Atraso na entrega e defeitos na prestação de serviço de reparação veicular

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Brasília - DF

11/08/2026 às 21:27

ID: 256226893

Eu, (Editado pelo Reclame Aqui), inscrito no CPF sob o número (Editado pelo Reclame Aqui) e portador do RG (Editado pelo Reclame Aqui), venho relatar os fatos a seguir, relativos à prestação de serviço de reparação do meu veículo. O carro é um Fiat Punto HLX 1.8, cor preta, ano 2008, placa *****, chassi *****, Renavam *****. O veículo é registrado em nome da minha namorada, (Editado pelo Reclame Aqui), que possui outros veículos e mantém este sob a minha posse e uso. Eu sou o associado responsável pela proteção veicular do carro e o seu condutor habitual, e sou eu quem paga a mensalidade.

Em 21 de março de 2026, o veículo sofreu uma colisão na traseira, em Ceilândia, provocada por terceiro. Esse acidente já está documentado no Boletim de Ocorrência número *****, da 15a Delegacia de Polícia, e no Laudo de Perícia Criminal número *****, que concluiu que a causa foi a reação tardia do condutor do outro veículo. Eu não tive culpa pelo acidente.

Em 23 de março de 2026, abri o sinistro junto à associação de proteção veicular Grupo Support Proteção Automotiva, CNPJ *****, com sede na SIBS Quadra 02, Conjunto B, Lotes 13 e 14, Núcleo Bandeirante, Brasília. O sinistro recebeu o protocolo número *****, no plano Support Ouro, com participação, a chamada franquia, no valor de R$ 1.949,78. A associação condicionou o andamento do processo à entrega do laudo pericial, e o carro ficou parado, sem reparo e sem carro reserva, aguardando esse documento.

Em 11 de maio de 2026, assim que o laudo ficou pronto, eu o entreguei à associação. Em 12 de maio de 2026, recebi o parecer favorável à cobertura e escolhi, entre as oficinas credenciadas oferecidas pela associação, a oficina Pit Stop, também identificada como Pit Stop Linhas Gerais, CNPJ *****, situada na Área de Desenvolvimento Econômico, Conjunto 09, Lotes 19 e 20, Águas Claras, Distrito Federal, telefone *****. Fui atendido, na oficina, por uma pessoa chamada (Editado pelo Reclame Aqui), e, na associação, pelo consultor técnico (Editado pelo Reclame Aqui).

Em 18 de maio de 2026, retirei o carro reserva, por meio da locadora Movida, com direito a apenas 15 dias, encerrando em 02 de junho de 2026. Nesse mesmo dia 18 de maio, a franquia foi paga, no valor de R$ 1.950,00, por transferência via Pix feita pela Samara diretamente para a Pit Stop. Registro que o pagamento da franquia foi exigido de forma antecipada pela oficina, no momento em que eu ainda ia deixar o carro, embora a regra e o próprio consultor da associação tenham me informado que a franquia só deveria ser paga na entrega do veículo já reparado.

Em 19 de maio de 2026, o veículo deu entrada na oficina Pit Stop. No sistema da própria associação, a previsão de entrega foi registrada para 10 de junho de 2026. Essa data não foi cumprida. A partir de então, durante os meses de junho e julho de 2026, a oficina e a associação passaram a alegar, de forma repetida, a falta de uma peça, a travessa do painel traseiro, afirmando que ela não existia no mercado. Eu mesmo localizei essa peça à venda em vários fornecedores, inclusive em Brasília, e repassei os contatos, mas eles continuaram alegando indisponibilidade. Cheguei a ser informado, como justificativa para o atraso, que o setor de peças estava afetado pelos jogos da Copa. A entrega foi novamente prometida para 20 de julho de 2026 e mais uma vez não foi cumprida.

