Falhas de comunicação e coordenação no atendimento e exames de paciente idosa na UTI

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Santos - SP

08/08/2026 às 00:03

ID: 255926389

Falhas graves de comunicação e falta de coordenação no atendimento de paciente de 74 anos

Toda a minha família é cliente do Hospital Ana Costa há muitos anos e nunca vivenciamos tantas falhas de comunicação e de coordenação em um único atendimento.

Minha mãe, de 74 anos, deu entrada no Pronto-Socorro na terça-feira, 04/08, às 14h30, com pressão de 18x10 e forte dor abdominal.

Permanecemos até aproximadamente 21h. Ela recebeu medicação para pressão e enjoo e ficou sem se alimentar. Foi realizado protocolo para afastar infarto, incluindo exames de enzimas cardíacas. Mesmo informando que continuava com dor abdominal, recebeu alta, com orientação de que a dor deveria passar e que retornássemos em caso de piora.

Às 23h, tentou se alimentar e vomitou tudo. Continuava com dor.

Por volta das 5h da manhã, já muito fraca, apresentou um episódio de alteração neurológica. Meu pai, de 80 anos, ficou extremamente assustado e precisou sair às pressas para pedir ajuda.

Eu, meu pai e meu irmão a levamos novamente ao Ana Costa, chegando aproximadamente às 6h30. Como ela já sofreu um AVC em novembro de 2024 e estava com dificuldade na fala, sem forças para permanecer em pé e vomitando, retiramos a senha para suspeita de AVC.

Às 7h30 ainda não havia sido atendida por nenhum médico. A recepção estava vazia e precisei perguntar no balcão se havia atendimento naquele horário. Somente então uma pessoa da recepção foi até os consultórios.

Desta vez, minha mãe, que no dia anterior havia chegado com pressão 18x10, estava com aproximadamente 10x4.

Recebeu hidratação e a dor abdominal melhorou, mas continuava extremamente letárgica e com pouca reação. Foram solicitados novos exames laboratoriais e, por volta das 11h, a médica nos informou que marcadores relacionados ao fígado estavam extremamente elevados: valores que, segundo nos explicaram, deveriam estar em torno de 40 estavam acima de 1.000.

Fomos então informados de que ela seria encaminhada para uma sala de emergência e aguardaria vaga na UTI. A internação ocorreu na quarta-feira, por volta das 20h.

Nossa primeira pergunta ao Hospital Ana Costa é: considerando que ela já havia apresentado dor abdominal persistente no primeiro atendimento, por que uma investigação laboratorial mais ampla não foi realizada naquele momento, juntamente com os exames destinados a afastar o problema cardíaco?

Não estamos fazendo diagnóstico médico. Questionamos por que uma paciente de 74 anos, com dor abdominal persistente, recebeu alta e precisou retornar poucas horas depois, significativamente pior, para que alterações laboratoriais importantes fossem identificadas.

Na UTI, fomos informados de que ela precisaria realizar uma ressonância específica para investigação do fígado ainda naquela noite. Não aconteceu. Depois fomos informados de que seria pela manhã. Novamente, não aconteceu.

A equipe médica nos informou sobre melhora dos marcadores e que seriam realizados tomografia, endoscopia e ressonância. A tomografia foi realizada, mas continuávamos sem diagnóstico conclusivo. E ficamos sem informação sobre o horario da ressonância que é o exame fundamental para o diagnóstico conclusivo.

Na sexta-feira, por volta das 17h, minha mãe realizou a endoscopia. Recebemos a informação preliminar de que não havia nada preocupante no estômago e que ela permaneceria em jejum para realizar a ressonância na sequência. Sua última refeição havia sido o almoço, às 12h.

Às 18h, perguntei sobre a ressonância e fui informada de que seria às 19h. Pedi para falar com a médica de plantão, que foi transparente ao explicar que o equipamento estava fora do ar e que seria necessário aguardar.

