Falhas na assistência, comunicação e nutrição durante internação para cerclagem

Reclamação resolvida

Resolvido

Reclamar dessa empresa

São Leopoldo - RS

23/07/2026 às 19:36

ID: 254697419

À Direção, ao Concierge e à Ouvidoria do Hospital Baía Sul Mulher

Antes de relatar os fatos ocorridos durante a internação da minha filha para realização de uma cerclagem de urgência, considero importante reconhecer que, sob os aspectos estrutural, tecnológico e físico, o Hospital Baía Sul Mulher corresponde, à primeira vista, à imagem de excelência divulgada em suas campanhas institucionais. As instalações são modernas, o ambiente é agradável e a tecnologia empregada transmite segurança aos pacientes e familiares.

Da mesma forma que considero meu dever registrar as situações que causaram insatisfação, também faço questão de reconhecer e agradecer os profissionais que demonstraram excelência, respeito, acolhimento e profissionalismo durante nossa permanência no hospital.

Meu agradecimento especial ao Dr. Luiz Mauro, responsável pela realização da cerclagem, pela competência técnica, segurança transmitida à família, profissionalismo e excelência na condução do procedimento.

Agradeço também ao Dr. Felipe, médico responsável pela alta hospitalar, pela atenção, cordialidade, empatia e cuidado no atendimento, transmitindo tranquilidade em um momento de grande ansiedade para nossa família.

Registro ainda meu reconhecimento à Mariana, responsável pelo Concierge, pela disponibilidade em ouvir atentamente nossos relatos e pelo acolhimento prestado.

Meu agradecimento também à recepcionista Ana Carolina, da recepção de altas e visitas, pelo atendimento cordial, respeitoso e profissional.

Estendo igualmente meu reconhecimento ao segurança Alessandro, que demonstrou educação, respeito e gentileza durante todo o contato conosco.

Esses profissionais representam o padrão de atendimento que se espera encontrar em uma instituição que se apresenta como referência. Justamente por existirem colaboradores tão comprometidos, torna-se ainda mais evidente que as falhas relatadas neste documento estão relacionadas a processos, organização, comunicação entre setores e necessidade de fortalecimento da cultura de humanização no atendimento.

A verdadeira excelência de uma instituição de saúde não se mede apenas pela qualidade de sua estrutura física ou pela tecnologia disponível, mas sobretudo pela forma como acolhe, respeita e cuida das pessoas nos momentos de maior vulnerabilidade.


Por se tratar do único hospital privado de Florianópolis dedicado exclusivamente à maternidade, naturalmente as expectativas em relação à qualidade da assistência são elevadas. Foi justamente essa reputação que motivou nossa escolha.

Entretanto, infelizmente, a experiência vivenciada por nossa família demonstrou que a excelência apresentada na estrutura física e nas campanhas publicitárias não se refletiu na assistência prestada durante a internação.

Os fatos relatados a seguir não têm como finalidade desmerecer a instituição ou os inúmeros profissionais que exercem seu trabalho com dedicação. Ao contrário, o objetivo é contribuir para que situações como estas sejam analisadas e corrigidas, permitindo que outras famílias, especialmente aquelas que já chegam emocionalmente fragilizadas por uma gestação de risco, recebam um atendimento verdadeiramente humanizado, organizado e compatível com a imagem de excelência que o hospital apresenta à sociedade.

A internação ocorreu para realização de uma cerclagem de urgência, procedimento indicado após a constatação de dilatação precoce do colo uterino. Tratava-se de um momento extremamente delicado, em que havia risco real de perda gestacional, tornando ainda mais importante uma assistência acolhedora, organizada e sensível às necessidades da paciente e de seus familiares.

Infelizmente, ao longo da internação, foram identificadas diversas falhas de organização, comunicação, humanização e assistência, as quais passo a relatar, conforme segue:


1. Falta de humanização e acolhimento

Minha filha permaneceu em jejum desde aproximadamente 7h da manhã para realização do procedimento. Após a cirurgia, quando a alimentação foi liberada pela equipe médica, a enfermagem foi avisada diversas vezes da necessidade de fornecer alimentação. Fomos informados de que o serviço de copa é terceirizado e que a solicitação já havia sido feita.

Apesar das inúmeras solicitações, a alimentação somente chegou por volta das 21h, ou seja, muitas horas após a liberação, o que considero totalmente incompatível com o cuidado esperado de uma paciente recém-submetida a um procedimento cirúrgico.

