Insatisfação com a Gestão do Condomínio: Falta de Imparcialidade, Transparência e Resolução de Problemas Operacionais

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São Paulo - SP

24/04/2026 às 01:30

ID: 246824701

Insatisfação com a Gestão do Condomínio : Falta de Imparcialidade, Transparência e Resolução de Problemas Operacionais.

Na qualidade de condômino, venho por meio deste registrar minha insatisfação com a atual condução da gestão condominial, especialmente no que se refere à ausência de planejamento estruturado, organização administrativa e transparência nas ações.

Até o presente momento, não foi apresentado qualquer planejamento formal com cronograma de execução ou definição clara de prioridades, o que compromete a eficiência da gestão e impede o adequado acompanhamento das demandas por parte dos moradores.

Adicionalmente, causa preocupação a intenção de aumento da taxa condominial para realização de melhorias sem que tenha sido previamente disponibilizada uma revisão detalhada do orçamento, tampouco análise dos custos atuais ou propostas de otimização de despesas.

No que se refere à comunicação, observa-se falha recorrente no atendimento aos condôminos. Diversos e-mails permanecem sem resposta, enquanto outros são tratados de forma seletiva, limitando-se a questões rotineiras. Essa prática compromete a transparência e a isonomia. Também há problemas na comunicação via WhatsApp, com interpretações inadequadas e ausência de padronização nas respostas.

Registros de e-mails enviados e não respondidos:

* 27/02/2026: Solicitação sobre enxoval sem retorno;
* 27/02/2026 (reiterado em 17/03 e 31/03): Controle de acesso e melhorias de sinalização sem retorno;
* 27/02/2026: Projeto de câmeras e ocorrência no estacionamento sem retorno;
* 04/03/2026: Registro de irregularidade envolvendo prestador de serviços sem retorno.

No âmbito operacional, a gestão predial apresenta falhas relevantes. Não há instruções de trabalho formalizadas para a equipe, o que gera indefinição de responsabilidades e ausência de controle. Problemas recorrentes, como elevadores sujos ou parados, áreas comuns com resíduos, piscina sem manutenção adequada e deterioração de estruturas, não são tratados de forma preventiva, dependendo da atuação dos moradores para que providências sejam tomadas.

A condução da administração tem demonstrado falta de imparcialidade. Há recorrentes situações em que o síndico utiliza informações extraídas de conversas informais de grupos de moradores (como prints de WhatsApp), adotando posicionamentos previamente inclinados a determinados interesses, sem a devida apuração isenta dos fatos.

Adicionalmente, a postura adotada tem sido autoritária. O síndico frequentemente afirma que administra para a maioria, porém, na prática, não há abertura adequada para escuta, diálogo ou consideração das manifestações dos demais condôminos. Tal conduta contraria os princípios básicos de uma gestão condominial democrática e transparente.

Também não há clareza quanto às atribuições das equipes (portaria, ronda, limpeza e administração), o que compromete a fiscalização e a qualidade dos serviços prestados.

Destaca-se que, desde o início da atual gestão, poucas melhorias concretas foram implementadas. A principal ação realizada (obtenção de CNPJ) trata-se de procedimento administrativo básico. Outras demandas relevantes permanecem sem evolução.

Mesmo após quase dois meses de administração, diversas demandas essenciais permanecem sem solução, sendo reiteradamente justificadas pela ausência prévia de CNPJ ou pelo processo de implantação do condomínio.

Entretanto, outros problemas operacionais básicos continuam sem qualquer tratativa efetiva, tais como:

* Falta de implementação do controle de acesso prestadores e veículos;
* Gestão inadequada do lixo, sacos jogados pela calçada obstruindo a via de pedestre, sacolas rasgadas, com registros diários de reclamações por parte dos moradores e vizinhos do condômino , sem providências concretas;
* Melhoria de instalação de ar condicionado para áreas comuns, como academia e salão de festas, espaço camarote;
* Melhoria de itens de proteção, sendo a instalação de toldos para as churrasqueiras;
* Portão danificado por prestador de serviços sem reparo por parte do proprietário;
* Diversos projetos de envidraçamento e instalação de ar-condicionado estão sendo executados fora do padrão estabelecido, resultando em alterações na fachada, sem qualquer tipo de fiscalização;
* Expansão da mensageria: É importante destacar que a melhoria previamente aprovada em assembleia, a implantação da mensageria teve um projeto iniciado no último sábado sem a devida aprovação dos moradores, do conselho e corpo diretivo.
A instalação que seria gerou insatisfação, uma vez que previa a ocupação de mais de 50% do hall de entrada, espaço que, até o momento, também aguarda a apresentação de um projeto básico de ambientação, com sofá e elementos de decoração que o caracterizem como um ambiente residencial.

