Irregularidade na Certificação Honda Seminovos, Vício Oculto e Práticas Abusivas

Respondida
Curitiba - PR
15/01/2026 às 22:32
ID: 237841917
Título: Irregularidade na Certificação Honda Seminovos, Vício Oculto e Práticas Abusivas (Violação do Dever de Transparência e Má-fé)
ESTOU TENTANDO SER OUVIDA, MAS O SAC DECIDIU ME "CORTAR". Este relato expõe uma sucessão de irregularidades que envolvem desde a certificação de seminovos até a abertura ilegal de motor. É um grito de socorro de uma consumidora que está sendo silenciada por processos internos falhos. Exijo que este caso chegue aos supervisores e gerentes da Honda Brasil e das concessionárias envolvidas, pois a rede e o SAC estão operando de forma coordenada para ocultar erros graves e cercear meus direitos!
No dia 13/11, adquiri um veículo Honda HRV 2021, compra motivada exclusivamente pela confiança no certificado de Garantia de 2 anos Honda Seminovos (válido até 15/10/27). Contudo, o processo de garantia está eivado de irregularidades graves, omissões deliberadas e práticas que configuram má-fé e imperícia técnica.
1. Certificação Irregular e Publicidade Enganosa
O certificado emitido pela Jet Honda (Teresina) é tecnicamente viciado, pois o manual foi carimbado com a 3 revisão (36 meses) sem o cumprimento das normas da fabricante, ocultando um histórico que invalida a certificação. A especialista Cintia do SAC da Honda confirma que esta terceira revisão não consta na montadora conforme áudio gravado em 14/01/25. Ressalte-se que a montadora Honda é solidariamente responsável, pois ela validou o certificado e o emitiu em seu próprio site oficial, onde foi possível consultar sua veracidade, conferindo legitimidade a uma certificação que jamais deveria ter ocorrido e induzindo minha compra de forma enganosa:
Anacronismo na Certificação: O certificado foi emitido em 15/10/25, mas a simples troca de óleo (que não substitui a revisão completa de 36 meses que deveria ter sido feita meses atrás) só foi realizada em 17/10/25. Isso confirma que o certificado foi gerado sem que o carro tivesse sequer passado pela oficina no período esperado, provando que a proprietária anterior não realizou a 3 revisão no período exigido.
Descumprimento do Plano de Manutenção: O manual aponta a troca de óleo a cada 10.000km ou 12 meses. A última troca foi feita apenas em 17/10/25, após 18 meses da penúltima, um atraso de 6 meses que vincula o vício atual ao motor.
Uso Severo Ocultado: O veículo era utilizado em condições severas sob temperaturas de 35C em Teresina-PI e trechos urbanos curtos somente no bairro (confirmado pela proprietária anterior). Tais fatos vinculam as trocas de óleo fora do período ao defeito apresentado. Ao certificar o carro de forma irregular, ocultou-se um vício (vício oculto) e induziu-se minha compra de forma enganosa.
Negligência com Item de Segurança: O fluido de freio não foi substituído, fato confirmado em áudio gravado às 15:12 do dia 14/01/25 com o funcionário Marciel da Concessionária Jet Honda, concessionária certificadora, no entanto, está previsto no plano de manutenção do manual do veículo. A rede Honda entregou um selo de qualidade em um carro sem manutenção básica, configurando publicidade enganosa e risco à segurança.
Necessidade de Auditoria e Suspeita de Fragilidade Sistêmica: Diante da facilidade com que um veículo com histórico de manutenção comprovadamente irregular recebeu o selo oficial "Certificado Honda Seminovos", levanta-se uma preocupação legítima sobre a integridade dos processos de validação entre a Jet Honda (Teresina) e a comercialização desses veículos por revendedores como a Dinamix. A coincidência de placas (início em R tanto no Piauí quanto no Paraná) pode ocultar a procedência de veículos vindos de regiões de clima severo, dificultando a percepção do consumidor sobre o real desgaste do bem. Diante disso, questiono se este vício de certificação é um erro isolado ou se existe uma falha sistêmica de triagem que está omitindo o histórico severo de outros veículos. Solicito que a concessionária JetHonda e montadora Honda realizem uma auditoria nesses processos para garantir a transparência que a marca promete.
2. Violação do Dever de Informação e Má-fé no Atendimento (SAC Honda)
Ficou registrada uma gravíssima violação ao Dever de Informação e Transparência (Art. 6, III do CDC). Em áudio gravado (trecho do minuto 21:02 ao 32:20), a especialista Cíntia, ao esquecer o telefone fora do mudo, revela uma estratégia deliberada de má-fé:
Omissão e "Corte" da Cliente: Os atendentes (Cintia e Fernando) deliberadamente decidiram não me passar as informações solicitadas e decidiram "cortar" a consumidora para que eu parasse de pedir detalhes, instruindo entre si a serem "..mais generalistas" e a "..não passar detalhes e detalhes e detalhes..", "..eu vou cortar..". Há mais detalhes sérios e relevantes neste trecho do áudio.
