Publicidade divergente do atendimento e pressão para contratação de consórcio

Não respondida
Campinas - SP
09/08/2026 às 10:29
ID: 255986183
Entrei em contato com a OuroPay após visualizar um anúncio nas redes sociais de uma casa anunciada como parte de um Feirão de Casas Prontas em Campinas e Região, com Entrada de R$ 12 mil e Parcelas de R$ 799. O contato foi iniciado diretamente a partir do anúncio.
Desde o primeiro contato, deixei claro ao consultor Iuri Camargo que meu interesse era adquirir um imóvel por financiamento. Tenho as conversas e áudios registrados no WhatsApp.
Perguntei especificamente se seria possível realizar uma simulação pela Caixa Econômica Federal, pois meu esposo possui FGTS e pretendíamos verificar a possibilidade de utilizá-lo. O consultor afirmou que trabalhava com financiamento e, quando perguntei se seria possível analisar não apenas a Caixa, mas também outros bancos, respondeu expressamente que trabalhava com Caixa, Bradesco, Itaú e outros bancos, convidando-nos a comparecer presencialmente para realizar a análise.
Comparecemos à empresa justamente com essa expectativa.
No atendimento presencial, porém, a situação foi completamente diferente. Fomos informados de que eles não trabalham com Caixa/Minha Casa Minha Vida e que não conseguiriam realizar a simulação pela Caixa. Também não nos foram apresentadas de forma transparente as instituições financeiras efetivamente consultadas na análise do nosso perfil.
Após uma simulação de financiamento apresentada de forma bastante desfavorável, o atendimento passou a ser direcionado para a contratação de um consórcio, apresentado como muito mais vantajoso do que o financiamento.
Durante a apresentação, fomos informados de que, por meio da assessoria da empresa e da estratégia de lances, poderíamos ser contemplados em até quatro meses.
Questionamos expressamente se isso era garantido. Disseram que não poderiam garantir. Perguntamos então o que aconteceria caso não fôssemos contemplados nesse período e, contraditoriamente, voltaram a afirmar que praticamente não haveria possibilidade de não sermos contemplados rapidamente, pois a assessoria faria a estratégia para conseguir a contemplação.
Essa contradição nos deixou bastante inseguros, especialmente porque a contemplação é justamente um dos pontos mais importantes de um consórcio.
Após nossos dados serem analisados no sistema, um coordenador foi chamado para participar do atendimento. A partir daí, sentimos uma intensificação da pressão comercial para contratar o consórcio.
Quando explicamos que nos sentíamos mais seguros com um financiamento tradicional e que não tínhamos interesse em assumir um consórcio, o coordenador riu da nossa preferência e nos chamou de imediatistas, em tom de deboche.
O comportamento dele foi, em nossa percepção, arrogante, grosseiro e excessivamente agressivo diante de perguntas legítimas sobre um compromisso financeiro de longo prazo.
Não esperávamos que a empresa concordasse com nossa escolha pelo financiamento, mas esperávamos respeito, transparência e informações claras para tomar nossa própria decisão.
O que mais nos causa estranheza é a diferença entre a publicidade, o primeiro atendimento e o atendimento presencial.
Fomos atraídos por uma publicidade de casa pronta com entrada de R$ 12 mil e parcelas de R$ 799. Procuramos a empresa informando claramente que queríamos financiamento. O próprio consultor confirmou por WhatsApp que poderia ajudar com financiamento e mencionou expressamente Caixa, Bradesco, Itaú e outros bancos.
Comparecemos acreditando que teríamos acesso a essa análise. Presencialmente, porém, Caixa/MCMV deixou de ser uma opção e o foco passou a ser a venda de um consórcio, acompanhada de forte pressão comercial e de afirmações contraditórias sobre contemplação em até quatro meses.
Possuímos prints do anúncio, conversas de WhatsApp e áudios do próprio consultor, inclusive o áudio em que ele menciona Caixa, Bradesco, Itaú e outros bancos.
Solicitamos esclarecimentos formais:
Por que o consultor informou que trabalhava com Caixa, Bradesco, Itaú e outros bancos e, presencialmente, fomos informados de que não trabalham com Caixa?
Quais instituições financeiras foram efetivamente consultadas na análise do nosso perfil?
O anúncio de entrada de R$ 12 mil e parcelas de R$ 799 refere-se a financiamento ou consórcio? Quais são todas as condições para essa oferta?
Qual é a base objetiva para a afirmação de contemplação em até quatro meses?
Se não podem garantir a contemplação, por que afirmaram que praticamente não haveria possibilidade de não sermos contemplados rapidamente?
Qual é a administradora do consórcio, o grupo e o histórico de contemplações/lances utilizado para sustentar essa previsão?
Quais são todos os custos do consórcio, incluindo taxa de administração, fundo de reserva, seguros e demais encargos?
Caso não haja contemplação nos primeiros quatro meses, qual será concretamente a situação do consumidor?
Não estamos questionando a legitimidade do consórcio como modalidade financeira. Questionamos a falta de transparência entre a publicidade, as informações fornecidas antes da visita e o atendimento realizado, além da pressão para contratação de produto diferente daquele que motivou nosso contato.
Esperamos uma resposta objetiva, transparente e documentada.