Negligência e tratamento desumano no Hospital Baía Sul Mulher durante internação para parto normal.

Respondida
Rio de Janeiro - RJ
11/02/2026 às 17:50
ID: 240481601
Venho, por meio deste relato, denunciar a forma negligente e desumana com que minha irmã vem sendo tratada no Hospital Baía Sul Mulher, localizado em Florianópolis/SC, durante sua internação para a realização de parto normal.
Minha irmã foi admitida na referida unidade hospitalar no dia 09/02/2026. Desde sua chegada, já em trabalho de parto, apresentando contrações evidentes e dor intensa, não recebeu qualquer tipo de acolhimento adequado por parte da equipe presente no saguão, inexistindo atenção prioritária, orientação ou mesmo contato visual por parte dos profissionais.
Após a realização do parto, minha irmã saiu da sala ainda suja de sangue e, mesmo assim, não lhe foi disponibilizada cadeira de rodas ou qualquer auxílio para locomoção de maneira imediata. Somente após ser dirigida ao elevador, andando, trouxeram uma cadeira de rodas. Ao ser encaminhada ao quarto, o tratamento negligente persistiu. Nenhum profissional de enfermagem prestou auxílio para o banho ou para a troca do curativo referente à laceração de grau 2 decorrente do trabalho de parto. Depois de solicitar auxílio exaustivamente, sem comer e sem ver a filha e sem acompanhamento de nenhum profissional, resolveu tomar banho acompanhada pelo marido e quase desmaiou, pois, devido a perda significativa de sangue e suor, estava muito fraca e com a pressão baixa.
Ressalta-se, ainda, a precariedade das condições oferecidas no quarto: a paciente recebeu garrafa de água, sem copo, sendo obrigada a ingerir o líquido diretamente no gargalo; a mala com pertences da mãe e do recém-nascido permaneceu no chão; e o lençol da cama ficou sujo de sangue por um período prolongado, sendo trocado apenas esporadicamente, nas raras ocasiões em que algum membro da equipe de enfermagem se dirigia ao quarto para administrar medicações, as quais, em diversas situações, não eram sequer identificadas ou explicadas à paciente.
O quadro se agravou diante da necessidade de internação da recém-nascida em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal). Em nenhum momento a equipe responsável pela ordenha do leite materno compareceu ao quarto para realizar a coleta, tampouco orientou minha irmã de que o procedimento correto seria a retirada do leite em sala apropriada dentro da própria UTI, a fim de garantir a alimentação precoce da bebê com leite materno.
Somente após intensa insistência por parte da minha irmã que precisou se deslocar diversas vezes pelo hospital em busca de informações e solicitar reiteradamente auxílio da equipe , mais de 24 horas após o nascimento, foi realizada a ordenha do leite. Na ocasião, uma enfermeira informou que o setor se encontrava desorganizado e que, em regra, a ordenha era realizada em sala específica, porém o leite demorava consideravelmente para chegar até o recém-nascido.
Diante da gravidade da situação, tentei contato telefônico com canais institucionais do hospital, como ouvidoria ou central de atendimento, a fim de solicitar providências urgentes. No entanto, fui informada de que o único meio disponível seria o contato por e-mail. Em uma das tentativas telefônicas, pelo número (48) 3113-8000, a atendente limitou-se a informar que eu deveria cobrar as enfermeiras, alegando não poder intervir ou prestar qualquer auxílio.
Causa extrema indignação que uma instituição que se apresenta como referência no cuidado e na saúde da mulher adote condutas marcadas por negligência, desorganização e ausência de acolhimento, especialmente em relação a uma puérpera em situação de vulnerabilidade física e emocional, cujo recém-nascido encontra-se internado em UTI Neonatal. Trata-se de um tratamento cruel, desumano e incompatível com os princípios da dignidade da pessoa humana.
Já enviei e-mail para o SAC, mas, por se tratar de um caso absurdo e revoltante, acho que o relato deveria ter mais visibilidade para que seja resolvido e não se repita com outras mulheres!
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Resposta da empresa
23/02/2026 às 07:50
Prezada Sra. Mariana,
Agradecemos por compartilhar suas considerações referente à internação de sua irmã no Baía Sul Mulher.
Informamos que recebemos também sua manifestação encaminhada por e-mail e que os apontamentos apresentados estão sendo devidamente analisados pelas áreas responsáveis.
Ressaltamos que suas considerações são de grande importância para o aprimoramento contínuo de nossos processos e serviços.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários através de nosso canal oficial via e-mail: [email protected]
Atenciosamente,
Relacionamento com o Paciente
Grupo Baía Sul