água foi suficiente para romper os pontos de fixação e desprender completamente essa proteção, isso, a meu ver, demonstra justamente fragilidade da peça, de seus pontos de fixação ou de sua montagem, e não mau uso do veículo.

Não considero razoável simplesmente classificar a água da chuva como agente externo e, com isso, transferir ao consumidor o custo de uma peça que se desprendeu no primeiro dia de utilização de um automóvel zero quilômetro.

A fotografia da peça demonstra que se trata de uma grande proteção plástica instalada na parte inferior do veículo. Uma peça com essa função naturalmente deve suportar água, sujeira e projeções normais decorrentes da circulação do automóvel. Se o componente não suporta uma condição tão comum quanto trafegar sob chuva, existe algo que precisa ser revisto pela fabricante.

Minha insatisfação é ainda maior porque escolhi adquirir um veículo de uma marca nova no mercado brasileiro acreditando na qualidade do produto e no suporte da fabricante. A Omoda ainda possui uma rede de assistência em expansão no país, e justamente por isso acredito que deveria haver um cuidado ainda maior com o pós-venda, principalmente quando o cliente reside a 700 km da concessionária autorizada mais próxima.

Não basta vender o veículo. A confiança na marca também é construída pela forma como ela atende o cliente quando surge um problema, especialmente quando esse problema aparece com menos de 24 horas de uso.

Percorri aproximadamente 700 km até Cuiabá justamente para permitir que a concessionária realizasse a análise e encaminhasse o pedido de garantia. Depois de todo esse transtorno, receber simplesmente a resposta de que a garantia foi negada porque houve agente externo, sem considerar as circunstâncias reais em que ocorreu o problema, é extremamente frustrante e prejudica minha percepção sobre a qualidade, confiabilidade e pós-venda da Omoda.

Por isso, solicito à OMODA JAECOO Brasil que reavalie a negativa de garantia, considerando que:

- o problema aconteceu no mesmo dia da retirada do veículo, com menos de 24 horas de uso;
- não houve colisão, impacto, alagamento, enchente ou uso inadequado;
- o desprendimento ocorreu apenas durante condução normal sob chuva;
- uma proteção instalada na parte inferior do veículo deve naturalmente suportar esse tipo de condição de uso;
- a própria concessionária de Cuiabá registrou que o protetor da parte inferior do veículo havia se soltado;
- e realizei um deslocamento de aproximadamente 700 km para apresentar o veículo à rede autorizada e permitir a análise da garantia.

Quero apenas que a fabricante assuma a substituição da peça em garantia e trate o caso com a atenção que se espera de uma empresa que está buscando consolidar sua marca e conquistar a confiança do consumidor brasileiro.

Espero que a Omoda reveja sua posição e apresente uma solução adequada, pois considero injusto que o consumidor tenha que arcar com o custo de uma peça que se desprendeu em uma situação absolutamente normal de uso, ainda no primeiro dia de utilização do veículo.

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