Hospital Adventista de SP retém prontuário e ignora paciente com sequelas nervosas.

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São Paulo - SP

02/04/2026 às 14:39

ID: 245032319

Realizei duas cirurgias no Hospital Adventista de São Paulo (29/11/24 e 04/12/25). Desde a primeira intervenção, sofro com dores neuropáticas graves e constantes repuxos na região pélvica que impedem meu sono. Solicito as cópias integrais dos meus 2 prontuários médicos. Sendo um de cirurgia em 29/11/24 de hérnias inguinais bilaterais e outro de cirurgia em 04/12/25 de Varizes. Desde 02/02/2026 o hospital se recusa a entregar, ignorando inclusive uma Notificação Extrajudicial enviada em 30/03/2026 (Protocolo HASP: *****). Estão retendo documentos que são meus por direito, dificultando meu tratamento e a investigação de erro médico/pinçamento de nervos. Exijo a entrega imediata dos prontuários em formato digital conforme o Art. 88 do Código de Ética Médica.

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Resposta da empresa

07/04/2026 às 12:10

Olá, Raul!

Agradecemos por seu relato e lamentamos, sinceramente, pelos transtornos enfrentados, especialmente diante do contexto de dor e da necessidade de continuidade do seu tratamento.

Informamos que a sua solicitação de cópia integral dos prontuários está devidamente registrada sob o protocolo mencionado e foi encaminhada com prioridade para o setor responsável. Neste momento, a demanda encontra-se em análise e tratativa interna, envolvendo as áreas competentes, a fim de garantir que o atendimento ocorra em conformidade com os critérios técnicos, legais e de proteção de dados vigentes.

Ressaltamos que o fornecimento de prontuários segue normas específicas, incluindo etapas de validação e conferência, visando assegurar a integridade das informações e o cumprimento da legislação aplicável.

Reforçamos que não há, por parte da instituição, qualquer intenção de retenção indevida de documentos, e que estamos acompanhando o caso de forma próxima junto ao setor responsável para viabilizar a devolutiva o mais breve possível.

Assim que houver a finalização da análise, o retorno será realizado pelos canais oficiais com as devidas orientações.

Permanecemos à disposição para esclarecimentos adicionais.

Réplica do consumidor

07/04/2026 às 23:57

A resposta da empresa é evasiva e não condiz com a realidade dos fatos. Falar em "prioridade" e "análise interna" após 60 dias de atraso é um desrespeito ao paciente que sofre com dor neuropática crônica pós-operatória.

Possuo os protocolos e formulários assinados via gov.br enviados em 03/02/2026, os quais foram sistematicamente ignorados. A alegação de que "não há intenção de retenção" cai por terra quando o hospital condiciona a entrega de dados digitais ao meu deslocamento físico e ao pagamento abusivo de R$ 40,00 por um pen drive, negando-se a enviar o PDF por e-mail (conforme Parecer CFM 01/18).

Já denunciei a falsidade das informações prestadas pela operadora à ANS. Só encerrarei esta queixa quando o prontuário INTEGRAL (incluindo Boletim Operatório e Ficha de Anestesia) for enviado ao meu e-mail, sem custos e sem mais desculpas burocráticas. A saúde do paciente não pode esperar a "tratativa interna" de quem descumpre prazos legais há dois meses.

Consideração final do consumidor

01/05/2026 às 23:09

A empresa segue em silêncio e sem apresentar uma solução prática para o envio do prontuário digital e gratuito, limitando-se a respostas protocolares enquanto minha saúde se deteriora. É inaceitável que, após quase 90 dias da solicitação inicial e diante de uma análise da ANS que já constatou indícios de infração por parte da operadora (NIP *****), o hospital ainda fale em "análise interna". A retenção de prontuário médico para ocultar provas de erro técnico e imperícia (tromboflebite e dor neuropática severa) é [Editado pelo Reclame Aqui] ético e violação frontal à LGPD e ao Código de Ética Médica. Informo que, diante da inércia e do descaso reincidente desta instituição, foi formalizada ontem (30/04/2026) uma Ação Judicial com Pedido de Liminar (Tutela de Urgência) perante o Juizado Especial Cível, sob o rito da Obrigação de Fazer c/c Indenização por Danos Morais. Não aceitarei mais desculpas burocráticas sobre "validação de dados". O prontuário é meu por direito e o acesso deve ser imediato e sem custos em formato digital. Agora, o Hospital responderá judicialmente pela retenção indevida, pelo desvio produtivo do consumidor e pelo agravamento do meu quadro clínico causado por cerceamento de defesa.

O problema foi resolvido?

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Nota do atendimento

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