Honda nega garantia de CITY 12 meses (15 mil km) sem comprovar a alegada causa externa

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Fortaleza - CE

27/07/2026 às 10:13

ID: 254908237

Adquiri um Honda City Sedan EX 2025, zero quilômetro, em junho de 2025. O veículo está atualmente com apenas 15.160 km, revisão devidamente realizada na rede autorizada Honda e jamais utilizei aditivos, produtos de limpeza ou qualquer outro líquido no tanque além do combustível adquirido normalmente em postos.

No final de março de 2026, durante a revisão realizada na própria concessionária Honda, relatei que o veículo começava a apresentar uma dificuldade discreta na partida. Na ocasião, a concessionária limitou-se a testar a bateria, informando que ela estava em boas condições, sem investigar outra possível causa para o sintoma.

Em junho, o veículo chegou a não funcionar na primeira tentativa de partida, funcionando normalmente apenas na segunda. Em julho, o problema se agravou, acendeu a luz de anomalia do motor, surgiu a mensagem de problema no sistema de emissões, e o automóvel passou a apresentar falhamento e dificuldade de partida.

O veículo foi encaminhado à concessionária Novaluz, que diagnosticou falha em cilindros e recomendou a substituição das quatro velas e dos quatro bicos injetores. A Ordem de Serviço registra que foi encontrado acúmulo de contaminação nos bicos e velas, supostamente identificado apenas de forma visual pela coloração.

A concessionária apresentou orçamento de R$ 2.378,69, sendo R$ 1.842,84 em peças e R$ 535,85 em mão de obra.

Questionei a negativa de garantia e solicitei que sua justificativa fosse formalizada. Depois disso, foi emitida uma nova versão da mesma Ordem de Serviço, acrescentando o seguinte texto:

Essa contaminação pode ser decorrente de vários fatores, como combustível de má qualidade, aditivos via tanque não homologados e quaisquer outros líquidos via tanque porventura utilizados.

A própria redação utilizada pela concessionária é meramente hipotética, afirma que a contaminação pode decorrer de vários fatores, sem identificar qual deles teria ocorrido no meu veículo.

Em conversa por WhatsApp, a representante da concessionária também admitiu expressamente que não tem como afirmar o que causou a suposta contaminação. Mesmo assim, concluiu que se trata de agente externo e que o reparo não seria coberto pela garantia.

Nunca utilizei aditivos ou líquidos no tanque. Não foi apresentada análise laboratorial do combustível, identificação de qualquer substância contaminante, teste de vazão individual dos injetores ou laudo técnico que demonstre que o problema decorreu de combustível inadequado ou de qualquer conduta do consumidor.

Abri chamado diretamente na Honda Brasil, relatando todo o histórico. Contudo, o atendimento acaba de retornar informando que a garantia não foi autorizada, novamente sob o argumento genérico de que o dano teria sido provocado por agente externo.

Essa conclusão é contraditória. a concessionária e a Honda afirmam que não sabem qual foi a causa da contaminação, mas, ao mesmo tempo, tratam como certo que ela decorreu de agente externo e não de defeito prematuro de algum componente do sistema de alimentação.

Em conversas com outros proprietários (e até em rápida busca no reclameaqui) é possível observar vários relatos semelhantes e a honda sempre com o mesmo padrão de negar a cobertura da garantia.

Trata-se de veículo com aproximadamente um ano de uso, apenas 15 mil km, revisões realizadas na rede autorizada e sintomas que já haviam sido comunicados à concessionária meses antes da falha definitiva, razão pela qual não é razoável que uma garantia seja afastada com base em suposições sem prova de qualquer utilização inadequada do veículo.

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