Precariedade e desorganização no atendimento hospitalar resultam em pagamento particular e má qualidade da assistência

Não respondida
Maceió - AL
02/05/2026 às 00:28
ID: 247501015
Minha esposa entrou em trabalho de parto antes do programado, chegamos ao Hospital Artur Ramos em Maceió na vigência de contrações. Ao iniciar o processo de admissão, houve lentidão na recepção para solicitar liberação da operadora de plano. Fiz contato com a central da operadora que funciona 24h, a mesma negou solicitação por parte do hospital. Já passavam pelo menos 30 minutos e não havia outro paciente em atendimento. Percebi uma desorganização do processo de trabalho, o que me levou a fazer um contrato do zero, no qual eu me comprometia a custear tudo particular. Não tive escolha. Após o parto, depois de passar pela sala de recuperação anestésica, no trajeto para o quarto vi a precariedade da estrutura. Elevadores com problema, de 3 elevadores só 2 funcionando, dos dois um com desnível no piso em relação ao andar. Macas e cadeiras de rodas trepidando para entrar e sair do elevador. Imaginem nos casos de pacientes com dor, minha esposa no pós operatório. No apartamento da maternidade houve problema elétrico e hidráulico. Primeiro parte do quarto ficou sem energia por pelo menos 2h. Depois durante o banho da minha esposa, água escorreu do banheiro para próximo do corredor do hospital tomando conta do quarto por obstrução do ralo. Teve um dos dias que o serviço de copa esqueceu de entregar o almoço da minha esposa que era paciente em aleitamento materno e meu como acompanhante. O primeiro parto da minha esposa também foi no Hospital Artur Ramos há 5 anos. Não tinha conhecimento do quanto o hospital piorou na qualidade do atendimento. Processos de trabalho confusos, inconclusivos e que comprometem a qualidade da assistência. Hoje não recomendo o Hospital Artur Ramos.