Compra de cadeiras de praia e guarda-sol com divergência no parcelamento e falta de retorno da empresa

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Florianópolis - SC

11/09/2025 às 19:16

ID: 226704601

Realizei uma compra virtual de cadeiras de praia e guarda-sol no valor de R$ 92.849,36.,

Na primeira tentativa de realização da compra, não concluída por ausência de limite no cartão e diante do desejo de parcelar, a empresa entrou em contato diversas vezes com o objetivo de finalizar o negócio inclusive comentei a possibilidade de dividir a compra em duas vezes ou seja realizar uma compra pelo 50% do pedido e no mês de novembro fazer outro para completar a quantidade necessária.

Todas as tratativas sempre se basearam na possibilidade de parcelamento.,

Em uma dessas ligações, diante da insistência da empresa em fechar a venda, a vendedora Letícia me ofereceu a opção de pagamento por boleto.

Essa opção foi aceita justamente porque, durante toda a negociação, ficou claro e foi exposto de forma repetida que o parcelamento era condição essencial para a realização da compra.

Após isso, foram enviado e-mail e uma ligação confirmando a compra, que aceitei de imediato, já que as dúvidas relevantes haviam sido tratadas por telefone, especialmente a vontade de parcelamento e a oferta do boleto.

Contudo, percebi depois que o e-mail não estavam alinhadas com o que foi tratado nas negociações.

Confiando na boa-fé da empresa, não notei a divergência no momento e isso acabou resultando na emissão de um boleto à vista.

Jamais teria aceitado a compra nessas condições, pois desde o início sempre deixei claro que não havia viabilidade de pagamento à vista. A própria insistência da empresa em retornar as ligações tinha como objetivo justamente viabilizar o fechamento da compra por meio de condições mais viáveis para mim, diante da ausência de limite no cartão e necessidade do parcelamento (ESSENCIAL PARA O FECHAMENTO DO NEGÓCIO).

Como cliente estrangeiro, já habituado a realizar compras parceladas por boleto em outras empresas no Brasil, confiei que a modalidade oferecida atenderia à necessidade de parcelamento que havia sido exaustivamente informada. Era de se esperar, portanto, que a vendedora tivesse o cuidado de observar essa condição essencial e garantir que a proposta refletisse de fato a vontade manifestada.

A ausência desse cuidado acabou resultando em um contrato inviável na forma emitida, justamente porque não havia possibilidade de quitação à vista. Visto que a vendedora na ligação não informou em nenhum momento de forma explícita que a oferta no boleto não abrangeria o parcelamento, condição ESSENCIAL para o fechamento do negócio e quitação do acordado.

Nesse sentido, vale ressaltar que o Código de Defesa do Consumidor impõe o dever de fornecer informações claras, agir com boa-fé e assegurar equilíbrio contratual, de modo a resguardar a real vontade do cliente e a viabilidade do negócio.

No presente caso, a falta de cuidado em observar a condição essencial de parcelamento caracterizou vício de vontade, já que o aceite não refletiu a intenção manifestada. Por isso, requer-se a adequação imediata da forma de pagamento para a modalidade parcelada e um retorno expresso da empresa sobre esta solicitação.

Ressalto ainda já se passaram mais de quinze dias desde a solicitação de retorno sobre o caso e, até o momento, não obtive absolutamente nenhum retorno, o que me deixa bastante angustiado.

Também foi solicitada a disponibilização das gravações telefônicas realizadas durante a negociação, que permanecem sem resposta, embora tenham afirmado que as ligações foram gravadas e que seriam repassadas.

Sem retorno, sem previsão de retorno, e sem suporte no pós atendimento diante das insurgências.

Diante desse contexto, renovo meu pedido [agora formalizado] para que o pagamento seja adequado à modalidade parcelada, em condições que viabilizem a continuidade do contrato, restabelecendo a confiança e a boa-fé que devem nortear as relações de consumo.

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Resposta da empresa

17/09/2025 às 10:32

Prezado, Ignacio Orri

Agradecemos o seu relato e reforçamos que todas as tratativas foram conduzidas com
transparência e dentro da boa-fé, sempre com o objetivo de encontrar uma solução viável
e justa para ambas as partes.

Esclarecemos que, durante todo o processo de negociação, você esteve ciente da forma de
pagamento apresentada e concordou com as condições no momento da contratação.
Entretanto, após alguns dias, entrou em contato contestando os termos previamente aceitos.
Mesmo com todas as tentativas da empresa em auxiliá-lo em buscar alternativas que
viabilizassem uma solução amigável, não houve concordância de sua parte, o que inviabilizou,
até o presente momento, a formalização e finalização desta tratativa comercial.

Ressaltamos que seguimos observando rigorosamente os direitos e deveres previstos nas
relações de consumo, estando o caso já em tratativa dentro dos parâmetros legais aplicáveis.

Continuamos à disposição em nossos canais oficiais para quaisquer esclarecimentos adicionais.

Atenciosamente, Sirlei Chaves - MediAção

Grupo Oplin - Sungap