Recusa de atendimento e orientação sobre resultado de exame de criança

Não respondida
Feira de Santana - BA
07/09/2026 às 00:15
ID: 258370103
Venho registrar minha insatisfação com o atendimento prestado pelo Hospital Bambinos na data de hoje.
Estive na unidade por volta das 20h com minha filha de 4 anos de idade, que já se encontrava debilitada durante todo o dia. Durante o atendimento médico, foi solicitado exame de sangue, ficando informado que o resultado levaria aproximadamente algumas horas para ficar pronto.
O exame ficou disponível por volta de 00h. Considerando o horário avançado e o estado da criança, que finalmente havia conseguido descansar e dormir em casa, retornei sozinho ao hospital com o objetivo de verificar o resultado do exame e entender qual seria a conduta médica necessária.
Minha intenção era simples: saber se, conforme havia sido mencionado anteriormente pelo médico, existia necessidade de internação ou alguma outra medida urgente. Caso o resultado indicasse necessidade de internação ou qualquer procedimento que exigisse a presença da criança, evidentemente eu retornaria imediatamente com ela ao hospital.
No entanto, fui informado de que nenhum atendimento ou orientação poderia ser prestado sem que a criança estivesse fisicamente presente novamente na unidade.
Discordo completamente dessa conduta.
Estamos falando de uma criança de apenas 4 anos de idade, que não possui qualquer condição de compreender, interpretar ou participar de uma decisão médica. O responsável legal estava presente, buscando apenas informações sobre um exame já realizado e sobre a conduta médica que seria adotada a partir daquele resultado.
Não considero razoável exigir que uma criança debilitada, que passou o dia doente e finalmente conseguiu dormir, seja acordada e levada novamente ao hospital durante a madrugada apenas para que um médico visualize um resultado de exame e, eventualmente, diga que não há necessidade de internação e prescreva um medicamento para uso domiciliar.
Se a avaliação do exame demonstrasse necessidade de internação, medicação intravenosa, observação ou qualquer outra intervenção presencial, não haveria qualquer dificuldade em retornar imediatamente com a criança.
O que considero inadequado foi a negativa até mesmo de analisar o resultado e orientar o responsável sobre a necessidade ou não do retorno da paciente.
Essa situação demonstra falta de bom senso e sensibilidade diante da condição de uma criança pequena. O atendimento deveria considerar não apenas protocolos internos, mas também a razoabilidade de cada situação.
Solicito que o Hospital Bambinos esclareça formalmente qual protocolo justifica a recusa em ao menos avaliar o resultado de um exame já realizado, na presença do responsável legal, especialmente quando a paciente é uma criança de 4 anos e o retorno ao hospital ocorreu durante a madrugada.
Registro esta reclamação esperando que a situação seja analisada pela administração do hospital e que esse tipo de conduta seja revisto, evitando que outras crianças debilitadas precisem ser submetidas a deslocamentos desnecessários durante a madrugada apenas para obtenção de uma informação que poderia inicialmente ser repassada ao seu responsável.