Segurança de hospital humilha e coage mães de recém-nascidos na UTI neonatal

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Brasília - DF
02/04/2026 às 02:08
ID: 244986783
No dia 01/04/2026, eu e minha esposa, fomos constrangidas, coagidas e humilhadas pelo segurança *****.
Ocorre que nós tivemos gêmeos, quer nasceram nesse hospital no dia 19/03/2026, devido a prematuridade e baixo peso dos nossos gêmeos, ambos foram internados na UTI neonatal.
No dia 01/04/2026 chegamos ao hospital aproximadamente as 8h, nos identificamos na recepção de internação e entramos para mais um dia de acompanhamento. Nesse dia estávamos preparadas para dormir na UTI, porém, quando fomos tomar banho nos deparamos com chuveiros frios no banheiro disponibilizado para o nosso uso. Diante disso, saímos do hospital para tomar banho na casa da minha cunhada às 22h30 e ao retornarmos as 23h, fomos constrangidas ainda na porta de acesso pelo segurança *****. Ele alterou a voz para nos constranger na frente de outros pacientes e funcionários, e mesmo diante da intervenção de uma enfermeira que tem conhecimento do nosso caso e reforçou a nossa identificação, ele quis nos impedir de acessar a UTI sob a alegação de que não podíamos estar as duas mães como acompanhante de dois bebês. Após uma acalorada discussão, nós entramos, e ele solicitou no rádio que outro segurança nos acompanhasse até a UTI, mesmo após a nossa identificação. Reforçando a ação de coação, humilhação e constrangimento por parte dele.
Aproximadamente 10min após a nossa entrada, o mesmo segurança apareceu na UTI neonatal, constrangeu a enfermeira ***** e pediu para conversar apenas com a minha esposa, diante da nossa negativa dele conversar apenas com ela, ele de forma autoritária solicitou que nós o acompanhássemos até a recepção, reforçando que segundo as regras não poderíamos estar as duas aqui (sendo que outros pais, que tem apenas um bebê, constantemente são vistos na UTI neo simultaneamente) e nos ameaçando de chamar a polícia caso não o acompanhássemos, tudo isso, em meio à funcionários e pacientes.
Minha esposa decidiu ir até a recepção e eu a acompanhei, segundo funcionário a ida seria apenas para renovar nossa identificação que, lembrando, era do mesmo dia. Não satisfeito em nos tirar da UTI em um momento em que minha esposa estava se preparando para amamentar nosso filho, ele nos seguiu até lá, mais uma vez reforçando a tentativa de coação. Ao chegarmos na recepção, nossa identificação estava correta, tinha sido feita no mesmo dia um pouco mais cedo, e o recepcionista não imprimiu uma nova porque segundo ele, a impressora estava com problema. Fato que o sr ***** nem se deu o trabalho de conferir antes de nos constranger, humilhar e nos coagir diante da plateia disponível em todos os setores por onde passamos.
Nosso retorno à UTI Neonatal ainda se deu sob a armação do funcionário de que no dia posterior, se certificará de que só uma de nós esteja como acompanhante de nossos filhos.
Diante do ocorrido, minha esposa, que gostaria de lembrar ainda está em recuperação da cesária feita a apenas treze (13) dias atrás, ficou nervosa, chorou e nós nos se vimos impotente diante de tamanho despreparo, homofobia e racismo do funcionário. Fato comprovado pelo mesmo, ao confirmar que nunca tratou outros pais desse modo.
Eu exijo uma retratação do hospital e do funcionário diante da humilhação e constrangimento a que nos submeteu em um momento tão delicado para nós.