Bloqueio de Hierarquia: O SAC não passa meu caso adiante para supervisores ou gerentes. Estou tentando comunicar a Honda de que existem irregularidades nos processos de atendimento (SAC), onde funcionários deliberadamente decidem o que fazer com o cliente mesmo quando estamos tentando alertar de algo mais grave, tentando alertar a Honda de que há irregularidades nos processos de certificação e a falta de transparência de toda a rede Honda.
3. Execução de Serviço sem Autorização Expressa e Indução ao Erro (Concessionária Prixx)
Falha de Diligência Prévia: A concessionária deveria ter verificado o histórico de manutenções antes de intervir no motor. Ruído (barulho interno no motor) é um sintoma grave que deveria ter sido investigado minuciosamente através da análise do histórico de manutenções e da realização de testes técnicos preliminares para se obter a certeza absoluta da origem do ruído. A abertura de um motor é uma intervenção invasiva que desvaloriza o patrimônio e, por isso, deve ser comunicada expressamente ao proprietário antes de ser realizada. Ao omitirem a consulta prévia ao histórico e atropelarem os testes necessários, a Prixx ocultou a certificação irregular e violou protocolos técnicos básicos e realizou a abertura sem autorização expressa do cliente.
Prática Abusiva (Art. 39, VI e Art. 40 do CDC): O motor foi aberto na concessionária Prixx sem minha autorização expressa. Em gravação de áudio de 23:00, ao ser questionado, o gerente de serviços confessa aos 19:50: "..a gente não tem autorização, porque a gente entendeu que era um processo de garantia". A concessionária agiu por entendimento próprio, ignorando a lei que exige autorização clara da proprietária. Ao abrir o motor sem a minha autorização expressa, me cercearam o direito de acompanhar o processo e levar um especialista em motores caso eu viesse a autorizar a abertura para análise.
Indução ao Erro: Fui informada via WhatsApp pela concessioária Prixx com a afirmação de que a "fábrica autorizou a abertura", fato desmentido pelo SAC (primeiramente pela analista Daiane, 09/01, depois pelo analista Rogério e depois pela especialista Cintia em datas subsequentes).
Cerceamento de Fiscalização e Inverdade Técnica: Houve uma tentativa deliberada de me induzir ao erro sobre os registros do motor. Enquanto o chefe de oficina afirmou que as fotos do processo haviam sido tiradas e o procedimento seguido, em visita no dia 09/01 às 17:42, o Gerente de serviço confessou após breve investigação junto comigo em áudio (aos 56 segundos): "..não tem foto". A inverdade sobre a existência dos registros e a ausência real de fotos da desmontagem não autorizada impede qualquer conferência técnica idônea.
4. Imperícia Técnica e Diagnóstico Precipitado
Pedido de Peças sem Abertura do Motor: Conforme áudio gravado em 09/01 (34:29), a atendente do SAC confirma que o chefe de oficina já diagnosticou e afirma: "..já solicitamos as peças em garantia.." antes mesmo da abertura irregular do motor. Como diagnosticam componentes internos e solicitam peças no dia 07/01 se a abertura só findou no dia 09/01?
Aferição Inadequada e Risco ao Patrimônio: Utilizaram apenas o plastgage, método ineficiente que ignora a medição de todos os pontos necessários para apontar diferença de medidas em outras partes de cada componente que deveriam também ser medidos e não foram. Outros equipamentos de aferição deveriam ter sido utilizados. No dia 12/01, o especialista em motores Celso que me acompanhou em uma das idas a concessionária Prixx testemunhou um parafuso caído dentro do motor aberto, sendo necessário um ímã para retirá-lo, demonstrando total descuido no manuseio do meu patrimônio.
Obstrução de Fatos Relevantes: O especialista (visita em 12/01 tarde) aponta falta de medição de todos os componentes afetados, falta de equipamentos adequados e problema de fundição no bloco. O SAC me impede de levar este fato à fábrica ao decidir deliberadamente me "cortar".
