Negligência medica/Despreparo médico

Não resolvido
Rio de Janeiro - RJ
08/10/2024 às 20:09
ID: 199189407
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesFui atendida no hospital no dia 29/07/*******, estava gestante de 34 semanas e cheguei na emergência com palpitações, dor de cabeça. Fui atendida pelo setor de obstetrícia e logo encaminhada para um leito para internação. Fui internada no Cti e o tratamento que estava recebendo era para essa taquicardia. Na madrugada de segunda pra terça comecei a me senti mal, com dores nas costas, tosse e dor no peito. Informei a médica e a técnica e nada, não deram importância, a médica falou que a dor nas costas provavelmente era da maca e também por causa da barriga (estava gestante). Pedi uma dipirona que demorou mais de 3 hs pra chegar, pedi novamente e a técnica estava saindo pra descansar e falou que a médica esqueceu pq estava atendendo outros pacientes (isso foi de madrugada). Pela manhã já me sentindo muito pior, informei pra outra técnica (um anjo que apareceu após a troca de plantao), que estava com falta de ar, dor no peito, dor nas costas e tosse com secreção. Por ser da área da saúde, já imaginava que pudesse estar com pneumonia. Como não melhorava da taquicardia, os médicos estavam querendo realizar o parto de emergência, ouvi isso e pedi para que o médico de plantão entrasse em contato com a minha obstetra e informasse a ela sobre o que estava acontecendo. Eles entraram em contato e informaram o que estava acontecendo e ela de imediato falou que provavelmente eu estava com uma infecção. Eles olharam os exames e tinham parâmetros alterados que mostravam que eu estava com uma sepse. A partir daí pela primeira vez fizeram a ausculta em mim, realizaram um raio X e por fim uma tomografia e constataram que eu estava com um quadro de pneumonia grave. Comecei o tratamento com o antibiotico e permaneci no cti por 6 dias. ******* que o CTI é um lugar insalubre, sujo, cheira mal e alguns funcionários não tem o cuidado devido, estava usando comadre para urinar e a técnica simplesmente descartava a urina e não passava nem uma água na comadre e colocava debaixo do meu colchão, achei isso um absurdo.
Após 6 dias passei para o quarto e na madrugada de segunda-feira dia 05/08 por volta de umas 2:30 tive um sangramento, chamei a obstetra de plantão, se não me engano de nome Luiza, ela fez um toque e ouviu os batimentos do feto com o sonar e me falou que estava tudo bem, que o sangramento era devido há um procedimento que fiz há uns 2 anos atrás (Conizacao do colo do utero). Estava sentido cólica e ela passou buscopan. Ela falou que ia pedir pra realizar um eco fetal. Esperei e nada do eco. Estava sentido contrações ritimadas, de 4 em 4 minutos e tudo foi anotado por mim. Liguei pra médica assistente (minha obstetra) e após algum tempo ela chegou no hospital e me examinou. Logo constatou que tive um descolamento de placenta e que o parto precisaria ser feito em pouco tempo.
Se não tivesse entrado em contato com a médica, essas horas não estaria com o meu bebê nos braços, já que a médica do hospital me avaliou e disse estar tudo bem.
Meu bebê nasceu e fiquei na maternidade por 3 dias, ainda tomando antibiótico para tratar a pneumonia, porém nenhum médico me acompanhou nestes dias. Recebi alta pela obstetra no dia 08/08/******* e ela solicitou que algum médico fosse lá me avaliar e somente uma Fisioterapeuta esteve na maternidade, perguntou se estava bem e informei que estava estável e ela me deu alta da fisioterapia. Saí do hospital sem realizar nenhum exame (rx, tomografia, exame de sangue), sem nenhuma prescrição de medicação, ou retorno, resumindo sem nehuma avaliacao da clinica medica. Saí somente com dois pedidos de exame solicitados pela médica assistente (Dra Regina Coeli- Obstetra), exames de sangue e uma tomografia de tórax. Ao chegar em casa tive febre de 39 e falta de ar, conforme passou os dias fui ficando pior, com fadiga, falta de ar e comecei a ter febre. Fui a outro hospital e constatou que ainda estava com pneumonia, sepse e agora derrame pleural e derrame do pericárdio. Passei 20 dias internada, inclusive na unidade semi intensiva e graças a Deus me recuperei. Mas estou aqui relatando tudo isso para mostrar o descaso que sofri no Hospital Egas Moniz, pela clínica médica e também pela obstetra de plantão que me examinou quando tive um sangramento e disse que não era nada. Vocês estão lidando com vidas e uma hora ou outra esse descaso pode matar alguém, como quase aconteceu comigo e com o meu bebê. Passei por uma segunda internação com agravos por que não fui bem assistida no período que estive internada no Hospital Ega Moniz, isso é um absurdo e é inaceitável.
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Resposta da empresa
10/10/2024 às 17:03
Prezada Sra Alda Coelho de Moura;
Foi feita análise do prontuário da Sra Alda Coelho de Moura desde da sua internação, tratamento em andar e posteriormente no CTI, sendo atendida por equipe multidisciplinar, médico, enfermeiro, fisioterapeuta, nutrição, psicóloga e serviço social.
A paciente recebeu alta para o quarto dando a luz a seu bebê com assistência no binômio mãe e bebê, com orientação da Dra Regina Coeli e orientação da equipe da unidade.
Foram realizadas reuniões com todos os profissionais para apurarmos os questionamentos e reclamações e entendermos os fatos ocorridos e tomadas as medidas necessárias.
Nos colocamos a sua disposição.
Atenciosamente.
Hospital Egas Moniz
Consideração final do consumidor
17/10/2024 às 11:05
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O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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