Reclamação em réplica

Em réplica

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Porto Alegre - RS

06/05/2026 às 13:19

ID: 247881085

Comprei um Jeep Commander na concessionária SAVAR em Porto Alegre e retirei o veículo em *****. Dez dias depois, com apenas 912 km rodados, em *****, o carro apresentou uma pane elétrica grave: painel piscando, câmbio não reconhecido pela central com mensagem de manutenção necessária, acelerador sem resposta e o motor permaneceu ligado sem conseguir desligar.

Eu estava na estrada com minha esposa e o veículo carregado de malas. Acionei o Privilege Service às 12h32, serviço este vendido e recomendado pela própria SAVAR na entrega. A atendente garantiu que em até 75 minutos um guincho e um táxi estariam no local.

O que aconteceu foi abandono total. Após 75 minutos nada aconteceu. Em nova ligação me disseram que o guincho estava a caminho. Esperamos. Nada. No meio da tarde a informação foi que não havia guincho disponível e estavam buscando um fornecedor em outro estado. Expliquei que isso era inviável, já que o carro estava com o motor ligado e representava risco de segurança. Ainda assim, uma nova atendente prometeu enviar um mecânico para apagar o motor. Também não apareceu.

Foram 9 ligações e inúmeras mensagens ao longo da tarde de domingo com a assistência *****. Só após a intervenção de uma supervisora, a Mariana, que finalmente conseguiram acionar um guincho. O socorro chegou às 17h - 5 horas e meia depois do primeiro chamado - junto com um táxi. O guincheiro precisou abrir a carenagem do motor e tampar a entrada de ar para desligar o veículo manualmente e só então foi possível rebocar.

No dia seguinte (*****) cedo entrei em contato com a SAVAR para saber quando o carro chegaria. Não tive retorno. Ao meio-dia liguei para o gerente e fui informado que o veículo nem sequer havia chegado na concessionária. Descobri por conta própria, ligando para o guincheiro, que a assistência tinha enviado o carro para a concessionária IESA, e não para a SAVAR como combinado.

Ao questionar a Privilege Service recebi um pedido de desculpas vazio e a negativa de transferir o veículo para a SAVAR, alegando padrão de procedimento. A SAVAR disse que eu deveria falar com a IESA para liberar o carro. A IESA disse que era com a assistência. Um clássico jogo de empurra entre as partes, enquanto eu ficava sem resposta e sem veículo.

Precisava viajar a trabalho de Porto Alegre para Florianópolis e solicitei um carro reserva. Me prometeram prioridade. Às 17h dsdonproprio dia ***** fui informado que o sistema estava travado porque a IESA ainda não tinha lançado o diagnóstico. Liguei para a IESA, não fui atendido. Deixei mensagem e só hoje (*****) pela manhã o consultor respondeu dizendo que havia repassado para a área responsável.

Sem prazo e sem solução, tive que alugar um veículo na Localiza por conta própria para conseguir cumprir meu compromisso profissional.

Para minha surpresa, às 15h45 de hoje (*****) - quando eu já estava na estrada - recebi uma ligação da assistência informando que estavam liberando um carro reserva e precisavam que alguém estivesse em casa para receber. Reforcei no dia anterior que precisava do veículo na noite de segunda ou no máximo na manhã de terça para o deslocamento. Simplesmente ignoraram.

Estou insatisfeito, profundamente desapontado e abalado psicologicamente. A insegurança de ter que pegar novamente o mesmo veículo com minha família é real. Repito: uma pane dessa magnitude com apenas 912 km, em um carro zero km que deveria transmitir confiança e segurança.

Exijo uma reparação formal pelo dano moral causado. A situação poderia ter sido muito pior se a pane ocorresse em uma rodovia, em velocidade alta, e não dentro do perímetro urbano. O risco à nossa integridade física foi concreto e o abalo emocional é inegável.

