Negligência e despreparo Homecare e Convênio médico

Respondida
São Paulo - SP
27/03/2023 às 09:10
ID: 161753085
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesReclamação redigida no dia 22/03/23 um dia após os ocorridos.
Venho através deste e-mail, relatar que ontem dia 21/03, foi feita a troca da GTT do meu pai Sérgio Rodrigues dos Santos, pelo enfermeiro José Roni A. Leite Coren: ******* por volta das 14h30.
Segundo relatos da técnica Janaina e da cuidadora Neuci, o enfermeiro demonstrava muita pressa para realizar o procedimento, pois precisava ainda atender outro paciente distante.
Pressa pra realizar um procedimento que pode ser simples ou não, e de qualquer maneira requer muito cuidado e cautela.
Segundo o próprio enfermeiro, existia uma dificuldade da retirada porque o balão da GTT já havia aderido à parede do estomago. Explicou que caso a dificuldade se mantasse, o procedimento deveria ser realizado em um hospital. Mas por conta própria, ele resolveu insistir no procedimento e remover a GTT. Ocasionando muita dor e sangramento no mesmo momento.
Em seguida o enfermeiro fez suas anotações e foi embora sem dar muita importância ou sem se preocupar com o que aconteceu.
Não demorou muito e meu pai começou a apresentar vômitos, a sua pressão aumentou, ele ficou abatido, falando com dificuldade e reclamando de dor. A partir daí, começou o nosso desespero, em tentar entender o que de fato estava acontecendo e ter algum tipo de ajuda, orientação, explicação, etc.
Ligamos (eu, meu irmão Fábio, a técnica Janaina, a cuidadora Neuci, diversas vezes para a emergência, enfermeira Janaina, enfermeiro Roni, Dr Fernando, falamos com várias pessoas e ninguém conseguiu nos oferecer uma ajuda imediata.
O Roni pediu pra que nós aguardássemos o seu retorno na casa, após a sua visita em outro paciente, muito distante da nossa residência (Mogi das Cruzes). Pediu pra que fossem administrados analgésico e medicação para náusea, mas depois de todo o ocorrido ocasionado pelo mesmo, ninguém se sentia confiante em seguir os seus procedimentos, sem a avaliação e orientação de um médico. Não existia uma previsão para a chegada do mesmo e por isso, começamos a ficar muito aflitos e desesperados, porque não sabíamos de fato o que estava acontecendo internamente com ele.
Sem ter outra solução mais rápida, e nos sentindo desamparados porque não recebemos o contato de nenhum supervisor, médico, etc, tivemos que apelar para o SAMU por volta das 17h30, porque também não foi oferecido o serviço de remoção pelo convênio. Pagamos caro e quando mais precisamos não temos ajuda nem do homecare e nem da própria operadora de saúde.
O Samu nos levou para o hospital público mais próximo, Vila Penteado, e quando chegamos fomos informados de que não tinha maca para acomodá-lo e nem previsão de atendimento.
Fui informada pela Fernanda da Bluemed que teríamos que aguardar todo o tramite burocrático da solicitação de remoção para o Hospital HSAMP e isso não teria previsão. Meu pai nem na triagem havia passado ainda. Horas depois de todo ocorrido que se iniciou a tarde.
Diante a grande dificuldade imposta pelo próprio convênio e da precariedade do atendimento do SUS, tivemos que tomar uma atitude drástica de coloca-lo no carro com grande dificuldade e leva-lo para o HSAMP, onde lá ele só foi atendido após 1 hora e meia.
Meu pai precisou fazer tomografia e exames de sangue e graças a Deus não houve nenhum dano interno. Saímos do hospital por volta das 3h15 da manhã, mais uma vez, sem suporte de transporte. Meu pai é um homem alto, pesado e com limitações e mesmo assim tivemos que nos virar para colocá-lo dentro de um carro.
Fiquei sabendo hoje de manhã que essa solicitação de ambulância ainda estava em análise, isso é simplesmente uma piada! Ninguém sabia que meu pai já estava em casa. E se dependesse da bluemed ele ainda estaria no SUS. Mais uma vez negligenciando atendimento de urgência e presos a protocolos absurdos diante a situação urgente. Assim como foi feito na descoberta do tumor cerebral quando alegaram a carência para não realizarem o tratamento.
Hoje, meu pai ainda está reclamando de dor no abdômen e disse que é como se ele tivesse levado um soco no estômago.
Observações:
A troca da gtt passou de 6 para 8 meses, nesse meio tempo não houve nenhuma avaliação interna por parte da enfermeira visitadora Janaina e nem do médico visitador Dr Fernando.
Eu sempre cobrei a troca insistentemente e nunca houve nenhuma preocupação de ambas as partes. Ficaram presos a prazos e meu pai arcou com as consequências.
Na segunda-feira (20/03), houve a tentativa de troca da GTT pela enfermeira Janaina, mas de acordo com as profissionais que estavam na casa, houve também uma dificuldade de remoção por parte da mesma, em seguida, meu pai apresentou convulsão.
Em nenhum momento a enfermeira Janaina nos comunicou sobre essa dificuldade, tampouco os seus colegas e superiores. Ela sugeriu que a troca fosse feita pelo plantonista já no mesmo dia. Estranhei a pressa repentina, mas mesmo assim acreditei que fosse um procedimento tranquilo. E deu no que deu. Me senti culpada, porque meu pai está em uma situação de vulnerabilidade muito grande. E profissionais como esses, não tem tato, bom senso, empatia, responsabilidade e ética.
Outro detalhe, é que durante nossas tentativas de entender e de ajuda, conseguimos falar com alguns profissionais e atendentes, que não deram muita importância, não deram retorno e não tiveram sequer paciência e empatia para tentar fazer algo a mais para nos tranquilizar.
A Janaina alegou que sempre faz tudo certo e a avaliação que faz da gtt é externa, o dr Fernando ficou de verificar o ocorrido e nos retornar, as atendentes sempre diziam a mesma coisa, que estavam passando para a médica plantonista e que o enfermeiro retornaria sem previsão. Senti um profundo descaso de todos. Em determinado momento a Janaina chegou a me dizer que eu não teria que estar ligando pra ela e sim para emergência. Uma tremenda falta de humanidade.
Diante de todas essas problemáticas eu quero que os responsáveis sejam responsabilizados e que esses mesmos problemas nunca mais aconteçam.
Hoje falei com a assistente social Tatiane, que justificou que a homelife possui somente um enfermeiro plantonista e por isso não tem como atender duas emergências ao mesmo tempo.
Vou sinalizar a ANS e nosso advogado.
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Resposta da empresa
17/12/2024 às 10:09
Bom dia, Fábio.
Identificamos um problema em nosso site, o qual estava exibindo mensagens antigas como não respondidas. No entanto, a equipe de TI já resolveu a questão.
Gostaríamos de saber se o problema foi devidamente solucionado. Caso contrário, por favor, entre em contato com nosso SAC pelo telefone ************** ou via WhatsApp, no número*******.
Estamos a disposição.