Reclamação sobre problemas persistentes e falta de comunicação na locação de imóvel administrado pela Guarida Imóveis

Não respondida
Porto Alegre - RS
10/06/2026 às 13:40
ID: 251025333
Aluguei um apartamento administrado pela Guarida Imóveis em Porto Alegre, edificio ***** na marriz e barros - petropolis. Após aproximadamente seis meses de locação, continuo enfrentando problemas que deveriam ter sido solucionados há muito tempo.
Por necessidade, aluguei o imóvel sem conseguir realizar visita presencial, pois os horários disponibilizados eram incompatíveis com minha jornada de trabalho. O apartamento me interessava por estar localizado na mesma quadra da minha residência anterior e por possuir áreas externas que atendiam às minhas necessidades.
Ao receber o imóvel, constatei que uma estrutura coberta que aparecia nas imagens de divulgação já não existia mais. Embora tenha optado por prosseguir com a locação, fui informada que seria possível solicitar telas de proteção nas áreas, o que trouxe tranquilidade quanto à segurança do imóvel.
Pouco tempo depois, iniciou-se um desgaste envolvendo a utilização da área externa vinculada à unidade. Fui orientada a retirar varal de chão, bacias e outros objetos de uso cotidiano, enquanto outra unidade com área semelhante mantinha vasos e objetos sem qualquer questionamento. Durante semanas fui cobrada a apresentar documentos que sequer estão sob posse do locatário para comprovar o direito de utilização da área. Após muita insistência, foi apresentado documento interno que não continha a alegada proibição, tratando apenas de descarte de lixo e conservação dos espaços.
Também enfrento problemas que permanecem sem solução desde o início da locação, como o interfone inoperante. Em determinado momento houve tentativa de atribuir ao locatário custos relacionados ao sistema, embora a origem do problema não estivesse localizada dentro da unidade.
Durante a mudança, fomos ainda responsabilizados por um defeito em um trinco de porta, sem qualquer comprovação. Meu marido realizou o reparo para evitar maiores discussões e, semanas depois, o mesmo problema voltou a ocorrer, demonstrando que não se tratava de dano causado por nós.
Outro transtorno ocorreu com a caixa de correio. Nunca recebemos a chave correspondente e, quando uma encomenda foi depositada no local, tivemos que contratar um chaveiro para acessar o compartimento. Felizmente o valor foi posteriormente reembolsado, porém a situação demonstra a falta de conferência dos itens entregues ao locatário. Até hoje também não recebemos a chave de uma portinhola localizada na área externa da cozinha, embora terceiros possuam acesso.
Além disso, começaram a surgir problemas estruturais no imóvel. O piso da área externa do quarto apresenta afundamento e rompimento das lajotas. Também surgiram sinais de infiltração na sala e na cozinha. Houve vistoria técnica, porém o orçamento inicialmente apresentado foi recusado e a responsabilidade acabou sendo transferida para a proprietária, apesar de existirem indícios de que a origem do problema possa envolver elementos estruturais do condomínio.
Por fim, a questão mais frustrante: solicitei há aproximadamente seis meses que fosse analisada a instalação de telas de proteção nas áreas externas por motivos de segurança. Recebi diversas informações desencontradas ao longo desse período e aguardei uma assembleia que supostamente trataria do tema. Posteriormente fui informada de que a reunião ocorreu e que o pedido foi rejeitado. Ao solicitar a ata, lista de presença, data da reunião e demais informações formais, não recebi documentação comprobatória, apenas a informação de que os moradores teriam sido comunicados por e-mail.
O que mais causa desgaste não é um problema isolado, mas a soma de situações envolvendo demora, falta de comunicação, informações contraditórias e ausência de soluções definitivas.
Destaco que não tenho interesse em rescindir o contrato. Gosto do imóvel e pretendo permanecer até o término da locação. O que espero é apenas aquilo que qualquer consumidor tem direito de receber: transparência, informações claras, manutenção adequada e tratamento compatível com os deveres previstos na Lei do Inquilinato (Lei n 8.245/91) e no Código de Defesa do Consumidor.
Após meses de tentativas de resolução, sigo aguardando respostas concretas para problemas que continuam sem solução.
Também considero importante registrar a enorme dificuldade de comunicação existente entre a síndica, a gestora do condomínio, a administradora e a imobiliária.
Durante diversos momentos da locação, recebi orientações conflitantes das diferentes partes envolvidas. Enquanto uma pessoa informava que determinado procedimento era permitido, outra afirmava exatamente o contrário. Em algumas situações fui orientada a tratar diretamente com a síndica; em outras, fui informada de que deveria falar exclusivamente com a imobiliária ou com a gestora.
Essa falta de alinhamento gerou meses de desgaste desnecessário, insegurança e perda de tempo. Como locatária, não considero razoável ter que atuar como intermediadora entre condomínio, síndica, administradora e proprietária para descobrir quais são as regras aplicáveis ao imóvel.
Quando existe uma administradora responsável pela locação, espera-se que as informações sejam claras, consistentes e unificadas. Infelizmente, ao longo desses meses, o que encontrei foram respostas divergentes, ausência de retorno e constante transferência de responsabilidade entre os envolvidos, dificultando a resolução de problemas simples e prolongando situações que poderiam ter sido solucionadas rapidamente.
Todos os fatos relatados podem ser comprovados por meio de e-mails, mensagens de WhatsApp, protocolos de atendimento, fotografias, laudos, orçamentos e demais documentos que permanecem devidamente arquivados.
Porfim:
O maior problema não foi nenhum dos fatos isoladamente, mas sim a sucessão de desencontros de informação, demora nas respostas e falta de coordenação entre os responsáveis pelo imóvel.