Falta de atendimento e suporte adequado para paciente oncológico internado

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
07/08/2026 às 23:50
ID: 255926019
UM APELO URGENTE À DIREÇÃO DO Hospital Cardoso Fontes HOSPITAL CARDOSO FONTES E Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro
À SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO
A beleza pode estar apenas do lado de fora. Por dentro, infelizmente, a família está vivendo uma situação de dor, desespero e absoluta impotência.
Meu sogro, Bernardino Pereira de Santana, é paciente oncológico e está internado no Hospital Cardoso Fontes, com Cid de câncer na garganta.
Ele chegou ao hospital andando, consciente e conversando, embora apresentasse dificuldade para falar e, principalmente, para engolir em razão da doença.
Hoje, depois de mais de um mês de internação, a situação é completamente diferente.
Meu sogro está inconsciente. Debilitado, com traqueostomia, amarrado na cama e de fralda.
A explicação apresentada à família hoje é que ele está com o sódio muito elevado.
Mas precisamos de respostas.
Como um paciente com câncer de garganta, que já apresentava dificuldade para engolir, permanece por semanas em dieta zero, sem que uma via adequada de alimentação fosse providenciada?
Por que estão demorando tanto para colocar uma sonda para alimentação?
Quando surgiu uma vaga no Hospital Universitário Pedro Ernesto, após levarmos o caso na Record Rio meu sogro foi encaminhado para realizar a biópsia.
E foi lá que a própria equipe médica questionou a conduta relacionada à alimentação do paciente e colocou uma sonda para alimentação pelo nariz antes de seu retorno ao Cardoso Fontes.
Ele não pôde permanecer no Pedro Ernesto por questões relacionadas ao fluxo/regulação do SUS.
Então ele voltou para o Cardoso Fontes.
E nós continuamos assistindo, desesperados, à deterioração do estado de saúde dele.
Não estamos afirmando que uma conduta específica foi a causa da piora. Estamos pedindo que isso seja APURADO.
Queremos saber:
Por que ele permanece tanto tempo em dieta zero?
Qual foi a avaliação nutricional realizada durante esse período?
Por que uma via alternativa de alimentação não é providenciada desde o início ?
Quais medidas foram tomadas para prevenir e tratar a alteração do sódio?
Qual é hoje o quadro clínico real do paciente?
Qual é o plano terapêutico? Pois lá alegam que precisa da biópsia.
Por que um paciente oncológico está há mais de um mês aguardando a continuidade adequada de seu tratamento?
Quem está acompanhando o caso do ponto de vista oncológico e nutricional?
Porque as liminares e as decisões judiciais não são cumpridas pelo Estado ,Município , direção com a transferência dele urgente com o prazo de 24 hs para outro hospital com os recursos para o tratamento dele ?
Nós queremos respostas.
Não queremos privilégio.
Não queremos tratamento diferente.
Queremos que meu sogro receba aquilo que qualquer paciente do SUS merece: assistência adequada, dignidade, segurança e respeito à vida.
É desesperador entrar em um hospital com um familiar andando e consciente e, semanas depois, vê-lo inconsciente, enquanto a família precisa lutar para conseguir respostas.
Por isso, fazemos um apelo à Direção do Hospital Cardoso Fontes, à Secretaria Municipal de Saúde e aos órgãos responsáveis pela fiscalização da assistência à saúde:
POR FAVOR, OLHEM PARA O CASO DE BERNARDINO PEREIRA DE SANTANA.
Não queremos que outra família precise passar por isso para ser ouvida.
E deixamos aqui também um alerta para outras famílias que estejam buscando atendimento oncológico: pesquisem, perguntem, acompanhem de perto e exijam informações sobre o plano de tratamento do paciente.
Porque hospital bonito por fora não basta.
O que importa é o cuidado que existe lá dentro.