Em 31 de julho de 2026, diante da retenção que já durava meses, retirei o veículo da oficina, ainda assim sem o serviço concluído e apresentando os seguintes problemas, que constatei no ato da retirada:

O tanque de combustível, que havia amassado na batida, não foi substituído. A oficina fez um remendo com solda grosseira e vedante. Considero que isso representa risco à segurança, pela possibilidade de vazamento de combustível.
A traseira do carro ficou desnivelada, com um lado visivelmente mais alto que o outro, e uma das rodas traseiras ficou recuada, quase encostando no para-choque, o que indica desalinhamento na estrutura.
A tampa traseira ficou desalinhada, ao ponto de o painel do carro acusar porta ou tampa aberta e disparar o alarme.
O limpador do para-brisa traseiro não foi instalado. O motor e o braço do limpador foram apenas jogados soltos dentro do porta-malas.
Faróis de milha que estavam colados foram retirados e não recolocados.
O porta-malas foi devolvido sujo e desorganizado, com a placa traseira solta e fios expostos.
O estepe foi retirado durante o período em que o carro esteve na oficina. No acerto de contas final, a oficina me concedeu um desconto de R$ 300,00 a título de compensação por esse item.

Além do reparo do sinistro, contratei diretamente com a oficina Pit Stop, e paguei do meu próprio bolso, alguns serviços particulares: pintura e lanternagem do teto, pintura e lanternagem do capô, pintura das rodas e a substituição do para-choque dianteiro. Por esses serviços particulares, paguei o total de R$ 2.584,00, por meio do Mercado Pago, valor que aparece na fatura em nome de GRUPOPHD, identificação da própria Pit Stop. O capô ficou inacabado, e por isso paguei apenas metade do combinado por esse item.

Quanto ao para-choque dianteiro, ele me foi orçado e vendido como peça nova, pelo valor negociado de R$ 1.000,00. Tenho fortes indícios, porém, de que a oficina reutilizou o meu próprio para-choque antigo, que estava avariado, em vez de instalar uma peça nova. Isso porque me pediram que eu comprasse à parte as grades do para-choque, o que não faria sentido em uma peça nova, que já viria completa; porque havia massa no local do encaixe que estava quebrado no meu para-choque; e porque reconheço detalhes do meu para-choque na peça que foi instalada. Solicitei à oficina a nota fiscal de compra e o certificado de garantia dessa peça, além da devolução da peça supostamente substituída, e nada disso me foi entregue.

Registro estes fatos porque paguei, com pontualidade e por anos, pela proteção veicular; porque meu veículo ficou retido por meses, muito além do prazo previsto; porque ele foi devolvido com vícios que comprometem a sua segurança, em especial o tanque de combustível remendado; e porque há indício de que fui cobrado por uma peça nova e recebi de volta a minha peça usada e avariada. Requeiro que os fatos sejam apurados.

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Resposta da empresa

17/08/2026 às 16:25

Olá, Sr. Guilherme William.

Esclarecemos que o processo foi aberto de fato em março/2026 e teve continuidade após a conclusão da documentação necessária, em maio/2026.
Durante os reparos, foram identificadas novas necessidades de peças e serviços, inclusive componentes com dificuldade de localização, o que impactou o prazo inicialmente previsto.

Posteriormente, diante das pendências identificadas na execução dos serviços pela oficina, o Grupo Support interveio e determinou a transferência do veículo para outra oficina credenciada, onde serão avaliados e corrigidos os itens relacionados ao sinistro e de responsabilidade do processo.

Quanto aos serviços adicionais mencionados na reclamação, estes foram contratados e pagos diretamente pelo próprio associado à oficina, não integrando responsabilidade ou o reparo autorizado pelo Grupo Support.

Reconhecemos que o período de reparação se estendeu além do previsto. Contudo, não houve abandono ou recusa de atendimento. O processo permanece ativo e sendo acompanhado pelo Grupo Support, que adotou as providências necessárias para revisão e conclusão dos reparos sob sua responsabilidade.

Atenciosamente,
Equipe Grupo Support