Essa ausência de estrutura impacta diretamente o dia a dia dos moradores e visitantes, que muitas vezes precisam aguardar por transporte ou entregas sem qualquer local adequado para se acomodar. Como exemplo, no último fim de semana, durante um evento realizado no salão de festas (4 andar), diversos moradores, incluindo idosos, enfrentaram dificuldades ao descer ao térreo, devido à inexistência de assentos. Em um dos casos, uma idosa, visivelmente debilitada, precisou aguardar em pé até a chegada de seu veículo, o que gerou desconforto e preocupação. Situações semelhantes já foram observadas com outros moradores que possuem limitações para permanecer em pé por longos períodos.

* Projeto básico de ambientação hall de entrada, atualmente, a única alternativa tem sido utilizar a escada como apoio para espera, o que não é adequado. Entendemos que a instalação de um sofá e de elementos simples de decoração não representa impacto negativo ao condomínio e contribuiria significativamente para o conforto, acessibilidade e bem-estar de todos, nada que afetaria a vida financeira do condomínio.


Diante do exposto, solicita-se:

1. Apresentação de planejamento formal da gestão, com definição de prioridades;
2. Cronograma detalhado das ações;
3. Revisão transparente do orçamento condominial;
4. Estabelecimento de procedimento formal de comunicação com prazos definidos;
5. Relatório das ações realizadas e pendentes.
6. Postura imparcial na condução dos conflitos
7.Adoção de medidas imediatas para resolução dos problemas básicos do condomínio

A ausência de retorno e de medidas corretivas compromete a confiança na administração e a qualidade dos serviços prestados aos moradores.

Por fim solicito que a empresa ao responder não insira meu nome pessoal, utilizem apenas a descrição, morador ou proprietário,

Permaneço no aguardo de esclarecimentos e providências.

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Resposta da empresa

10/06/2026 às 17:57

Caro morador e demais condôminos,
Tivemos a profissionalização de alguns departamentos de nossa empresa e acabamos por não receber as reclamações aqui postadas, dessa forma nos desculpamos pela ausência de resposta.

A título de correção: o título dessa reclamação é "ausência de imparcialidade". Durante os 100 dias a frente do condomínios fomos imparciais, não cedendo a vontade de grupo A, B ou que sejam pressões de grupos quaisquer.

Neste período revisamos como segurança jurídica o principal contrato "herdado" de gestão inicial que continha clausula de multa. Esse contrato por si, representava toda a equipe de limpeza e manutenção. Para auxiliar entramos com o supervisor de manutenção da Guimarães (minha empresa) sem custo para apoiar a gerente predial que estava sobrecarregada e sem saída até que conseguissemos finalizar o referido contrato. Infelizmente não é possível revolucionar um condomínio, sobretudo em 3 meses, sobretudo vindo de renuncia, caos e ausência de regularização (condomínio sem CNPJ, sem Inscrição Municipal, sem ajustes devidos na SABESP, ENEL e COMGAS, sem a devida padronização em áreas de fachada, com quadro de colaboradores irregulares e sistema de segurança em implantação);

Sr JAckson, ficamos 100 dias a frente do vosso condomínio. O sr além de morador e por ser conselheiro teve diversas oportunidades de reuniões formais comigo e com a gestão (advogados e administradora). Como sabe-se decidi não continuar a frente do vosso condomínio, sobretudo pelo cenário de desorganização que infelizmente veio gerado nas gestões anteiores e ainda dentro do primeiro ano de vida do condomínio. Infelizmente em 8 meses fui o 3 síndico do condomínio, sem CNPJ, sem CCM, sem conta bancária, sem calculo de enconomia na SABESP, sem alteração de titularidades nas demais concessionárias, fora assuntos relacionados a problemas de padronização interna e ausência de procedimentos claros e construídos com jurídico e administradora. Iniciamos esse trabalho e deixamos o terreno pronto para que vocês deem continuidade. Ficamos 100 dias a frente do vosso condomínio e desejamos que consigam realizar as mudanças que almejam.