Às 19h, perguntei novamente, pois minha mãe estava com fome e pedindo o jantar. Uma profissional de enfermagem informou que não sabia o horário porque o setor de ressonância é quem ligava para a UTI. Pedi que entrassem em contato para verificar a previsão, inclusive para sabermos se ela deveria continuar em jejum. Fui orientada a aguardar.

Diante de tudo o que já havia ocorrido, desci pessoalmente ao setor de exames e perguntei se minha mãe estava na programação.

Para minha surpresa, fui informada pela biomédica de que ela deveria ter descido por volta das 17h e que depois não havia recebido novas informações.

Solicitei que o setor entrasse em contato com a UTI para esclarecer a situação e permaneci ali aguardando essa comunicação.

Somente após essa intervenção o exame foi efetivamente programado para as 23h30.

Voltei à UTI e pedi para falar com a enfermeira responsável, pois naquele momento já me sentia profundamente desrespeitada como familiar e cuidadora de uma paciente idosa que não tinha condições de acompanhar ou questionar o próprio fluxo de atendimento.

A enfermeira responsável perguntou à equipe se alguém havia recebido contato do setor de exames e a informação inicial foi de que não. Ela própria telefonou para o setor na minha frente e constatou que o exame estava realmente agendado e que uma profissional havia recebido a informação, mas não a repassou.

Este episódio resume nossa principal reclamação.

Não estamos reclamando simplesmente porque um exame atrasou. Estamos falando de uma sequência de falhas de comunicação entre setores, informações desencontradas e da necessidade de a própria família circular pelo hospital para descobrir o que estava acontecendo e fazer com que os setores conversassem entre si.

Minha mãe tem 74 anos, está internada em uma UTI e depende integralmente da equipe para que exames, alimentação, jejum e tratamento sejam corretamente coordenados.

O que aconteceria se ela estivesse internada sem familiares presentes e atentos para acompanhar cada etapa?

Depois de tantos anos confiando no Hospital Ana Costa, é extremamente frustrante perceber que, em um momento tão delicado, precisamos atuar quase como intermediários entre departamentos do próprio hospital.

Não buscamos conflito. Queremos informação clara, integração entre as equipes, segurança no atendimento e, principalmente, um diagnóstico correto e tratamento adequado para que minha mãe possa se recuperar e voltar para casa.

Esperamos um posicionamento formal do Hospital Ana Costa esclarecendo:

1. Por que, diante da dor abdominal persistente no primeiro atendimento, ela recebeu alta sem investigação laboratorial mais ampla;
2. Por que a ressonância foi informada diversas vezes à família e não realizada conforme previsto;
3. O que ocasionou a falha de comunicação entre a UTI e o setor de exames;
4. Por que foi necessária a intervenção direta da família para confirmar o exame;
5. Quais providências serão adotadas para que outros pacientes, principalmente idosos e aqueles sem familiares presentes, não passem pela mesma situação.

Temos uma história de confiança no Hospital Ana Costa e gostaríamos de continuar tendo essa segurança. Neste momento, porém, o sentimento da nossa família é de insegurança diante das sucessivas falhas de comunicação e integração justamente quando mais precisamos confiar no hospital.

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Resposta da empresa

14/08/2026 às 13:07

Olá Sra. Andrea.

Antes de tudo, pedimos desculpas pelos transtornos relatados.

Compreendemos a preocupação envolvida na situação descrita e, por isso, buscamos contato para dar continuidade ao atendimento e esclarecer os pontos apresentados em sua manifestação.

Desde o recebimento de seu relato, nossa equipe da Rede Total Care realizou tentativas de contato por meio de mensagem e ligação telefônica. No entanto, até o momento, não obtivemos retorno.

Diante da ausência de resposta, não foi possível avançar com a análise do caso, motivo pelo qual a manifestação está sendo encerrada neste momento.

Ressaltamos, entretanto, que nossos canais permanecem à disposição.

Caso deseje retomar o contato, permanecemos à disposição para atendê-la e prestar os esclarecimentos necessários.

Conte conosco.

Atenciosamente,

Equipe de Atendimento Integrado
Rede Total Care