O que mais agrava é a completa ausência de suporte. Não recebi um único contato da Direção da SAVAR ou da Stellantis oferecendo apoio, ajuda ou sequer solidariedade. Isso é ainda mais inaceitável considerando que este já é o terceiro veículo zero km que compro na mesma concessionária.

Confiei na marca e na concessionária. Hoje me sinto desamparado e desrespeitado como cliente.

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Resposta da empresa

12/05/2026 às 16:33

Prezado Sandro Barreto Kochenborger,
Lamentamos pelos transtornos relatados e entendemos o impacto da situação.
Conforme verificado, nosso time prestou atendimento no momento do ocorrido, orientando o acionamento da assistência. Ressaltamos que o prazo do guincho e o direcionamento do veículo são de responsabilidade da assistência, não sendo geridos pela concessionária.
Na sequência, nos colocamos à disposição para realizar a remoção do veículo para nossa unidade sem custos, porém não houve aderência à alternativa proposta. Atualmente, o caso segue em tratativa pelas áreas responsáveis, inclusive na esfera jurídica.
Seguimos à disposição dentro dos limites de nossa atuação.

Atenciosamente,
Grupo Savar

Réplica do consumidor

27/05/2026 às 17:54

Prezados,
Minha insatisfação como consumidor não foi atendida com a resposta enviada.
Pelo contrário, reforça o sentimento de abandono que relatei.

1. Sobre a responsabilidade:
Entendo que o guincho seja acionado pela assistência. Mas a SAVAR me vendeu o veículo e o Privilege Service como diferencial. Quando um cliente fica 5h30 na estrada com o motor sem desligar, com a família e malas, o mínimo esperado é que a concessionária atue ativamente, não apenas "oriente o acionamento".
Pós-venda é cuidar, não terceirizar o problema.

2. Sobre o diagnóstico:
O veículo foi analisado na Concessionária IESA de Porto Alegre. O próprio consultor que atendeu a ocorrência informou depois que o problema foi um "chicote" mal instalado na montagem que se soltou.
Ou seja: falha grave de fábrica num carro zero km com 912 km rodados.
Isso é inadmissível e coloca em risco a segurança da minha família.

3. Sobre a remoção do veículo:
A proposta de remoção "sem custos" foi mais um jogo de empurra.. pois a SAVAR disse que eu deveria solicitar a Assistência, esta me falou que o que foi feito (mesmo que o combinado pela ligação gravada tenha sido outra) era o "procedimento padrão" , a IESA só poderia liberar se a Assistência autorizasse.... e eu no meio de toda essa situação..
quanto ao carro reserva, só veio a autorização quando eu já estava na estrada para Florianópolis a trabalho, tendo que alugar um carro na Localiza por conta própria por falta de solução.
Naquele momento, a urgência era eu ter um carro reserva para trabalhar, não discutir pra qual concessionária o guincho deveria ter ido.
A SAVAR e a Assistência sabiam que eu precisava viajar e nada fizeram para agilizar (está gravado estas conversas).

4. Minha real indignação:
Primeiro:
A total falta de solidariedade. Passei por uma situação de estresse extremo, risco de segurança, e não recebi UMA LIGAÇÃO da gerência de pós-venda ou da diretoria da SAVAR perguntando se estávamos bem. Sou cliente de 3 carros zero km na casa.
Segundo:
A falta de proatividade para resolver meu problema de mobilidade. Vocês tinham ciência que eu precisava do carro reserva na noite de segunda ou manhã de terça. Me ofereceram quando eu já estava na estrada.
Terceiro:
O jogo de empurra. SAVAR, Stellantis, IESA, Privilege Service.
Ninguém assume, o cliente paga a conta.
Continuo aguardando uma reparação formal pelo dano moral e material.
Não se trata apenas do conserto do carro.
Trata-se da quebra de confiança, do risco que corremos e do descaso no momento em que eu mais precisei de suporte.
E ainda, conforme Art. 18 do CDC, o fornecedor responde pelos vícios do produto.

Aguardo posicionamento da diretoria.

Sandro Barreto Kochenborger