Indignação com a falta de cuidados básicos e segurança durante internação no Hospital Casa Portugal

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Rio de Janeiro - RJ

03/07/2026 às 15:45

ID: 253025785

Segue uma versão com um encerramento mais forte e indignado, sem perder a objetividade e a credibilidade:

Sou paciente do Hospital Casa Portugal e escrevo esta reclamação porque estou profundamente indignado com tudo o que eu e minha família estamos vivendo durante minha internação. Entrei neste hospital acreditando que encontraria segurança, cuidado e uma assistência compatível com a gravidade do meu quadro clínico. Em vez disso, encontrei desorganização, falta de materiais básicos, falhas na assistência e um sentimento constante de insegurança.

Estou internado após uma cirurgia na coluna e, durante minha recuperação, apresentei abertura da incisão cirúrgica, infecção e uma fístula liquórica, condição grave que aumenta significativamente o risco de complicações, inclusive meningite. Meu tratamento exige cuidados rigorosos, acompanhamento contínuo e uma equipe comprometida. Infelizmente, essa não tem sido a realidade.

A alimentação oferecida pelo hospital é incompatível com a recuperação de qualquer paciente. O café da manhã, na maioria dos dias, é composto apenas por pão amanhecido com manteiga. Requeijão foi servido apenas duas vezes durante toda a internação. O café e o leite são entregues por volta das 5h da manhã e, quando acordo por volta das 7h, já estão completamente gelados. Minha esposa solicitou café quente e foi informada de que isso não seria possível.

No almoço e no jantar, praticamente todos os dias recebo frango como única proteína, refeições com aparência pouco agradável, uma gelatina extremamente aguada e um suco de péssima qualidade. Nos lanches da tarde e da noite, normalmente são servidos apenas dois pequenos pacotes de cream cracker com manteiga. Em algumas ocasiões, esse lanche é substituído por uma vitamina de sabor extremamente desagradável, muitas vezes amarga e impossível de consumir. Durante todos esses dias de internação, recebi apenas uma fruta.

Fiquei cinco dias sem evacuar e, por orientação médica, não posso fazer esforço. Mesmo assim, a nutricionista compareceu apenas uma única vez e não elaborou qualquer plano alimentar específico para auxiliar minha recuperação. Diante disso, minha esposa passou a comprar alimentos diariamente na rua para complementar minha alimentação.

Como se isso não bastasse, minha esposa permanece comigo em tempo integral e sequer recebe café da manhã como acompanhante. Ela está pagando todas as próprias refeições e ainda comprando comida para mim, gerando um gasto financeiro enorme justamente em um momento de extrema fragilidade.

A situação da rouparia é revoltante. Minha esposa pediu roupa de cama desde o primeiro dia e só recebeu dias depois. Até hoje utiliza a mesma roupa de cama porque foi informada de que não existem peças para troca.

Eu tomei banho três vezes sem toalha porque o hospital informou que não havia toalhas disponíveis. Em uma dessas vezes precisei me secar com um lençol que já estava em uso. Também faltou papel higiênico no banheiro do quarto. Quando minha esposa solicitou reposição, foi informada de que o hospital não tinha papel higiênico e disponibilizou apenas papel-toalha, de péssima qualidade. Os quartos possuem camas antigas, desconfortáveis e sequer contam com frigobar para manter água gelada.

Na fisioterapia, também me senti abandonado. Estou restrito ao leito, apresento dores musculares, perda de mobilidade, falta de ar durante a alimentação e tenho indicação médica para acompanhamento fisioterapêutico. Ainda assim, fui atendido apenas na sexta-feira e novamente no dia 02/07 pela fisioterapeuta Nathália Lima. Nos demais dias, simplesmente não houve atendimento. Como um paciente acamado pode ficar dias sem fisioterapia?

A enfermagem é o setor que mais me causa preocupação. Minha incisão cirúrgica precisa permanecer limpa e protegida, mas após os banhos o curativo frequentemente não é realizado. Minha esposa precisa pedir diversas vezes e praticamente implorar para que ele seja trocado. Estamos falando de um paciente com fístula liquórica, que possui risco aumentado de meningite, e mesmo assim a gravidade da situação parece não sensibilizar a equipe.

Também observamos atrasos frequentes na administração das medicações. Os horários prescritos não são respeitados de forma rigorosa, inclusive dos antibióticos, cujo intervalo correto entre as doses é fundamental para o sucesso do tratamento.

A situação chegou ao absurdo de minha esposa precisar faltar ao trabalho porque não confia em me deixar sozinho no hospital. Ela permanece ao meu lado para garantir que o curativo seja realizado, que os medicamentos sejam administrados, que eu seja alimentado adequadamente e que minhas necessidades básicas sejam atendidas. Nenhum familiar deveria ser obrigado a assumir a responsabilidade que é da instituição.

Minha maior indignação é pensar que, se eu não tivesse uma esposa presente, vigilante e insistente ao meu lado, talvez muitas dessas falhas passassem despercebidas. Quantos pacientes idosos, debilitados ou sem acompanhantes estão passando pelo mesmo? Quantos não têm ninguém para cobrar um curativo, uma medicação no horário, uma toalha para o banho ou uma alimentação minimamente adequada?

É revoltante perceber que um hospital que recebe pacientes por meio de planos de saúde de alto custo permita esse nível de desorganização e descaso. Não estou reclamando de luxo. Estou falando de cuidados básicos, de segurança do paciente, de higiene, de alimentação adequada, de respeito e de dignidade.

Espero que esta reclamação não seja tratada como apenas mais um protocolo. Espero que a direção do Hospital Casa Portugal tenha a coragem de reconhecer essas falhas, apure rigorosamente cada uma delas e implemente mudanças efetivas. Porque o que está em jogo não é apenas a satisfação de um paciente, mas vidas. A assistência hospitalar não pode depender da insistência de familiares para funcionar. Cuidar do paciente é obrigação do hospital, e essa obrigação, infelizmente, não está sendo cumprida como deveria.

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Resposta da empresa

06/07/2026 às 13:52

Olá, Anderson,

Agradecemos por compartilhar seu relato e lamentamos sinceramente toda a experiência descrita durante sua internação.

Entendemos o quanto um momento de recuperação exige segurança, acolhimento e confiança na assistência prestada. Recebemos sua manifestação com a seriedade que ela merece e pedimos desculpas pelos transtornos e pela percepção negativa em relação aos nossos serviços.

Informamos que seu relato será encaminhado, com prioridade, às áreas responsáveis para análise criteriosa e apuração de todos os pontos mencionados, incluindo as questões relacionadas à assistência, enfermagem, fisioterapia, nutrição, hotelaria, rouparia, alimentação, infraestrutura e demais aspectos apontados. Solicitaremos que o caso seja avaliado de forma detalhada para que as medidas cabíveis sejam adotadas.

Nosso compromisso é oferecer um atendimento seguro, humanizado e de qualidade, e manifestações como a sua são fundamentais para identificarmos oportunidades de melhoria em nossos processos e na experiência dos nossos pacientes.

Agradecemos por nos informar o ocorrido. Permanecemos à disposição para acompanhar sua manifestação e contribuir para que o caso seja devidamente analisado, buscando oferecer o acolhimento, a atenção e os esclarecimentos necessários.

E-mail: [email protected]
Telefone: (21) 3216-8000

Atenciosamente,

Equipe Experiência do Cliente Rede Casa