Reclamação sobre falhas na assistência de enfermagem, estrutura e atendimento inadequado no hospital

Respondida
São Leopoldo - RS
27/07/2026 às 22:20
ID: 254988509
Continuação Parte 2:
Fala de uma técnica de enfermagem:
A bariátrica do 111 já quer comida.
A forma utilizada foi extremamente inadequada.
A paciente não solicitava alimentação por ser bariátrica, mas porque havia permanecido muitas horas em jejum e acabara de sair de um procedimento cirúrgico.
Além da exposição desnecessária de informações pessoais, a forma de comunicação demonstrou falta de ética, empatia e respeito.
1. Ausência de dispositivo de chamada de emergência
Constatamos que o leito não possuía fio ou dispositivo de emergência para que a paciente pudesse solicitar auxílio da enfermagem.
Possuímos fotos e vídeos comprovando essa situação.
Considero essa ausência extremamente preocupante do ponto de vista da segurança do paciente.
1. Falhas no controle de acesso e tratamento inadequado ao visitante
Ao chegar ao hospital realizei todo o procedimento de cadastro, incluindo reconhecimento facial e apresentação dos documentos.
Posteriormente, ao acessar o andar de internação, observei diversas pessoas entrando normalmente, enquanto fui impedida por uma colaboradora, que exigiu novamente minha documentação.
Ao questionar o motivo, considerando que meu reconhecimento facial já havia sido realizado, recebi a seguinte resposta:
Os outros eu conheço. Você eu não conheço.
Respondi que, se o controle depende apenas do fato de a colaboradora conhecer ou não determinada pessoa, então o reconhecimento facial realizado anteriormente perderia completamente sua finalidade.
Apresentei novamente meu documento, mas saí extremamente constrangida com a situação e muito chateada.
Esse episódio demonstra falta de integração entre os sistemas e adoção de critérios subjetivos para controle de acesso.
1. Abordagem inadequada durante a internação
Enquanto eu resolvia pendências burocráticas relacionadas ao convênio, o marido da paciente permanecia com ela.
Mesmo explicando repetidas vezes que eu não estava realizando visita, mas aguardando retorno do setor administrativo para finalizar a internação, uma colaboradora insistia diversas vezes para que eu me retirasse.
O problema não foi a orientação em si, mas a forma insistente e pouco acolhedora com que fui tratada, desconsiderando completamente o contexto.
Posteriormente relatei esse episódio à líder da emergência, Michele.
Ao comentar que várias situações precisavam ser revistas para melhorar a qualidade do atendimento, pontuado que em situação anterior minha filha utilizou o hospital Carmela , e mesmo com suas limitações , o atendimento humano estava muito além do que estávamos recebendo ali , foi então que ouvi como resposta:
Mesmo assim vocês escolheram esse hospital.
Respondi que sim, escolhemos o hospital justamente por acreditar na qualidade anunciada e que registrar essas situações era uma forma de contribuir para melhorias, considerando o alto valor pago pelos serviços prestados.
Entretanto, a resposta recebida demonstrou pouca abertura para ouvir críticas construtivas.
1. Falta de organização da copa
Foi informado pela equipe que a copa é terceirizada.
Na prática, observamos grande demora na entrega das refeições e ausência de horários minimamente previsíveis para alimentação dos pacientes.
Essa desorganização compromete diretamente a assistência.
1. Falta de assistência da enfermagem
Mesmo após diversas solicitações, a roupa de cama permaneceu com manchas de sangue por longo período, sem substituição.
Também possuímos registros em vídeo dessa situação.
Por volta das 22 horas, ao sair do quarto para comunicar uma informação na recepção da enfermaria, não havia nenhum profissional no posto de atendimento. Essa ausência também foi registrada.
A percepção durante toda a internação foi de insuficiência de profissionais para atender adequadamente às necessidades dos pacientes.
1. Estrutura inadequada dos quartos semiprivativos
Os quartos são separados apenas por cortinas, transmitindo sensação de improviso e pouca privacidade.