5. Do Prazo Decadencial de 30 Dias e da Recusa Legítima ao Reparo Paliativo
O veículo encontra-se imobilizado nas dependências da Concessionária Prixx desde o dia 05/01. O Artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor estabelece o prazo máximo de 30 dias para a sanção do vício, prazo este que se aproxima do exaurimento sem uma solução definitiva. Ressalto que a minha negativa em aceitar a proposta de reparo parcial não suspende nem interrompe este prazo, uma vez que a recusa é tecnicamente fundamentada: não sou obrigada a anuir com intervenções paliativas ("remendos") em um veículo de apenas 17.000km, cujo diagnóstico é comprovadamente inconsistente e derivado de uma certificação irregular. A negligência da Prixx em não realizar uma investigação prévia do histórico do veículo culminou na privação do meu instrumento de trabalho, uma vez que o porta-malas do veículo é indispensável para o transporte de minhas ferramentas. Portanto, a responsabilidade pelo decurso do prazo e pela avalanche de transtornos causados recai integralmente sobre a concessionária e a Honda Brasil, que falharam em oferecer uma solução decente e técnica desde o início
Conclusão e Pedidos
Todo esse imbróglio está desvalorizando drasticamente um bem que inclusive paguei acima da FIPE. Este carro se transformou em um "mico" no mercado de revenda e seu repasse se tornou dificultoso devido a esta abertura irregular do motor e a esta certificação duvidosa que parece que deixou de ter valor. Meu bem foi altamente depreciado.
Como consumidora fiel da marca Honda por anos, desejo ser ouvida. Este relato é um resumo do absurdo que vivo, e estou disponível para apresentar todas as provas (há mais do que as citadas aqui).
A Honda ofereceu apenas uma concessão comercial paliativa que não trata a causa raiz para o vício oculto apresentado no veículo que jamais pode ser aceito para um veículo seminovo certificado com apenas 17.000km. E como ficam outros processos de garantia para este carro se for necessário acioná-los?
Diante das graves contradições entre o que me foi dito e o que a própria fábrica confirma, a confiança que eu tinha neste veículo foi totalmente rompida. O procedimento realizado sem transparência comprometeu a procedência e o histórico de revisões do bem, tornando-o um produto que eu jamais teria adquirido se soubesse dessas condições.
Não tenho interesse em soluções parciais ou reparos de componentes isolados, pois o veículo como um todo agora carrega uma incerteza técnica e documental que eu não sou obrigada a suportar. Para mim, a única forma de restabelecer o equilíbrio desta relação é a recomposição integral do valor investido no bem, já que o produto entregue não corresponde mais ao padrão de segurança e originalidade que me foi vendido. Considerem esta a minha posição definitiva para evitarmos que essa discussão sobre a legitimidade do processo avance para as esferas competentes.
Por fim, informo que prezo pela resolução administrativa e ética deste conflito. Contudo, na ausência de um posicionamento das instâncias competentes que sane as irregularidades aqui expostas, exercerei meu direito de liberdade de expressão e de crítica para levar este relato a veículos de comunicação e órgãos de defesa do consumidor. O objetivo será única e exclusivamente relatar os fatos e as evidências documentais deste caso, visando o compartilhamento de informações de interesse público sobre os processos de certificação e atendimento da rede, para que outros consumidores possam exercer o seu direito de escolha baseados na transparência fática e na realidade da experiência de consumo aqui narrada.
Anexo nesta reclamação a declaração do especialista que este comigo na Prixx dia 12/01 e a foto dos carimbos do manual do veiculo confirmando um carimbo de terceira revisão que não existe no sistema da montadora e fora da data.
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Resposta da empresa
23/01/2026 às 08:15
Olá Sra.Francine,
Bom dia. Esperamos que esteja bem!
Nosso principal objetivo é oferecer produtos e serviços visando à máxima satisfação dos consumidores.
Em relação à sua reclamação, após análise do caso, a concessionária foi devidamente orientada quanto ao seu atendimento e aos procedimentos a serem realizados, sendo o reparo realizado em garantia.
Esclarecemos que os veículos Honda possuem garantia de 3 anos, a partir da data de retirada do veículo da concessionária e 1 ano para veículos utilizados para fins comerciais, sem limite de quilometragem, desde que sejam realizadas as revisões programadas na rede autorizada, conforme descrito no manual do proprietário. Durante o período de garantia os problemas decorrentes de defeitos de peças, fabricação e montagem serão cobertos conforme as condições estabelecidas no manual de manutenção. Problemas ocasionados por desgaste natural ou agentes externos não são cobertos pela garantia. O termo de garantia está disponível para consulta no manual do proprietário.
Reiteramos, a Honda enquanto fábrica fica inviabilizada de auxiliá-la referente as negociações comerciais realizadas junto a concessionária, pois as autorizadas são empresas independentes e representantes de seu mercado, conforme autorizado pela lei 8.132/90 (Lei Ferrari).
Agradecemos seu contato e permanecemos à disposição para eventuais dúvidas e/ou necessidades.
Permanecemos à disposição por meio de nosso Departamento de Serviço de Atendimento ao Cliente, no telefone 0800 017 12 13, para suporte e eventuais contatos com a nossa marca.
Nossa equipe terá um grande prazer em atendê-la.
Atenciosamente,
Serviço de Atendimento ao Cliente
Honda Automóveis do Brasil.