Desrespeito máximo aos hóspedes em favorecimento a uma banda que estava hospedada.

Em réplica
Florianópolis - SC
13/09/2023 às 15:20
ID: 171782923
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesTive uma experiência traumática que prejudicou toda a percepção do atendimento. Uma banda estava hospedada no hotel no mesmo dia em que estive por lá e só fiquei sabendo do fato no momento do check in, em virtude do movimento em frente ao prédio. Esse detalhe não faria diferença para mim, visto que estava lá a trabalho e não por lazer. Passei a tarde trabalhando entre o espaço de coworking do próprio hotel e no Lobby. Enquanto no Lobby, os membros da banda e da delegação foram chegando para usufruir do bar e continuei onde estava. A gerente educadamente me abordou questionando se queria sair do espaço, mas para mim estava tudo bem. Em certo momento, quando já estava de saída, o vocalista foi tirar uma foto com um fã e depois se retirou do lugar. Enquanto eu mesmo estava saindo, o vocalista retornou e cruzei com ele no corredor. Questionei se poderia tirar uma foto e ele aceitou de forma solícita. Após o vocalista ter saído, os seguranças da banda me abordaram e exigiram que eu apagasse a foto tirada do meu celular pessoal com agressividade e xingamentos pesados. O hotel não se posicionou sobre o fato, se mantendo isento. Na verdade corroboraram que eu deveria apagar as fotos tiradas, ainda que o vocalista tivesse concordado em tirá-las. ******* que os seguranças da banda - ou do hotel - me abordavam com extrema frequência nas saídas e entradas do estabelecimento de forma bastante indelicada/agressiva, questionando onde estava indo. Minha recomendação para o local, é: na próxima vez que quiserem hospedar pessoas famosas, fechem o local e tornem o espaço privativo. Me senti extremamente desrespeitado e fica um trauma na minha história, principalmente pelos xingamentos que recebi, mesmo sem ter feito nada errado. A experiência foi realmente péssima.
O hotel em questão é o QOYA, de Curitiba. Razão Social Hotel Curitiba Capital S/A, CNPJ 03.*******.*******/*******70. É da rede Hilton / HCC Hotels.
Compartilhe
Resposta da empresa
15/09/2023 às 12:42
Prezado Sr. Rafael Correa,
Primeiramente, gostaria de agradecer por nos relatar oficialmente sua experiência.
É verdade que falámos pessoalmente, por duas vezes, sobre o episódio descrito no seu depoimento.
Como disse, durante toda a sua estadia, preservei os seus direitos nos termos contratados com o nosso hotel. Você acessou todas as áreas comuns e serviços do hotel sem nenhuma restrição, mesmo com a presença da banda.
O hotel não se sente responsável pelas ações de terceiros.
Esta foi uma situação entre você e um representante da equipe de segurança do artista, o que não cabe posicionamento do hotel.
Sinto muito por ter se sentido desprotegido, mas seria muito importante racionalizar e direcionar esse incômodo aos verdadeiros responsáveis.
Permanecemos à sua disposição e apoio.
Você será sempre bem vindo no Qoya Hotel Curitiba.
Mychelle Motta
Gerente de Operações e Serviços
Réplica do consumidor
15/09/2023 às 19:06
Prezada Mychelle,
Agradeço o reforço no posicionamento que já havias assumido e gostaria de questioná-la quanto ao seguinte:
Você reforça que tanto meus direitos de acesso nas áreas comuns quanto os serviços do hotel foram preservados sem nenhuma restrição, mesmo com a banda presente, mas também comentou durante nossa conversa que mesmo que eu quisesse me direcionar ao bar, por exemplo, não conseguiria, pois os seguranças da banda me barrariam. Inclusive eles barraram outros hóspedes que também relataram episódios semelhantes em avaliações feitas em outras plataformas. Inclusive por esse mesmo motivo você me trouxe uma garrafa dágua onde eu estava sentado, pois, como você mesma falou, eu não conseguiria ir buscar no bar. Teria sido barrado. Dito isso, como parece essa ação para você? Na prática, claramente os seguranças da banda tinham liberdade para barrar hóspedes em nome do hotel. Por qual motivo eles tinham essa liberdade, sendo que eram apenas hóspedes? Você realmente acha que tínnhamos liberdade de deslocamento nas dependências comuns do hotel, uma vez que eu não poderia nem ir ao bar enquanto a banda estivesse lá? Para mim isso é claramente uma restrição de liberdade dos hóspedes e que, então, o hotel concedeu poder para que os seguranças da banda atuassem em nome do estabelecimento, visto que tudo estava sendo monitorado e chancelado por vocês.
Outro ponto sobre o seu relato, é que o hotel não se sente responsável pelas ações de terceiros, mas intercedeu à favor da banda quando me fizeram apagar as fotos tiradas com o vocalista, ainda que, reforço, ele tenha concordado em tirá-las. Você, inclusive, comentou comigo que os seguranças tinham o direito de fazê-lo. Essa ação da sua parte, que representa o hotel, torna evidente o posicionamento tomado. O posicionamento, foi, como você falou para mim, que eles tinham o direito de fazer isso e que eu deveria apagar. Isso não é mesmo defender um lado? Realmente acha isso?
Então, de forma bastante objetiva e racional, minha conclusão é de que o hotel se posicionou ao presenciar uma ação truculenta e intimidadora dos seguranças da banda ao apoiar a ação exigida por eles de apagar as fotos tiradas. Não fui protegido. Você me ouviu após o ocorrido afirmando que não poderia fazer nada e reforçou que eles tinham o direito de fazer o que fizeram. Somente isso.
Para fechar, o fato de reforçarem esse posicionamento agora e não se sensibilizarem com o ocorrido nem sequer com um pedido de desculpas, me entristece profundamente. Sinto muito por estarem assumindo essa postura. Não esperava esse tipo de postura de um hotel da rede Hilton e fico preocupado com situações futuras onde terão novas celebridades no espaço. Espero realmente que estejam mais preparados e que os futuros hóspedes saibam ao que estão sujeitos.
Atenciosamente.