Réplica do consumidor

17/06/2026 às 18:18


Boa tarde, Sr. Júlio.

Meu objetivo aqui é trazer fatos e esclarecer a realidade dos acontecimentos, para que as pessoas possam formar sua opinião com base no que efetivamente ocorreu.

O senhor afirma que esteve à frente do condomínio por cerca de 100 dias e realizou diversas ações. No entanto, logo nos primeiros dias de gestão já surgiram dificuldades de comunicação. e-mails não eram respondidos, solicitações ficavam sem retorno e membros do corpo diretivo encontravam extrema dificuldade para obter qualquer posicionamento.

Um dos conselheiros, após sucessivas tentativas frustradas de diálogo e diante de situações graves ocorridas no condomínio, inclusive relatos de atos [Editado pelo Reclame Aqui] que foram levados ao seu conhecimento sem que houvesse providências efetivas, acabou renunciando ao cargo. Mesmo diante desse fato, não houve qualquer preocupação em compreender os motivos que levaram à sua saída, ainda que eles estivessem formalmente registrados.

Da mesma forma, a conselheira que assumiu posteriormente passou semanas tentando estabelecer contato com o senhor. O único encontro efetivo ocorreu na minha presença e, durante toda a conversa que durou menos de uma hora, o senhor demonstrou pressa para encerrar o assunto, apesar de ter permanecido ausente do condomínio por mais de 20 dias.

Nesse período, o condomínio enfrentou um dos episódios mais graves de sua história recente: o desabastecimento de água por aproximadamente quatro dias. O problema surgiu após uma intervenção realizada sob sua gestão e, ao invés de ser solucionado rapidamente, acabou sendo agravado. A falta de relacionamento adequado com fornecedores e a construtora dificultou ainda mais a busca por soluções.

Enquanto moradores, conselheiros e membros do corpo diretivo cobravam providências para resolver uma questão essencial como o abastecimento de água, o senhor optou por debater com as pessoas que buscavam respostas, sem comparecer ao condomínio durante boa parte da crise.

Posteriormente, em vez de concentrar esforços na solução dos problemas existentes, o senhor decidiu direcionar a responsabilidade ao conselho e ao subsíndico. Alterou um edital já publicado e incluiu pautas relacionadas à destituição desses membros do corpo diretivo, mantendo-se no cargo.

A resposta dos proprietários foi imediata. Foram apresentados abaixo-assinados e pedidos formais de destituição 2/4, reunindo amplo apoio dos condôminos. Isso demonstrou uma clara insatisfação com a condução da gestão e com a forma autoritária como diversas situações estavam sendo tratadas.

Também permaneceram pendências importantes relacionadas à Sabesp, à troca de titularidade e a débitos expressivos que não foram solucionados durante sua administração. Embora tenha sido informado em assembleia que determinadas questões seriam conduzidas pelo jurídico, não foram deixadas orientações claras nem encaminhamentos efetivos para a continuidade dos trabalhos.

Além disso, as decisões relacionadas ao edital geraram questionamentos judiciais. O próprio Poder Judiciário entendeu haver elementos suficientes para conceder tutela antecipada determinando a retirada do editadal de destituição do corpo diretivo da pauta da assembleia, diante dos indícios de irregularidades apontados e da posição autoritária.

Portanto, é verdade que o senhor permaneceu cerca de 100 dias à frente do condomínio. Porém, esse período deixou consequências significativas, tanto administrativas quanto financeiras. Houve desgaste institucional, conflitos internos, problemas operacionais e impactos que ainda hoje precisam ser tratados.

Desejo sinceramente sucesso em sua trajetória profissional. Contudo, também considero importante registrar que a experiência vivida pelo nosso condomínio serve como alerta. Uma boa comunicação, capacidade de diálogo, planejamento, transparência e respeito às diferentes opiniões são características indispensáveis para qualquer gestor.

Os prejuízos e impactos decorrentes da sua gestão estão sendo avaliados e, caso sejam identificadas responsabilidades com fundamento técnico e jurídico, as medidas cabíveis poderão ser adotadas para resguardar os interesses do condomínio e de seus proprietários.