Falta de assistência adequada, demora injustificável, desrespeito à família e falhas graves na condução do caso do meu pai.

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Guarulhos - SP

11/07/2026 às 21:42

ID: 253682975

Meu pai foi internado no Hospital Carlos Chagas em uma das fases mais difíceis de sua vida, após um rápido declínio causado por um câncer metastático. Infelizmente, além do sofrimento provocado pela doença, nossa família precisou enfrentar uma sucessão de falhas na assistência, falta de comunicação, ausência de humanidade e obstáculos que agravaram ainda mais um momento extremamente doloroso.

Gostaria de relatar, de forma detalhada, tudo o que ocorreu.

Na primeira noite em que permaneci com meu pai na UTI, o médico responsável entrou no quarto, consultou o prontuário e saiu sem sequer se apresentar. Somente mais tarde descobri que ele era o médico responsável naquela noite.

Naquele momento, meu pai apresentava piora neurológica evidente. Sua fala estava cada vez mais comprometida, seus movimentos pioravam rapidamente e seu estado mental vinha mudando dia após dia. Diante dessa evolução preocupante, implorei diversas vezes para que fosse realizada uma tomografia de crânio.

Minha preocupação foi minimizada.

Mesmo insistindo repetidamente que algo estava errado neurologicamente, a equipe não demonstrou a urgência que a situação exigia.

Outro episódio que considero extremamente grave ocorreu quando manifestei minha preocupação com a rápida piora neurológica do meu pai e solicitei insistentemente a realização de uma tomografia de crânio. Em vez de receber uma avaliação cuidadosa ou uma explicação técnica que justificasse a conduta adotada, fui informada pelo próprio médico responsável que não faria a tomografia já que meu pai sabia o próprio nome e o meu. Naquele momento, senti que minhas preocupações como filha foram completamente desconsideradas. Dias depois, foi constatado que meu pai apresentava metástases cerebrais e edema importante. É impossível não questionar se um diagnóstico mais precoce poderia ter permitido uma intervenção mais rápida ou, ao menos, evitado parte do sofrimento que ele enfrentou.

Também não posso deixar de registrar a postura da Dra Alessandra, também médica do terceiro andar da UTI. Em um dos momentos de maior angústia da nossa família, solicitei falar com ela por telefone para obter informações e buscar uma solução para o caso do meu pai. Ela simplesmente se recusou a falar comigo. Negar diálogo a uma família desesperada, que apenas buscava respostas e tentava garantir a continuidade da assistência ao seu ente querido, demonstra uma preocupante falta de respeito, empatia e compromisso com um atendimento verdadeiramente humanizado.

Posteriormente foi descoberto que meu pai possuía metástases cerebrais extensas com importante edema cerebral.

Outro ponto extremamente doloroso foi a constante dificuldade para obter informações claras.

Nossa família precisava frequentemente procurar médicos e enfermeiros para tentar entender o que estava acontecendo. Muitas vezes recebíamos respostas vagas, contraditórias ou simplesmente não recebíamos resposta alguma.

Em um momento em que cada minuto importa, a comunicação com a família deveria ser prioridade.

Infelizmente, não foi.

Também presenciamos uma enorme falta de sensibilidade no atendimento.

Diversas interações com profissionais foram frias, apressadas e completamente desprovidas de empatia.

Nenhuma família espera milagres diante de um câncer avançado.

Mas toda família merece respeito, acolhimento e comunicação humana.

Isso infelizmente esteve ausente em muitos momentos.

Além disso, enfrentamos enorme dificuldade para conseguir a transferência do meu pai para um hospital público especializado.

Desde muito cedo nossa família deixou claro que não teria condições de manter a internação na rede privada por tempo prolongado.

Iniciamos inúmeros contatos, solicitamos ajuda diversas vezes, buscamos informações, acompanhamos protocolos e insistimos diariamente para que a transferência acontecesse.

Hoje vivemos uma das situações mais revoltantes de toda essa trajetória.

Fomos informados de que havia uma vaga disponível em um hospital público para o meu pai.

Mesmo assim, a transferência simplesmente não aconteceu.

Até este momento ninguém nos apresentou uma explicação clara.

Enquanto isso, nossa família continua tentando obter respostas, sendo constantemente encaminhada de um setor para outro, enfrentando demora, falta de informação e, em diversas ocasiões, tratamento desrespeitoso por parte de pessoas que deveriam justamente orientar familiares em um momento tão delicado.

É devastador descobrir que existe uma vaga disponível e, ainda assim, ver a transferência não ser realizada sem qualquer transparência.

A sensação é de abandono.

Durante toda essa jornada tivemos que lutar por exames, lutar por informações, lutar para sermos ouvidos e agora lutar até mesmo para que uma vaga já concedida seja efetivamente utilizada.

Nenhuma família deveria precisar implorar para obter respostas.

Nenhuma família deveria ser tratada como um incômodo enquanto tenta garantir o melhor cuidado possível para um ente querido gravemente doente.

Nosso objetivo ao registrar esta reclamação não é apenas buscar esclarecimentos sobre tudo o que aconteceu com meu pai.

Queremos que o Hospital Carlos Chagas reveja seus processos de comunicação, acolhimento e assistência para que outras famílias não precisem passar pelo mesmo sofrimento.

A competência técnica é indispensável.

Mas a humanidade, o respeito e a compaixão também fazem parte do tratamento.

Infelizmente, em diversos momentos, foi justamente isso que mais sentimos faltar.

Solicitamos formalmente:

* Explicações sobre a demora na realização dos exames neurológicos, apesar das repetidas manifestações da família.
* Esclarecimentos sobre as falhas de comunicação durante toda a internação.
* Explicações sobre por que a transferência para o hospital público não foi realizada, mesmo após a disponibilização de uma vaga.
* Esclarecimentos sobre quem foi responsável por impedir ou atrasar essa transferência.
* Providências para que outras famílias recebam informações claras, respeito e atendimento verdadeiramente humanizado.

Esperamos uma resposta completa, transparente e baseada nos fatos.

Nossa família jamais esquecerá a dor causada pela doença do meu pai.

Mas também jamais esquecerá o sofrimento adicional provocado pela falta de humanidade que enfrentamos ao tentar apenas cuidar de quem amamos.

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Resposta da empresa

17/07/2026 às 11:45

Bom dia.

Recebemos sua manifestação e lamentamos sinceramente os sentimentos relatados em um momento tão delicado.

Informamos que os apontamentos apresentados foram compartilhados com as áreas envolvidas e durante o acompanhamento do caso, a equipe assistencial realizou acolhimento à família presencialmente e manteve diálogo para esclarecimento das dúvidas e questões apresentadas.

Seguimos a disposição nos canais informados.

Atenciosamente,

Equipe de Atendimento Integrado
Rede Total Care