Indignação com análise de perfil profissional e mau atendimento em centro de cursos

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Ibirité - MG
10/09/2026 às 16:55
ID: 258717809
RELATO DE INDIGNAÇÃO EXPERIÊNCIA COM ANÁLISE DE PERFIL PROFISSIONAL
Venho manifestar minha profunda indignação e insatisfação com a forma como eu e meu filho fomos tratados durante uma suposta análise de perfil profissional para encaminhamento a uma vaga de emprego.
Fui contatada por uma pessoa chamada Laura, da Impacto Jovem, informando que meu filho faria uma análise de perfil com o objetivo de identificar para qual oportunidade de emprego ele poderia ser direcionado.
Comparecemos à unidade do Horizonte Cursos Profissionalizantes, onde fomos informados de que o local apenas estaria cedendo o espaço para a realização da suposta análise.
No início, preenchemos uma ficha e fomos atendidos por um indivíduo chamado Otávio, que se apresentou como instrutor ou responsável pela avaliação.
Desde o atendimento, a postura dele foi extremamente agressiva, ríspida e, na minha opinião, completamente inadequada para uma situação que envolvia um jovem em busca da primeira oportunidade profissional.
Durante a conversa, ele afirmou, de maneira constrangedora, que meu filho não possuía qualificação profissional e que esse seria o motivo pelo qual ele ainda não havia conseguido uma oportunidade no mercado de trabalho. Também fez perguntas pessoais sobre o pai do meu filho, questionando por que ele não estava presente.
Em diversos momentos, utilizou frases como que meu filho estava "atrasado" e que não possuía perfil para conseguir uma vaga de emprego.
No momento do feedback, a situação ficou ainda mais constrangedora. Ele afirmou que meu filho não tinha competência para competir com pessoas como ele ou com outras pessoas que já estavam qualificadas no mercado de trabalho, dizendo que meu filho precisava "correr atrás".
Em nenhum momento houve preocupação em entender a realidade daquele jovem, sua condição financeira, sua trajetória ou os motivos pelos quais ele ainda não havia realizado uma qualificação profissional.
Quando questionei o que estava acontecendo e demonstrei meu desconforto com a forma como meu filho estava sendo tratado, a resposta foi, em tom de desprezo:
"Nada, uai. Não está acontecendo nada. Eu estou falando a verdade."
Posteriormente, ele simplesmente colocou uma folha de papel e uma caneta na frente do meu filho e mandou que ele fizesse uma fórmula de Excel. Não houve qualquer preocupação em saber se meu filho ainda realmente tinha conhecimento daquela fórmula.
Diante de toda aquela situação, solicitei a presença de um responsável.
Foi então chamado um coordenador chamado Daniel. Infelizmente, a postura dele não foi de acolhimento ou tentativa de solucionar a situação.
Ele chegou questionando se eu não sabia "ouvir a verdade" e perguntou se, no local onde eu trabalho, as pessoas eram humanas, afirmando que "nem toda empresa é humana".
Expliquei que trabalho na área de RH e que, justamente por lidar com pessoas, considero fundamental tratar candidatos e jovens com respeito, educação e empatia, principalmente quando se trata de alguém que está buscando sua primeira oportunidade.
Ele então questionou por que meu filho não trabalhava na mesma empresa que eu e por que eu não havia colocado meu próprio filho para trabalhar comigo.
Expliquei que isso não era possível porque existe uma regra da empresa que impede a contratação de parentes.
Mesmo depois da minha explicação, ele continuou questionando a humanidade da empresa onde trabalho.
Diante de toda a situação e do meu estado emocional, informei que chamaria a polícia, pois eu não estava me sentindo respeitada e estava extremamente desconfortável com a forma como estávamos sendo tratados.
Quando comecei a fazer a ligação, o coordenador, em tom que interpretei como debochado, passou a me informar o endereço para que eu pudesse repassá-lo à polícia, demonstrando, na minha percepção, total falta de preocupação com a gravidade da situação.
Solicitei então a devolução da ficha que eu havia preenchido, contendo meus dados pessoais.
Para minha surpresa, ele se recusou a devolver o documento.
Disse:
"Não vou te dar o papel. Você não vai sair daqui com esse papel."
Insisti que queria o documento que eu mesma havia preenchido e que continha meus dados. Mesmo assim, ele continuou se recusando, enquanto, segundo minha percepção, ria e debochava da situação.
Eu estava tremendo, extremamente nervosa e me sentindo humilhada diante do meu próprio filho.
Posteriormente, apareceu outra pessoa, apresentada como coordenadora. Porém, em vez de acolher a situação ou buscar solucionar o problema, ela aproveitou o momento para oferecer um curso.
Ou seja, saímos daquele local sem uma oportunidade de emprego, sem um atendimento digno e com uma experiência extremamente desagradável.
O que deveria ser uma oportunidade para orientar e incentivar um jovem acabou se transformando em uma situação de constrangimento e humilhação.
Não questiono a necessidade de qualificação profissional. Pelo contrário: sei da importância dos estudos e da preparação para o mercado de trabalho. O que questiono é a maneira como isso foi colocado para um jovem que estava justamente buscando uma oportunidade.
É possível falar a verdade sem humilhar. É possível orientar sem diminuir. É possível apontar aquilo que precisa ser melhorado sem fazer uma pessoa se sentir incapaz ou inferior.
O mínimo que se espera de quem trabalha com recrutamento, orientação profissional ou com jovens em busca de emprego é respeito, educação, empatia e preparo.
Minha indignação não é apenas pelo que foi dito ao meu filho, mas principalmente pela forma como fomos tratados quando tentei questionar o atendimento.
Por isso, deixo aqui registrado o meu relato e a minha indignação para que outras pessoas tenham conhecimento dessa experiência e possam avaliar cuidadosamente qualquer abordagem semelhante envolvendo supostas oportunidades de emprego, análises de perfil ou encaminhamentos para cursos.
Uma oportunidade de emprego não deveria começar fazendo um jovem se sentir incapaz e uma mãe se sentir humilhada.
Espero que os responsáveis pelas instituições envolvidas apurem o ocorrido e tomem as medidas necessárias para que outras pessoas não passem pela mesma situação.