O acompanhante, que também possui direito à alimentação, não recebeu nenhuma refeição. Apenas no dia seguinte, após insistentes solicitações, foi servido o café da manhã às 9h11min( tbm informado que não havia horário certo para o café ).

Essa situação demonstra evidente falha na organização entre os setores.

1. Falhas no serviço de nutrição e na condução da alimentação da paciente

No almoço servido durante a internação, a refeição continha peixe, alimento que minha filha não consome.

Solicitamos a substituição imediatamente. Inicialmente, fomos informados de que isso deveria ser tratado com a nutricionista, profissional que, durante nossa permanência, não compareceu ao quarto. Posteriormente, fomos orientados de que a solicitação deveria ser realizada por meio de um QR Code.

Na prática, porém, a refeição não foi substituída.

Retiramos apenas o peixe do prato e fomos chamados atenção de que não poderíamos mexer no prato , pois seria levado para outro paciente. Por esse motivo o alimento não foi substituído.

Essa informação nos causou grande preocupação, pois, uma vez que uma refeição já entrou em um quarto de internação, entendemos que ela não deveria ser reaproveitada para outro paciente, por questões de segurança alimentar e controle sanitário. Independentemente dos protocolos adotados pelo hospital, essa conduta nos pareceu inadequada e gerou insegurança.

Ao final, a alimentação não foi substituída e ainda fomos informados de que, caso fosse solicitada outra refeição, ela seria cobrada à parte.

Mais uma vez, fica a sensação de que os valores cobrados pelo hospital são elevados, enquanto o serviço efetivamente prestado não corresponde ao padrão de qualidade esperado de uma instituição privada que se apresenta como referência.

- cabe também ressalta que no café da manhã entregaram um café com leite sem saber se a paciente poderia tomar , pois nessa situação ela tem intolerância à lactose e não foi ponderado isso.

Tivemos a explicação que deveria ter sido mencionado pelo QRcode( fato desconhecido por nós )! Que falta faz uma nutricionista in loco acolhendo e conhecendo o (a) paciente.

1. Falta de organização e integração entre as equipes

Após a internação, minha filha foi encaminhada para um quarto semiprivativo, separado apenas por cortinas.

Em determinado momento, duas técnicas de enfermagem entraram perguntando: Onde está o bebê?, demonstrando desconhecimento completo do motivo da internação.

Minha filha havia acabado de passar por uma cerclagem de urgência devido à abertura total precoce do colo uterino e corria risco de perder a gestação.

Esse tipo de abordagem demonstra ausência de comunicação entre os profissionais e causa enorme constrangimento e sofrimento emocional à paciente e aos familiares.

É inadmissível que a equipe responsável pelo atendimento desconheça o motivo da internação da paciente.

1. Falta de ética profissional

Após coletar todas as informações da paciente (alergias, medicações e o fato de ela ser bariátrica), uma técnica de enfermagem saiu do quarto e, sem perceber que o marido da paciente estava no corredor, disse em voz alta:

A bariátrica do ***** já quer comida.

A forma utilizada foi extremamente inadequada.

A paciente não solicitava alimentação por ser bariátrica, mas porque havia permanecido muitas horas em jejum e acabara de sair de um procedimento cirúrgico.

Além da exposição desnecessária de informações pessoais, a forma de comunicação demonstrou falta de ética, empatia e respeito.


Aqui não cabem todas as informações!

Compartilhe

Resposta da empresa

17/08/2026 às 09:30

Prezada Denise,

Agradecemos por compartilhar suas considerações conosco.

O Baía Sul Mulher preza por um atendimento pautado no respeito, acolhimento e promoção da saúde. Lamentamos que sua experiência junto de sua filha não tenha sido positiva, pois esse não é o padrão de cuidado que buscamos oferecer.

Recebemos também sua manifestação por nosso canal de Ouvidoria, que já foi encaminhada à equipe de coordenação responsável para análise e tratativas cabíveis.

Sentimos muito por não termos conseguido atender às suas necessidades no tempo e da forma que você esperava. Seguiremos empenhados em aprimorar continuamente nossos processos e a experiência dos nossos pacientes.

Sua opinião é muito importante para nós, nos proporcionando entender as nossas fragilidades e oportunidades de melhoria.

Seguimos à disposição para qualquer nova dúvida ou necessidade através de nosso canal oficial via e-mail: [email protected]

Atenciosamente,
Relacionamento com o Paciente
Grupo Baía Sul

Consideração final do consumidor

19/08/2026 às 22:34

O hospital respondeu ao meu registro , porém não tenho como avaliar porque ainda não precisei estar lá novamente.

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Sim

Nota do atendimento

4