Fiori aceita realizar o reparo porém se nega a dar garantia sobre o próprio serviço

Em réplica
Ubatuba - SP
13/08/2026 às 15:54
ID: 254979059
Comprei um Fiat Pulse Drive 1.3 CVT 2026, zero km, em 05/06/2026, e recebi o veículo em 15/06/2026. Logo após a entrega, identifiquei diversos problemas, entre eles desalinhamento da tampa do porta-malas, alerta no painel indicando porta-malas aberto, falhas no sistema de alarme e travamento das portas, além de riscos na região dos comandos do ar-condicionado e na porta dianteira direita.
Levei o veículo à concessionária Fiori para avaliação e reparos. Apesar de eu ter deixado expressamente claro ao gerente e à concessionária que não autorizava reparo com pintura parcial na porta, a Fiori realizou, ainda assim, uma pintura parcial na porta dianteira direita, contrariando minha orientação expressa.
Também foi realizado um alinhamento da tampa do porta-malas. Posteriormente, a própria Fiori reconheceu, por escrito, que o serviço não havia alcançado o resultado esperado, declarando: A Fiori efetuou o alinhamento da tampa do porta-malas, entretanto o resultado obtido não alcançou o padrão esperado.
Após diversas tentativas de solucionar o problema de forma amigável e extrajudicial, a Fiori apresentou uma contraproposta, informando que estaria disposta a substituir a porta dianteira direita por uma peça original e realizar um novo alinhamento da tampa do porta-malas, dentro do que a concessionária considera como o melhor ajuste possível.
Diante dessa proposta, questionei expressamente qual seria a garantia oferecida para os serviços que seriam realizados. Fui informada de que seriam aplicadas apenas as garantias contratuais já existentes para o veículo, sendo mencionados os prazos de 3 anos para pintura e 5 anos para corrosão/ferrugem. Não foi apresentada uma garantia específica para o serviço de alinhamento da tampa do porta-malas, apesar de a própria concessionária já ter reconhecido que o primeiro alinhamento realizado por ela não alcançou o padrão esperado.
Ou seja, trata-se de um veículo zero km, no qual a concessionária pretende substituir uma porta e realizar novamente o alinhamento da tampa do porta-malas, mas, ao mesmo tempo, não oferece uma garantia específica sobre a qualidade e a eficácia dos próprios serviços que irá executar.
Como consumidora, diante de todo o desgaste físico, emocional e financeiro enfrentado ao longo de quase dois meses tentando resolver problemas apresentados praticamente desde a entrega do veículo, eu ainda estava disposta a considerar a substituição da porta por uma peça original como uma possível solução. Entretanto, considero inadmissível aceitar a realização de novos serviços sem qualquer garantia clara de que os problemas serão efetivamente solucionados, especialmente após a própria concessionária reconhecer que o reparo anterior não atingiu o padrão esperado.
Diante da ausência de acordo, fui surpreendida, em 27/07/2026, com a migração da minha reclamação registrada no Reclame Aqui, que havia sido inicialmente direcionada à Fiori Fiat, para o Grupo Parvi.
Não solicitei essa migração e, por isso, não compreendo a razão da alteração da empresa reclamada, uma vez que os fatos que deram origem a esta reclamação ocorreram diretamente com a Fiori Fiat.
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Resposta da empresa
13/08/2026 às 15:57
Prezada Sra. Selma,
Em atenção à sua manifestação, informamos que o caso foi novamente analisado internamente com a devida atenção, buscando uma alternativa que possibilitasse uma solução adequada para a situação relatada.
Após essa análise, a concessionária apresentou diretamente à Sra. e ao seu advogado uma proposta de composição, contemplando medidas que entendemos pertinentes para a resolução do caso. No entanto, até o presente momento, a proposta apresentada não foi aceita.
Reforçamos que todas as tratativas vêm sendo conduzidas de forma transparente e respeitosa, mantendo-se os canais de atendimento disponíveis para a continuidade do diálogo, dentro das condições já apresentadas diretamente à Sra. e ao seu representante.
Seguimos comprometidos com a adequada condução do caso e com a busca de uma solução consensual.
Atenciosamente,
Central de Relacionamento Grupo Parvi
Réplica do consumidor
13/08/2026 às 19:45
Prezados,
Esta manifestação tem como objetivo esclarecer publicamente os fatos e registrar a minha versão da situação, especialmente para que outros consumidores que eventualmente consultem este histórico possam compreender o que ocorreu e as razões pelas quais as propostas apresentadas não foram aceitas.
A ação judicial já foi ajuizada, portanto esta resposta não tem como finalidade discutir ou antecipar questões que serão apreciadas no processo, mas tão somente evitar que fique registrada a impressão de que houve uma simples recusa da minha parte em permitir a reparação do veículo.
Não houve recusa INJUSTIFICADA de solução por minha parte.
A proposta apresentada pela concessionária foi analisada e não foi aceita porque não me oferecia a segurança necessária quanto aos serviços que seriam realizados.
Naquele momento:
- mesmo após esgotar o prazo de 30 dias para sanar os vícios,
- mesmo sabendo que meu carro ficou 11 dias na concessionária sem nenhuma intervenção,
- mesmo sabendo que houve um retoque de pintura na porta do carro a minha revelia expressa e documentada,
- mesmo recebendo do setor de qualidade a informação de que o alinhamento do porta malas seria feito melhor alinhamento possível,
- mesmo sabendo que após as intervenções meu bem perderia as características de fábrica que um carro zero deve ter.
Eu ainda estava disposta a aceitar a solução que seria, substituição da porta dianteira direita por uma peça original e a correção do desalinhamento do porta-malas.
O que impediu a aceitação da proposta foi a ausência de uma garantia clara e específica sobre os serviços que seriam realizados.
Essa preocupação não era infundada, dado ao histórico relatado. O veículo já havia permanecido anteriormente na concessionária para reparos e, mesmo após a intervenção realizada, o problema do alinhamento do porta-malas permanecia.
Portanto, naquele momento, não recusei a reparação nem estava exigindo a substituição do veículo. Eu estava buscando uma solução consensual e aceitava a realização dos serviços propostos, desde que houvesse segurança quanto ao resultado e uma garantia adequada sobre os procedimentos que seriam realizados, isso seria o mínimo diante de uma confiança que já estava abalada.
Dessa forma, a minha não aceitação daquela proposta não pode ser interpretada como uma recusa injustificada à reparação. Eu estava disposta a permitir os reparos, mas não a aceitar uma nova intervenção sem garantia adequada.
Solicito, que futuras manifestações da empresa reflitam corretamente os fatos: não recusei solução; naquele momento, não aceitei a proposta porque ela não me oferecia garantia adequada sobre os serviços que seriam realizados.
Neste momento, aguardo a tramitação do processo judicial.
Atenciosamente,
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