Negligência e Falta de Atendimento Adequado a Criança em Hospital: Relato de Internação Traumática no Baía Sul

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Palhoça - SC

09/11/2025 às 21:33

ID: 231443045

Quero relatar detalhadamente tudo que ocorreu comigo e minha família durante a internação no hospital Baía Sul em Florianópolis.

No dia 08/11/2025, meu filho de 3 anos de idade, foi internado no Baía Sul para realizar uma cirurgia de retirada das amígdalas e adenoide, previamente agendada para as 8h com a médica otorrinolaringologista que o acompanha.

O atendimento já não foi legal na recepção, pois chegamos duas horas antes da cirurgia, como exigido pelo hospital, nos dirigimos até a recepção no Ático para darmos entrada na internação, a nossa senha foi retirada as 6h20min, éramos a segunda senha e só fomos atendidos as 7h55min. Houve um atraso bem considerável, mas relevamos.

No centro cirúrgico fomos bem recepcionados pela médica, sua equipe e anestesista. Na sala de recuperação, por volta das 9h45min, na pós anestesia, o meu filho chorava bastante, os técnicos de enfermagem presentes foram bem atenciosos e cordiais.
Em determinado momento, uma técnica aproximou-se e disse: A tia vai tirar o teu acesso, tá?. Em seguida, retirou o acesso venoso da mão do meu filho. A princípio, achei que estivesse tudo certo, pois ela também retirou o acesso de outra criança, de forma gentil.
Houve uma demora na liberação do quarto, inclusive a técnica de enfermagem pediu desculpas pela demora e às 11h35min fomos para o quarto.
Chegando no quarto, depois de uns 15 minutos, um enfermeiro veio nos recepcionar, aferiu a temperatura do Joaquim, saturação, e saiu.

Chegou o almoço por volta de12h10min e percebi que trouxeram um creme de batata com abóbora quente, ainda saindo vapor. Acionei uma funcionária que respondeu: é só deixar lá que esfria.
Saliento que não faz sentido uma dieta para paciente de remoção de amigdalas, que deve ser gelada/fria, vir quente daquele jeito, sendo que havia uma etiqueta na bandeja informando que a dieta para o paciente deveria ser fria.
Deixei a sopa de lado e tentei dar água fria, picolé, mas o meu filho chorava muito de dor nos ouvidos.

O choro estava incessante, saí do quarto e solicitei um remédio para dor à uma das enfermeiras que estava na recepção em frente ao quarto, ela disse que providenciaria.
Passados uns bons minutos, um técnico entrou no quarto com uma seringa e medicamento em uma bandeja, olhou para meu filho e disse: Ah, é criança? e fechou a porta.
Passaram-se mais 20 minutos, e o choro continuava. Acionei novamente a enfermagem. Então, uma enfermeira abriu parcialmente a porta, estendeu um copo com dipirona, uma seringa e uma garrafinha de água, e disse: Aqui estão 20 gotas de dipirona, pode dar pra ele na seringa. Eu mesma administrei o medicamento, como orientado.
Às 14h14min encaminhei mensagem à Dra. perguntando o que eu poderia fazer já que o Joaquim havia tomado as 20 gotas de dipirona, mas o choro de dor continuava.
A Dra me respondeu que ela havia prescrito Dexametasona + dipirona para serem aplicados no Joaquim, que se a dor não havia passado com essa medicação eu deveria acionar a enfermagem pedindo que o médico plantonista receitasse mais medicamento e assim, fariam a medicação no Joaquim.

Achei estranho, pois o Joaquim não havia recebido esse medicamento.
Fui novamente à recepção de enfermagem e expliquei o que a médica havia informado. A enfermeira a mesma que me entregou o copo com dipirona disse que o Joaquim estava sem acesso, e que eu deveria falar com a médica.
Nesse momento, o enfermeiro ao lado (o mesmo que antes havia dito Ah, é criança?) respondeu de forma ríspida: Pode ir pro quarto que a gente vai resolver.
Voltei para o quarto. O Joaquim chorava compulsivamente, a ponto de o choro ser ouvido na recepção, aonde estavam os 3 enfermeiros.
O enfermeiro responsável pelo 3 andar (o mesmo que nos recepcionou) entrou e disse:
Acontece que este hospital não atende crianças, é um hospital de adultos. Nós não colocamos acesso em criança, isso é algo que tem que ser feito no centro cirúrgico. Esse hospital recebe crianças apenas aos sábados e domingos para realizar cirurgias, mas elas não são pacientes do hospital. Vamos pedir para um anestesista vir colocar o acesso no seu filho, porque nós não colocamos. Não poderiam ter tirado o acesso.
Estávamos sem entender, pois uma enfermeira tirou e eles estavam dizendo que não poderiam colocar novamente, pois não atendiam crianças.

Imediatamente acionei a médica e relatei o fato.

O enfermeiro responsável voltou ao quarto para dizer:
provavelmente a médica de do Joaquim mandou tirar o acesso, mas não poderia ter feito isso, porque ninguém aqui pode colocar.

Já eram 15h, e, depois de muito chorar, Joaquim adormeceu no colo do pai.
As 15h30min uma técnica entrou no quarto dizendo que ia colocar o acesso nele, que chamaram ela e ela era do 4 andar. Ficamos super empolgados e ainda brincamos com ela Então você é a única que sabe colocar acesso em criança aqui? A mais requisitada? Ela respondeu:
Não, é que os outros enfermeiros tem pena de criança, mas a gente não pode ter pena.

