Relato de aquisição de veículo com vício oculto e negativa de solução adequada pela concessionária

Não respondida
Jandira - SP
05/05/2025 às 16:02
ID: 216299305
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesNo dia 31 de março de 2025, localizei um anúncio do veículo Citroën C3, ano 2015, por meio da plataforma WebMotors, e entrei em contato com a loja vendedora através do Instagram. O veículo estava descrito como revisado. No mesmo dia, formalizei a compra, entregando meu veículo como parte do pagamento, além de efetuar a transferência de valor adicional via Pix.
Em 1 de abril de 2025, o vendedor identificado como ***** realizou a entrega do automóvel nas proximidades da *****. Ao chegar em minha residência, o veículo apresentou superaquecimento. Ao realizar uma verificação básica, constatei que o sistema de arrefecimento estava sem líquido. Imediatamente acionei o vendedor, que recolheu o automóvel no dia seguinte para realização de manutenção.
Retirei o veículo da loja no dia 5 de abril de 2025, arcando, inclusive, com os custos de transporte até o estabelecimento. No entanto, no dia seguinte (06/04), o defeito voltou a ocorrer, desta vez acompanhado do acendimento da luz de alerta do sistema de injeção eletrônica. Em 08/04, o carro começou a emitir fumaça branca em grande quantidade, e, no dia 09/04, durante vistoria realizada pelo seguro, foi identificado que os pneus eram remoldados o que representa sério risco à segurança.
Após novo contato com a loja, o veículo foi novamente recolhido para manutenção no dia 09/04/2025, sendo realizada retífica do cabeçote. Em 19/04/2025, fui até a loja para retirar o automóvel. Contudo, já no dia seguinte (20/04/2025), o veículo apresentou falha no câmbio, ativando o modo de emergência. Fui forçada a parar em via pública, pois o carro não possuía força para seguir em movimento. Em outra ocasião, ao trafegar por rodovia, o modo de emergência foi novamente acionado, causando um tranco brusco, que poderia ter ocasionado acidente. O alerta da injeção eletrônica permaneceu aceso.
No dia 23/04/2025, o veículo foi mais uma vez recolhido para manutenção do câmbio. Em 26/04/2025, realizei nova retirada. Para minha surpresa, o alerta de injeção eletrônica seguia ativo. O gerente ***** aventou a possibilidade de combustível de má qualidade, hipótese que rejeitei, tendo em vista que o alerta era recorrente desde o início.
Diante da persistência dos problemas, no dia 28/04/2025, levei o veículo a uma oficina especializada na mecânica Citroën, por iniciativa própria. Foi constatado, entre outros vícios, que a retífica anteriormente realizada pela loja havia sido feita de forma inadequada.
Neste momento, busco a devolução do valor pago pelo veículo, com base no disposto no Código de Defesa do Consumidor (art. 18, 1), que estabelece que, não sendo sanado o vício em 30 dias, o consumidor pode exigir, alternativamente, a substituição do produto, a restituição imediata da quantia paga ou o abatimento proporcional do preço.
Apesar de todas as falhas e vícios apresentados alguns deles colocando em risco minha integridade física , a concessionária recusa-se a realizar a devolução dos valores pagos, insistindo que eu submeta o automóvel a novas intervenções com sua equipe mecânica, o que considero inaceitável diante da sucessão de falhas e ausência de solução efetiva.