Também observamos ausência de uma lixeira próxima ao leito. Assim, sempre que havia necessidade de descartar materiais utilizados pela paciente, como papéis utilizados após as necessidades fisiológicas, o acompanhante precisava atravessar até o banheiro para encontrar uma lixeira.
Além disso, observamos mães recém-parto sem orientação adequada da enfermagem quanto aos cuidados iniciais com o recém-nascido, como acompanhamento das eliminações e outras rotinas básicas, ficando praticamente toda essa responsabilidade sob a família.
Para um hospital privado considerado referência, esse cenário causa grande estranheza.
1. Alto custo sem retorno compatível
Também fomos informados de que diversos exames são terceirizados.
Após a cerclagem, por exemplo, uma ecografia fetal foi cobrada à parte, no valor aproximado de R$ 1.000,00, com pagamento imediato.
Diante dos altos valores cobrados, espera-se uma assistência compatível, o que infelizmente não foi a experiência vivenciada.
1. Falta de profissionais, assistência e integração entre os setores
Ao longo da internação ficou evidente a insuficiência de profissionais para atender adequadamente os pacientes.
A demora no atendimento, a ausência de funcionários em determinados momentos, a falta de troca de roupas de cama, os atrasos na alimentação, a ausência da nutricionista, as informações desencontradas e o desconhecimento da equipe sobre o quadro clínico da paciente reforçam a percepção de falta de integração entre os setores e comprometem diretamente a qualidade da assistência.
Considerações finais
Este relato não busca desmerecer os profissionais que desempenham seu trabalho com dedicação, mas registrar falhas importantes de organização, comunicação, acolhimento, segurança e assistência que precisam ser revistas.
É preocupante constatar que um hospital privado, reconhecido como referência em Florianópolis, apresente problemas tão básicos relacionados à humanização do atendimento.
Em muitos aspectos, infelizmente, nossa experiência foi inferior àquela frequentemente encontrada no próprio Sistema Único de Saúde, que, mesmo enfrentando limitações estruturais e financeiras, muitas vezes oferece atendimento mais acolhedor e organizado.
Solicito que este registro seja analisado pela direção do hospital e que sejam adotadas medidas concretas para melhoria dos processos, da comunicação entre equipes, do dimensionamento de profissionais e, principalmente, da humanização no atendimento às pacientes e seus familiares.
Possuímos fotografias e gravações que comprovam diversas das situações aqui relatadas e as disponibilizaremos, caso seja necessária a abertura de uma apuração interna.
Acredito que instituições verdadeiramente comprometidas com a excelência demonstram sua qualidade também pela capacidade de ouvir críticas, reconhecer falhas e promover melhorias contínuas. Espero, sinceramente, que este relato seja recebido com esse propósito, pois em contrapartida , quando um exame deve ser realizado ou solicitado pelo médico , caso o paciente não efetue o pagamento no ato , o hospital não realiza o procedimento,
Por mais grave que o quadro possa apresentar, no entanto , espera-se , no mínimo , que o retorno para um atendimento por excelência, também seja cumprido .
Com maiores cumprimentos,
*****
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Resposta da empresa
17/08/2026 às 10:04
Prezada Denise,
Agradecemos por compartilhar conosco suas considerações e por detalhar os pontos observados durante sua experiência e de sua filha em nosso Hospital.
Informamos que recebemos todas as suas considerações e que o relato foi encaminhado à nossa coordenação responsável para conhecimento, análise e avaliação das tratativas cabíveis.
Reforçamos que manifestações como a sua são importantes para que possamos compreender a percepção dos pacientes e familiares, identificar oportunidades de melhoria e aprimorar continuamente nossos processos e a qualidade do atendimento.
Permanecemos à disposição para eventuais dúvidas ou esclarecimentos adicionais por meio do e-mail: [email protected]
Atenciosamente,
Relacionamento com o Paciente
Grupo Baía Sul