Meu filho dormia de bruços no colo do pai. Ela começou a procurar a veia, e, quando tentei acordá-lo, ela disse: Não acorde, ele nem vai sentir.
Enfiou a agulha no bracinho dele, mas o Joaquim levou um susto e começou a se debater. Logo tirou a agulha e começou sangramento.
Com a criança chorando que eu o colocasse na maca, deitado no meu colo, para tentar novamente.
Tentou uma veia mais fina, enfiou a agulha, o sangue subiu e pegou o acesso mas o menino gritava. Após fixar o acesso e colocar todos os esparadrapos , percebeu que a agulha estava torta e que o medicamento não fluía.
Sem o menor cuidado, começou a cavar a agulha no braço da criança, que entrou em desespero. Pedi que ela parasse, mas ela insistia dizendo:
Vai dar certo, calma, não estou maltratando a criança. Deus me livre maltratar criança!
Insisti que ela parece imediatamente, não estava conseguindo mais segurar o menino e estava machucando demais.

Diante disso, o enfermeiro responsável entrou no quarto, ela tirou a agulha e começou a dizer a ele:
Eu sou do 4 andar, vim fazer um favor. Tu está vendo que eu fiz o possível, mas não deu, nunca mais, não dá. Esse hospital é de adultos, tá vendo? E nisso os dois começaram entre eles falarem que o hospital era de adulto e todo aquele discurso.
Ambos saíram do quarto e meu filho, agora agitado e nervoso, chorava ainda mais.

Às 16h, o enfermeiro retornou com um copo e disse: Aqui está o paracetamol pra dar pra ele.
Respondi que não daria nada sem falar com a médica.

Por fim, a médica nos ligou e ficou bastante chocada com o acontecido, nos relatando que ela não pediu para dar nem o dipirona em gotas, nem o paracetamol, que a enfermagem estava dando por conta própria. Confirmou a medicação injetável que ela havia prescrito a medicação para o Joaquim.
A médica também havia nos informado que, caso o Joaquim sentisse dor e estivéssemos inseguros em ir embora, poderíamos pernoitar no hospital, pois o convênio havia autorizado. No entanto, a equipe de enfermagem insistiu que nossa alta seria às 17h, embora a médica tivesse deixado prescrita para as 18h.
que confirmou que o hospital é voltado para adultos, e que não atendem crianças. Disse ainda que a médica aloca o local para realizar cirurgias em seus pacientes particulares, sendo responsabilidade da equipe médica assisti-los, e não do hospital.

O concierge do hospital Baía Sul, entrou no quarto próximo das 17h e relatamos todo o acontecido à ele que nos prometeu levar o caso para seus superiores e nos orientou que deveríamos procurar nossos direitos e que de fato, o que ocorreu ali, foi um [Editado pelo Reclame Aqui].

Decidimos ir embora as 17h, pois não fazia o menor sentido estarmos num hospital onde fomos desassistidos.

O que me chocou foi os funcionários negarem atendimento à uma criança, sendo que todos são técnicos ou enfermeiros. Independente de ser criança ou adulto, qualquer profissional da saúde é capaz e apto para colocar um acesso em um paciente e aplicar a medicação.
O desrespeito com a vida, a falta de ética e humanidade me deixou muito desapontada.
É um absurdo que esses profissionais defendam a vida fazendo tamanho descaso em prestar um atendimento.

A falta de ética em querer culpar a médica ou um colega pela retirada do acesso o tempo todo, sem procurar solucionar o problema. A falta de ética em relatar ao paciente que não atende criança, que é um hospital de adultos nos dá a ideia que estávamos ali apenas esperando a alta, como se fosse um hotel, apenas.

O atendimento dos técnicos e enfermeiros do 3 andar foi extremamente desrespeitoso. Estávamos tratando de uma criança de 3 anos, com dor, nervosa, sensível com toda essa situação. Fomos tratados com ignorância, descaso. Nos sentimos invisíveis dentro de uma instituição de saúde, aonde nós estamos pagando pelo serviço.

Relato também que o convênio autoriza a alimentação completa do paciente e acompanhante menor de 18 anos (café da manhã, almoço, café da tarde, jantar e lanche da noite), como previsto. Porém, na nossa estadia, eu, mãe e acompanhante, não recebi o café da tarde. Minha reclamação não é pela refeição, mas pelo mal atendimento. Comida quente para um paciente que a dieta exigia ser fria e falta de uma refeição que estava prevista e paga pelo convênio.

Finalizo meu longo relato com muita indignação e informando que vou procurar os meus direitos, visto que foi negado um atendimento ao meu filho e, depois de muita insistência, encaminharam uma profissional extremamente despreparada. Não é possível que um hospital desse tamanho não tenha uma pessoa apta a prestar esse atendimento. O juramento da enfermagem que diz dedicar minha vida profissional a serviço da humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana.. fooi completamente ignorado, esmagado pela falta de amor à profissão, empatia e responsabilidade.

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Resposta da empresa

10/11/2025 às 15:45

Prezada Priscila,

Agradecemos pela confiança depositada no Hospital Baía Sul para os cuidados com a saúde de seu filho.

Nosso hospital preza por um atendimento pautado no respeito, acolhimento e promoção à saúde. Lamentamos não ter conseguido atender plenamente às suas expectativas e sentimos muito pela experiência negativa relatada durante o atendimento de seu filho em nosso hospital.

Informamos que também recebemos sua manifestação por e-mail, a qual já foi encaminhada à nossa Direção para análise e tratativas cabíveis, dentro das possibilidades. Em breve, nossa equipe entrará em contato com você por meio de nosso canal oficial.

Reforçamos que sua opinião é muito importante para nós, pois contribui para o aprimoramento constante dos nossos serviços e cuidados aos pacientes.
Permanecemos à disposição por meio de nosso canal oficial: *******

Atenciosamente,
Relacionamento com o Paciente
Grupo Baía Sul