Insatisfação com atendimento na emergência obstétrica do Hospital Mantevida - Falta de humanização e analgesia negada

Não respondida
Brasília - DF
06/05/2026 às 17:56
ID: 247913895
Prezados,
Venho, por meio desta, registrar minha insatisfação em relação ao atendimento recebido na emergência obstétrica do Hospital Mantevida, unidade L2 Norte, no dia *****.
Durante minha gestação, recebi comunicações do hospital destacando a proposta de um atendimento humanizado às gestantes, com acolhimento e suporte adequado. No entanto, a experiência vivenciada esteve em desacordo com o que foi divulgado.
Na referida data, cheguei à unidade com 40 semanas de gestação, em trabalho de parto ativo, apresentando contrações regulares. Após aguardar a liberação da equipe obstétrica, fui atendida pela *****. Ressalto que, independentemente de qualquer circunstância, a conduta adotada durante o atendimento foi marcada por frieza, falta de empatia e comunicação pouco acolhedora.
Dei entrada com 7 cm de dilatação, relatei enjoo e solicitei medicação, sendo encaminhada para um box na enfermaria, onde permaneci aproximadamente das 22h às 00h sem receber a medicação solicitada e sem acompanhamento médico adequado.
Por volta das 23h, meu esposo procurou a médica para reforçar o pedido de medicação para enjoo e solicitar analgesia, considerando a intensidade da dor. Fomos informados, de forma direta e sem maiores esclarecimentos, de que o hospital não realizava analgesia, o que nos causou surpresa e insegurança.
Cabe ressaltar que a analgesia durante o trabalho de parto é um direito da gestante, amplamente reconhecido nas diretrizes de assistência obstétrica humanizada. A recusa em ofertar ou, ao menos, avaliar essa possibilidade sem uma justificativa clínica clara, devidamente explicada à paciente, configura falha grave na assistência e pode ser caracterizada como violência obstétrica.
Mesmo relatando dor intensa, sensação de desmaio e fraqueza, não houve avaliação médica no local. O atendimento só ocorreu quando entrei em período expulsivo, momento em que meu esposo precisou acionar a equipe de enfermagem.
Durante o processo, relatei novamente não ter forças para prosseguir e solicitei analgesia, porém fui orientada a continuar. O trabalho de parto teve início ainda no box e, posteriormente, fui encaminhada ao centro cirúrgico por solicitação da pediatra, visando maior segurança ao bebê.
Houve intercorrências durante o parto, incluindo dificuldade na progressão do expulsivo, necessidade de intervenção emergencial, descolamento de placenta e suporte respiratório ao recém-nascido nas primeiras horas de vida.
Em decorrência dessa situação, não foi possível realizar o contato pele a pele imediato, tampouco proporcionar ao meu esposo o momento de cortar o cordão umbilical, conforme havíamos planejado.
Acredito que uma conduta mais atenta, com escuta ativa, avaliação clínica no momento oportuno, administração das medicações solicitadas e, principalmente, uma comunicação mais clara e humanizada poderiam ter contribuído para uma experiência diferente e, possivelmente, para a prevenção das intercorrências relatadas.
Ressalto que a equipe de enfermagem demonstrou postura atenciosa, prestativa e acolhedora durante todo o atendimento, não havendo ressalvas quanto a esses profissionais.
Diante do exposto, solicito que este relato seja analisado com a devida atenção, a fim de que situações semelhantes não voltem a ocorrer e que as práticas institucionais estejam alinhadas com a proposta de atendimento humanizado divulgada pelo hospital.